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  1. Olaria

    5 de junho de 2019 8:13 am

    REFORMA DA PREVIDÊNCIA: DÊ UMA BANANA PARA O PAULO GUEDES

    Vale, Bradesco, Gerdau e outras empresas acumulam dívida de quase R$ 1 trilhão com a Previdência
    04/06/2019 – 02h10

    Atualizada, dívida do Bradesco, Vale, Samarco e outros com a Previdência chega a R$ 935 bilhões

    do site da Central Brasileira de Sindicatos

    A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) atualizou o montante de dívidas de empresas com a Previdência, inicialmente estimada em R$ 432,9 milhões.

    A atualização aconteceu devido à omissão dos débitos relativos à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e PIS.

    [Constitucionalmente, esses impostos foram criados para financiar a Previdência Social. A reforma vai garantir 50 anos de corrupção e não pagamento de dívidas]

    Dessa forma, o montante da dívida das 118,7 mil empresas chega a R$ 935 bilhões (quase R$ 1 trilhão), de acordo com relatório do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/RS).

    A PGFN relacionou as 118.714 empresas com dívidas ativas referentes a Cofins, CSLL e PIS superiores a R$ 100 mil (MILHÕES), entre as quais figuram a Vale, a maior devedora, com R$ 12,7 bilhões, a Samarco (R$ 287 milhões, bancos como o Bradesco, que comercializa previdência privada e tem interesse direto na reforma da Previdência (para a qual deve R$ 1,5 bilhão); e a Gerdau.

    A segunda maior sonegadora, a holding Carital Brasil, deve R$ 5,5 bilhões à Previdência.

    Em 2014, o ex-diretor financeiro da empresa, Carlos de Souza Monteiro, foi acusado de sonegação de R$ 145,6 milhões e condenado pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo a mais de sete anos de prisão e pagamento de indenização de R$ 1 milhão ao Fisco por danos morais coletivos.

    A economista Anelise Manganelli, do Dieese/RS, que elaborou o estudo, destaca que apesar das alterações dos instrumentos e a forma de atuação, concentrados atualmente no combate à sonegação, há somente cerca de 900 auditores fiscais da Receita Federal no trabalho voltado às contribuições previdenciárias.

    A Anelise concedeu entrevista ao jornal Extra Classe, do Rio Grande do Sul.

    Na entrevista a seguir, a economista explica ainda por que o “déficit” da Previdência alegado pelo governo para vender a reforma é um mito que não se sustenta.

    Pergunta: De acordo com o levantamento do Dieese/RS junto à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), as dívidas de empresas com a seguridade social atingiram em fevereiro de 2017 o total de R$ 935 bilhões, ou seja, mais que o dobro do que vinha sendo divulgado. A que se deve essa diferença?


    Anelise Manganelli – Os totais que vêm sendo divulgados que, em geral atingem R$ 432,9 bilhões representam débitos de contribuições previdenciárias dos empregadores e dos segurados, contribuições devidas a terceiros, assim entendidos outras entidades e fundos, e a contribuição para o salário-educação.

    Não estão incluídas nessas dívidas os valores devidos à Previdência relativos a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e PIS.

    EC – Quais são os componentes desses débitos?

    Anelise – Nesse total de R$ 935 bilhões verifica-se que além dos acima descritos há R$ 307,7 bilhões relativos ao Cofins, que é calculada sobre a receita das empresas e deve ser destinada a financiar os fundos de previdência e assistência e ainda há R$ 194,9 bilhões relativos ao PIS e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

    Destaca-se ainda que entre esses totais estão apenas aqueles devedores com débitos acima de R$ 100 mil, devendo, portanto, ser um débito ainda maior.

    EC – Por que há tantos sonegadores, alguns com interesse direto na reforma, caso do Bradesco, que vende planos de aposentadoria complementar privada e é um dos maiores devedores da Previdência, mais de R$ 1,5 bilhão?


    Anelise – Certamente, é necessário melhorar a fiscalização, uma vez que a própria PGFN diz que a dívida ativa cresce a um ritmo de aproximadamente 15% ao ano.

    Em 2008, havia 4,1 mil auditores fiscais vinculados à Secretaria da Receita Previdenciária, atuando no combate à inadimplência e à sonegação das contribuições previdenciárias.

    Hoje, após a incorporação à Secretaria da Receita Federal do Brasil, apesar de se terem alterado os instrumentos e a forma de atuação, concentrados atualmente no combate à sonegação, há somente cerca de 900 auditores fiscais da Receita Federal no trabalho voltado às contribuições previdenciárias.

    EC – Ao defender a proposta de reforma da Previdência, o governo sustenta que o sistema é deficitário, argumento que não se sustenta nos indicadores do próprio governo. Como funciona essa contabilidade que o governo faz – e a imprensa reproduz – para alegar déficit?

    Anelise – Conforme se constou, em uma das nossas recentes publicações, Reformar para excluir?, elaborada em parceria com a Anfip, esse argumento falso não é novidade no debate sobre a Previdência Social proposto pelos representantes do poder público.

    Longe disso, é argumento que se repete incansavelmente desde 1988.

    Essa visão ignora o fato de que a Constituição Federal de 1988 concebeu o direito à Previdência Social como parte integrante da Seguridade Social, um amplo sistema de proteção social ao cidadão. Para organizar e financiar a Seguridade, os constituintes de 1988 inspiraram-se nos regimes de Estado de Bem-Estar Social desenvolvidos, especialmente, pela socialdemocracia europeia após a Segunda Guerra Mundial.

    Nesses países, o financiamento da Seguridade Social baseia-se no clássico “modelo tripartite”, no qual trabalhadores, empregadores e Estado são igualmente responsáveis pelo provimento das fontes de financiamento das políticas públicas que integram seus sistemas nacionais de proteção. Em 2015, num conjunto de 15 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a participação média relativa das “contribuições do governo” no financiamento da Seguridade Social foi de 45% do total, seguida pela “contribuição dos empregadores” (34,6%) e pela “contribuição dos trabalhadores” (18%).

    A Dinamarca é caso extremo, já que a participação relativa do governo no financiamento da Seguridade atinge 75,6% do total das receitas.

    Isto quer dizer que se não fossem contabilizadas as receitas dos impostos gerais pagos por toda a sociedade, o “rombo” da Previdência dinamarquesa chegaria a 28,5% do PIB.

    Fonte Carta Campinas
    https://www.viomundo.com.br/denuncias/vale-bradesco-gerdau-e-outras-empresas-acumulam-divida-de-quase-r-1-trilhao-com-a-previdencia.html

  2. Rui Ribeiro

    5 de junho de 2019 11:02 am

    O G1 noticia:

    “Após uma semana de intensos contatos de integrantes do governo, principalmente o Ministro Paulo Guedes, com os Ministros da Suprema Corte, a expectativa do governo é de uma vitória no $TF que garanta a segurança jurídica nos negócios do governo (no que se refere à venda de ativos e de estatais pelo poder público)”.

    https://g1.globo.com/politica/blog/andreia-sadi/post/2019/06/05/por-seguranca-juridica-planalto-aposta-em-ala-do-stf-que-defende-flexibilizar-privatizacoes.ghtml

    Será que se o Neymar entrar em contato com o juiz que o julgará, a expectativa é que ele não será condenado pelo suposto estupro e pelas agressões físicas contra a Mulher?

  3. Aureliano

    5 de junho de 2019 12:15 pm

    A FARSA DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

    O professor Guilherme Santos Mello, do Instituto de Economia da UNICAMP, desmontou a farsa que é a Proposta de Reforma da Previdência. Assista:

    https://youtu.be/GVA_R3u_1W0

    E se você que já é aposentado acha que pode dormir tranquilo pois sua aposentadoria está “garantida” apesar da proposta do desmonte da previdência de Paulo Guedes (governo Bolsonaro), saiba que, se aprovada, esta reforma poderá reduzir a sua atual aposentadoria a pó.

    O Estado Brasileiro, endividado até o pescoço e pagando anualmente cerca de 400 bilhões de reais só de juros da dívida interna, NÃO vai ter condição de assumir os custos da transição, ou seja, da substituição do atual regime de previdência por aquele proposto pelo Paulo Guedes e sua equipe de vigaristas. Vai sobrar para quem vai se aposentar pelo regime de capitalização e para você que já está aposentado.

    Veja o vídeo com as explicações do Professor Guilherme Santos Mello quantas vezes forem necessárias, e conclua, junto com ele: quem vai ganhar rios de dinheiro com esta Reforma (desmonte) da Previdência proposta pelo BANQUEIRO Paulo Guedes, são os BANQUEIROS iguais a ele.

    Portanto, vamos aderir à greve geral do próximo dia 14.

    OU A GENTE SE UNE OU A GENTE SE LASCA!

  4. Olaria

    5 de junho de 2019 1:24 pm

    FLÁVIO DINO DIZ “BASTA”!

    Dino protesta contra agenda da morte de Bolsonaro: basta!

    “Basta da agenda da morte. Mais armas = mortes. Menos educação = mortes. Menos direitos previdenciários para pessoas pobres = mortes. Fim do Mais Médicos = mortes. ‘Lei da selva’ no trânsito = mortes. Legítima defesa por ‘surpresa’ = mortes Essa gente não pensa em VIDAS??”, questiona o governador do Maranhão

    https://www.brasil247.com/pt/247/nordeste/395652/Dino-protesta-contra-agenda-da-morte-de-Bolsonaro-basta!.htm

  5. Marly

    5 de junho de 2019 7:19 pm

    Pois é… Saudade dos coxinhas ! Agora, aturamos o ” Bolsogado “. Vejam o vídeo abaixo.

    https://youtu.be/J9DbGqtCyjM

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