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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

15 Comentários
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  1. José Robson

    17 de setembro de 2014 4:16 am

    Com “Os Cariocas” ficou mais ajeitado!

    [video:http://youtu.be/52Wkhr__3Tk%5D%5Bvideo:

  2. José Robson

    17 de setembro de 2014 4:18 am

    Gonçalo Rubalcaba!

    [video:http://youtu.be/TkVFFd4srdE%5D

  3. José Robson

    17 de setembro de 2014 4:20 am

    Gonçalo Rubalcaba!

    [video:http://youtu.be/uLaAzjZQUv4%5D

  4. José Robson

    17 de setembro de 2014 4:23 am

    Gonçalo Rubalcaba!

    [video:http://youtu.be/FGsjpDkXZHE%5D

  5. José Robson

    17 de setembro de 2014 4:25 am

    Gonçalo Rubalcaba!

    [video:http://youtu.be/RRHyVHUiRtk%5D

  6. José Robson

    17 de setembro de 2014 4:27 am

    Gonçalo Rubalcaba!

    [video:http://youtu.be/H5WIAVEYvJw%5D

  7. José Robson

    17 de setembro de 2014 4:30 am

    Gonçalo Rubalcaba & Al Di Meola

    [video:http://youtu.be/I3mbxaOOyrg%5D

  8. Webster Franklin

    17 de setembro de 2014 4:49 am

    Marina e o cheiro do ralo

    Carta Maior

     

    16/09/2014 00:00

     

    Marina e o cheiro do ralo

     

    A pergunta que o jornalismo de economia não fará a Marina e a seus operadores, e nem a si mesmo é: o que o Brasil tem a ganhar com uma receceita de arrocho?

     

    por: Saul Leblon

     
     

        

    Arquivo

     

    Exceto a fé cega nas propriedades curativas dos livres mercados, ninguém sabe, ao certo, o que os operadores de Marina Silva pensam sobre o chão mole da economia mundial.

    A exemplo do colunismo especializado, sua visão sobre os flancos da economia brasileira é assertiva e doutoral.

    Mas esse olhar de lince se torna míope quando se volta para o cenário externo.

    O risco de abstrair determinações sistêmicas e desse modo jogar a economia brasileira em um ralo vulcânico existe. E não é pequeno.

    Quem critica ‘o neodesenvolvimentismo do PT’ como autárquico, por resistir à purga benfazeja de uma drástica abertura comercial e financeira, deveria oferecer mais em troca do que mantras de um tatcherismo com prazo de validade vencido.

    A ideia de que basta proceder à imersão do país em um banho de desregulação internacional para extrair daí uma sociedade capacitada para competir e promover a convergência da riqueza, envolve pressupostos discutíveis.

    O principal deles diz respeito à capacidade terapêutica dessa jacuzzy global, na qual o PSDB quase afogou a nação nos anos 90, sem a pretendida conquista da ‘competitividade’ sustentável.

    O fracasso levou o país ao FMI e os tucanos às sucessivas derrotas em 2002, 2006, 2010 e à liquefação em 2014.

    Do que se depreende das propostas do PSB, agora –entre elas a de ceder a moeda, o câmbio e o juro à gestão independente dos mercados financeiros — é justo presumir que derivam de um otimismo ainda mais excessivo que o dos antecessores.

    A convalescença da maior crise do capitalismo desde 1929 não tem como atende-lo.

    Há consequências dramáticas nesse erro de calibragem.

    Mas elas não são honestamente debatidas pelo jornalismo especializado que, a exemplo dos bancos, enxerga em Marina uma candidata para chamar de sua.

    Num mundo com 100 milhões de desempregados, demanda claudicante, baixo uso de capacidade instalada e apetites canibais aflorados na caça a novos mercados, o que dizer, por exemplo, da restauração em curso do espírito da Alca, o Acordo de Livre Comércio das Américas?

    Namorado pelo PSDB nos anos 90, enterrado por Lula em 2003 ele ressurge agora nos planos dos operadores de Marina que não veem a hora de depenar o Mercosul em acordos bilaterais de um ‘comércio mundial onde tudo está acontecendo’.

    Não é bem esse o cenário fotografado pela insuspeita Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, em seu relatório de setembro.

    Diferente do panglossiano neoliberal, a OCDE enxerga uma recuperação global anêmica, por isso mesmo desigual.

    Mesmo os EUA, que vão bem, segundo o organismo, tiveram a previsão de seu crescimento ajustada de 2,6% para 2,1% este ano.

    A zona do euro corre o risco de uma estagnação prolongada, diz o relatório.

    Índia e China crescem, mas sem força para arrastar o mundo.

    O Brasil, em linha com o baixo relevo do planeta, reverte a curva recessiva, mas também cresce pouco (0,3% este ano e 1,4% em 2015).

    A própria boa vontade da OCDE com os EUA deve ser ponderada.

    A indústria norte-americana patinou em agosto sem sair do lugar (queda de 0,1% em relação a julho).

    As fábricas do país estão usando 79% da capacidade instalada.

    O índice é idêntico ao do Brasil, onde o setor industrial também enfrenta dificuldades para exportar e não consegue concorrer com a manufatura chinesa que invade o mercado local.

    O mercado de trabalho nos EUA cresce há seis meses gerando média superior a 200 mil vagas ao mês, é verdade.

    Mas a qualidade do emprego deixa a desejar, com forte predomínio de trabalho precário.

    Dos 407 mil vagas criadas em junho, por exemplo, mais de 270 mil foram parciais.

    O contingente de norte-americanos trabalhando meio período soma 7,5 milhões. É quase o dobro do registrado antes de 2008.

    Quando se agrega a esse universo os que desistiram de buscar uma colocação chega-se a 13% da força de trabalho. É mais que o dobro da atual taxa de desemprego de 6%.

    Não é apenas uma etapa incremental do pós- crise.

    O quadro reflete a perda de qualidade estrutural de uma economia que viu necrosar sua principal usina geradora de produtividade e bons salários: a indústria, deslocada para o ‘baixo custo chinês’, literalmente ou através de importações.

    Não por acaso, a economia capitalista mais poderosa do planeta luta agora para se reindustrializar. E o faz, por exemplo, como lembrou a Presidenta Dilma, na sabatina ao Globo, semana passada, com medidas protecionistas.

    Entre elas, vendendo internamente seu gás de xisto às fábricas a US$ 4 dólares a unidade, contra uma cotação internacional da ordem de US$ 12 a US$ 15 dólares. A defasagem é de causar urticária no colunismo nativo que exige da Petrobrás a vinculação de seus preços à instabilidade do Oriente Médio.

    ‘A que interesses isso serve?’, questionou a Presidenta, arguindo os porta-vozes da República dos Acionistas.

    O otimismo dos operadores de Marina, portanto, omite um íngreme relevo internacional de onde dificilmente vai jorrar a seiva da prometida regeneração livre mercadista.

    Mais arrojada que a OCDE, a Unctad (Conferência Mundial das Nações para o Comércio e o Desenvolvimento) sugere, ademais, que a convalescença inconclusa do colapso de 2008 transitou direto para um ciclo de baixo desempenho global. Uma espécie de estagnação sistêmica, fundida em desemprego, arrocho fiscal e inexistência de crédito.

    Desse torniquete, o comércio mundial não emergirá tão cedo em sua plena capacidade.

    Se antes da crise ele crescia a taxas de 6% a 8%, a perspectiva agora é de que avance, no máximo, modestos 2% ao ano, diz a Unctad.

    Emparedadas entre a moderação da demanda e a alta inercial da oferta, as cotações das commodities já sentem o baque.

    A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a FAO, prevê, por exemplo, que os próximos dois anos serão de quedas nos preços dos cereais no mercado mundial.

    A deriva europeia adiciona gravidade a esse conjunto: o PIB das três maiores economias da zona euro –Alemanha, França e Itália– fechou o mês de junho com um pé na estagnação, o outro na recessão.

    A pergunta responsável que o glorioso jornalismo de economia não fará a Marina e a seus operadores, e nem a si mesmo é: o que o Brasil tem a ganhar com uma receita de arrocho fiscal, choque de juro e corrosão dos salários, que destrói o mercado interno e atira a economia nos braços de uma estagnação sistêmica?

    Ao contrário dos xamãs do lacto purga recessivo, a Unctad recomenda cautela aos governos nesse horizonte embaçado da história.

    Num quadro de esfriamento do comércio mundial, o melhor a fazer, indica seu ‘Relatório de Comércio e Desenvolvimento, 2014’, é transformar o mercado interno num chão firme de resistência para reordenar o crescimento e aprimorar a futura capacidade de competição.

    A Unctad afirma que para romper a armadilha do baixo crescimento é necessário fortalecer a demanda agregada através do ganho real dos salários e da distribuição de renda.

    Mas não é uma empreitada fácil, admite a organização.

    A principal dificuldade reside na arquitetura financeira global, em que a livre circulação de capitais favorece a evasão de recursos e garante ganhos especulativos irreproduzíveis no investimento produtivo requerido pelas nações.

    Eis uma dimensão do definhamento industrial quase nunca abordada pela pauta do ‘custo Brasil’, que prefere descarregar a conta nas costas das famílias assalariadas e da coleta de impostos.

    Um dado resume todos os demais.

    Estudo do departamento de competitividade da Fiesp, divulgado na última 5ª feira, mostra que, entre 2008 e 2010, o empresário que investiu na própria indústria obteve um retorno médio de 47%.

    Já os que canalizaram capital equivalente para fundos financeiros ganharam 62% — limpinho e sem risco.

    Ao contrário dos operadores de Marina, a Unctad é abertamente favorável ao controle de capitais para reverter essa ciranda.

    Sem reprimir a evasão de capitais, sugerem seus economistas, fica impossível baixar o juro e não arcar com instabilidade cambial e fuga de recursos.

    Entre 8% e 15% da riqueza financeira mundial estão em paraísos fiscais, exemplifica o organismo da ONU.

    A evasão nas nações em desenvolvimento acontece, sobretudo, em maquiagens praticadas no comércio exterior, com subfaturamento ou superfaturamento entre empresas e intra-empresas.

    Países em desenvolvimento perdem mais de R$ 160 bilhões de dólares por ano nesse sumidouro que tem na integração do sistema financeiro global, e nos grandes bancos locais, as tubulações da sangria.

    Uma candidatura que encontra nessas instituições a sua principal base de apoio financeira, e de sustentação política, talvez não tenha, de fato, outra coisa a propor ao país.

    A relação carnal com os bancos impede Marina de sentir o cheiro do ralo para onde seu programa empurra o Brasil.

    Só não vale dizer, como fazem agora seus operadores, que o condutor desse périplo, o ‘BC independente’, cuidará também de perseguir o pleno emprego.

    Aí já é escárnio.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Marina-e-o-cheiro-do-ralo/31810

  9. Adamastor

    17 de setembro de 2014 6:17 am

    Uma dúvida…

    O que faz esse monte de vídeos no “Clipping do dia”? O lugar apropriado para postá-los não seria “Multimídia do dia”?

  10. romério rômulo

    17 de setembro de 2014 6:18 am

    FHC quer que o Aécio se ferre de uma vez

    vejam o sugestão do Príncipe:

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/186104-fhc-diz-que-aecio-deveria-centrar-ataques-em-dilma.shtml

    romério

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  11. Henrique Outro

    17 de setembro de 2014 8:13 am

    15/09/2014 | 08:34
    15/09/2014 | 08:34 – Atualizado em: 15/09/2014 | 08:34 – Brasil Econômico

    ‘País tem a maior queda de desigualdade nos últimos dez anos’, diz Neri

    Ministro-Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos afirma que número voltou a diminuir, apesar do baixo crescimento.

    Mariana [email protected] [email protected]   

    Um dos mais respeitados estudiosos do tema da pobreza no Brasil, o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, revela que a desigualdade no país voltou a diminuir, apesar do baixo crescimento. E poderá mostrar os melhores resultados dos últimos dez anos. “Em 2014, a desigualdade observada está caindo no ritmo de um relógio”, comparou o ministro em entrevista ao Brasil Econômico. Além de explicar que existe um descolamento entre as séries econômicas mais tradicionais, em particular o Produto Interno Bruto (PIB), e as séries de indicadores baseados em renda, ele afirma que há uma “mudança profunda” ocorrendo no país, que não é mostrada pelos números macroeconômicos. Debruçado sobre questões cruciais para o crescimento, diz que o otimismo do brasileiro com o seu futuro representa um obstáculo ao aumento do nível de poupança. “Para a Secretaria de Assuntos Estratégicos, o otimismo, até certo ponto, é um problema. Como você vai convencer o sujeito a fazer a tal poupança financeira e investir mais em educação?”, indaga.

    Marcelo Neri, Ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da RepúblicaFoto:  Glaucio Dettmar

    Estamos em uma situação de crescimento lento há algum tempo. Isso está prejudicando os ganhos sociais obtidos nos últimos anos? 

    Até agora não, de uma maneira até surpreendente. Na verdade, existe um descolamento entre as séries econômicas mais tradicionais, em particular o PIB, e as séries de indicadores baseados em renda — a começar pela própria média de renda desde o fim da recessão de 2003 para cá. O PIB cresceu 27,8 %, a renda média na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) cresceu 51,7%. Uma diferença de 24 pontos percentuais, quase o dobro de 2003 a 2012. Mas em 2012, por exemplo, a renda da Pnad cresceu 9% e o PIB cresceu 1%. A diferença foi até maior. Se dermos sequência com os dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que não são tão abrangentes do ponto de vista geográfico e do conceito de renda, veremos um descolamento ainda maior. O fenômeno do descolamento entre séries econômicas e sociais também fica mais forte quando incorporamos, por exemplo, a renda mediana per capita — a renda do João, ou da Maria. Ela cresceu 78% de 2003 a 2012. Já a renda dos 10% mais pobres, cresceu ainda mais: 106,6%. Ou seja, nesse período, a Pnad média cresceu quase duas vezes mais que o PIB. A renda mediana, que já incorpora um pouco do efeito-desigualdade, cresceu três vezes mais que o PIB. E a renda dos 10% mais pobres cresceu quatro vezes mais que o PIB. No período recente, eu diria que esse descolamento é ainda maior, considerando os dados da PME. Por duas razões: primeiro, há um descolamento do mercado de trabalho — muitos têm falado sobre isso (referindo-se ao baixo desemprego, apesar do fraco desempenho econômico). Em segundo lugar, a desigualdade segue em queda, uma queda bastante forte. Eu diria que, em 2014, a desigualdade observada está caindo no ritmo de um relógio. De acordo com a PME, ela está caindo 0,1 ponto percentual por mês, todos os meses de 2014, até julho, como um relógio. Eu estou fazendo o cálculo só com quatro regiões metropolitanas da PME. São os dados disponíveis, ainda não temos as seis regiões por causa da greve do IBGE. Em minha avaliação, é até uma medida conservadora. Se incorporarmos o aumento do Bolsa Família (o governo anunciou a correção de 10% nos benefícios do programa), que é um programa bem focalizado nos mais pobres, o efeito vai ficar maior. É a maior queda dos últimos dez anos.

    Em 2014 poderemos ter, então, a maior queda da desigualdade… 

    Dos últimos dez anos. Já estamos tendo — pela PME, com as limitações que ela tem. As indicações já mostram isso. O efeito pode se refletir na Pnad 2014, ou não. Mas a PME mostra uma queda. Na verdade, a desigualdade vem caindo desde 2001. O ano excepcional foi 2004, foi o começo do crescimento com redução da desigualdade. Em 2012 (última Pnad disponível) observamos uma estabilidade no Gini (Índice de Gini, que mede a desigualdade na distribuição de renda), mas que precisa ser relativizada. O Gini ficou parado porque a renda dos 5% mais ricos cresceu. A partir de março de 2013, ele voltou a cair, considerando os dados da PME. Agora, desde o começo do ano está caindo ainda mais. Essa marca de redução da desigualdade continua. Também diria que o crescimento da média da renda do trabalho, que teve alguma desaceleração em 2013, voltou. Não está no mesmo nível do período de ouro, mas há esse efeito desigualdade, que faz com que o bem-estar das pessoas esteja crescendo num nível bastante razoável. A combinação continua e é até mais forte, mais descolada do que foi no período até 2010. Se eu olho para a base ou para o meio da distribuição, é um crescimento razoável. Não é o boom que a gente viveu, mas é um crescimento bem razoável. Fala-se muito em desaceleração do crescimento, que realmente preocupa, mas o descolamento tem se mantido.

    Como tem se mantido? 

    Há uma série de medidas que foram tomadas, como a desoneração da folha (de pagamentos) e a desoneração da cesta básica. Não se tem o contrafactual que nos mostre qual seria o mercado de trabalho caso não tivessem sido tomadas — e tem gente que fala: “Isso não ajudou a relançar a economia”. Mas eu digo: talvez tenham ajudado a proteger os ganhos sociais. Há os efeitos de uma política educacional, ênfase no ensino técnico, uma recuperação de salários, que é função também do efeito educação. E há um crescimento da média da renda das pessoas, a despeito da desaceleração do crescimento do PIB.

    Tem aí um conflito capital x trabalho, não? 

    Mas que não é tão grande. O bolo está crescendo, mas crescendo mais na base. Tem mais fermento na base. Os ganhos foram maiores na base do que topo. A participação do trabalho na renda subiu quatro pontos de porcentagem nos últimos anos, mas não é uma revolução. É uma mudança. Uma mudança benigna. Ninguém teve perdas absolutas. Agora, além do aumento da parcela do trabalho na renda, mudou muito a desigualdade dentro do trabalho. As estratégias que têm sido feitas dão um grande peso para a população, uma abordagem menos economicista e mais voltada para a população. Acho que esse é o norte, a bússola.

    Estamos em recessão?

    O brasileiro não está em crise. O desemprego está num nível historicamente baixo. A inflação é um problema? É um problema, sem dúvida, a gente não pode descuidar dela, mas estão ocorrendo ganhos do salário real.

    Mas o cenário macroeconômico piorou… 

    Piorou, mas em termos. Acho que houve uma piora, mas também acho que, no diagnóstico do que está acontecendo no Brasil, talvez estejam faltando as primeiras coisas, as mais básicas. Principalmente, se a visão é de bem-estar. Às vezes há muitas opiniões, mas falta olhar para os dados básicos. Quanto está crescendo? O que está por trás do crescimento? É crescimento de produtividade? Afirma-se que há um cenário insustentável de crescimento da renda, do salário real em relação à produtividade. As pessoas falam: “A produtividade no Brasil está crescendo menos do que o salário”. Eu falo: “Não é verdade!”. Sei que sou uma voz dissonante, mas pego as séries nominais: estão crescendo à mesma taxa. Eu apanho à beça porque falo isso. Mas faz parte.

    Não está crescendo menos? 

    Se pegarmos de 2001 a 2012, vamos ver o salário real crescendo mais do que a produtividade. Se pegarmos as séries nominais, produtividade por trabalhador e salário, elas estão exatamente sobrepostas. Não há descolamento. O descolamento se dá só por causa do deflator. O deflator implícito do PIB, que é o que eu uso para produtividade média por trabalhador, difere do INPC, que eu uso para o salário real. E esse é o mesmo fenômeno que está por trás da Pnad em relação ao PIB. Pnad e contas nacionais em termos nominais de crescimento estão iguaizinhas quando — o que é importante dizer — eu meço coisas iguais: renda do trabalho/renda do trabalho. O Brasil está produzindo muitos resultados, mas, olhando o meio de campo, a macroeconomia, você fala: “Poxa, esse meio de campo está muito desentrosado, mas está fazendo muitos gols”. E do ponto de vista pragmático, você quer resultados, você quer os gols. Se está jogando bem, não é tão importante quanto o resultado.

    E do ponto de vista do resultado, o sr. acha que está muito bem… 

    Até agora, até julho de 2014 o resultado social, o bem-estar da população, tal como medida de bem-estar, é o seguinte: se olharmos para a média, o desempenho é ok; se olharmos para os mais pobres, o desempenho é muito bom; e se olharmos para o topo da distribuição, é um desempenho ruim, porque a desigualdade está caindo.

    Os analistas apontam a necessidade de um ajuste macroeconômico recessivo no início do ano que vem. O próximo governo, seja ele qual for, teria de repor preços administrados, manter a taxa de juros alta. Isso põe em risco os ganhos obtidos até o momento? 

    Os riscos sempre existem, mas são maiores ou menores dependendo de como você faz. Se você olhar as séries brasileiras nos últimos 30 anos, vai ver o seguinte: todos os anos pós-eleitorais são anos difíceis. Em todos eles, observamos quedas absolutas de renda e aumentos absolutos de pobreza, com duas exceções. E todos os anos eleitorais foram anos de boom na economia. As exceções (pós-eleitorais) foram 2007 e 2011. Foram os únicos anos em que você não observou queda absoluta de renda ou aumento de pobreza. Isso reflete de alguma forma uma preocupação. As duas únicas exceções em muitas eleições.

    Houve, então, nos últimos anos, uma preocupação do governo de poupar a população mais pobre? 

    Podemos responder à pergunta de duas formas: pelos resultados obtidos e pelas políticas adotadas. Os resultados obtidos são esses que mencionei: o bem-estar da população está crescendo acima do crescimento da economia, seja na média, seja incorporando a desigualdade. As políticas adotadas — a desoneração da cesta básica, da qual eu participei, e a desoneração da folha de pagamentos — ajudam a explicar (os resultados). Não vou estabelecer relações de causa e efeito, porque não temos estudos que mapeiem isso causalmente. Mas não é contraditório com os resultados assumidos.

     

    O senhor diria que, diante de uma opção menos desenvolvimentista e mais liberalizante, essas conquistas estariam mais em risco? 

    Eu não gosto desses rótulos, porque a gente fica rotulando colegas de uma forma ou de outra e o que importa é ver se no final do dia os pobres, as pessoas, estão indo melhor ou pior. “Ah, porque o fulano de tal usa o Consenso de Washington”. Aí você começa a subdividir: tem o desenvolvimentista tipo A, o neoliberal, o liberal tipo A, o tipo B… Para quê? São expressões que ajudam muito mais a confundir do que a clarificar. Prefiro muito mais olhar para os dados e ver o que foi feito e o que foi obtido. Eu acho que um candidato à esquerda legítimo é aquele que não só fala coisas, mas faz, entrega coisas consistentes. Ou seja, os resultados estão onde a boca está. Onde estão os resultados? É isso o que eu quero saber. E a verdade é que se a gente olhar do ponto de vista de indicadores sobre as pessoas nas suas casas, que é o que essas pesquisas domiciliares fazem, os resultados são muito melhores não só nos últimos três ou quatro anos, como nos últimos 15 anos.

    O governo vive hoje uma situação de restrição fiscal e os analistas apontam que os gastos que mais aumentaram foram os sociais. Discute-se que tem que haver uma nova regra do salário mínimo. Que risco esse debate representa para os ganhos? 

    O ponto importante que não tem sido enfatizado é que dispomos de uma tecnologia que consegue conciliar restrição fiscal e entrega de resultado de uma maneira muito boa, que é o Bolsa Família, e principalmente depois dos upgrades que foram feitos, como o Brasil Sem Miséria. Apostar mais nessas tecnologias é uma maneira de lidar com essa restrição fiscal. O Bolsa Família custa 0,53% do PIB. Uma expansão do programa como tivemos este ano não impacta quase o orçamento, mas pega 25% da população mais pobre. Há no Brasil uma busca por novas tecnologias sociais. A restrição fiscal te obrigar a usar as melhores tecnologias, o que é muito bom.

    Em suas análises, o sr. mostra como o Bolsa Família e a ascensão à classe média ajudaram a movimentar a economia. É possível manter esse movimento?

    Estou apresentando um trabalho que mostra o efeito multiplicador do Bolsa Família sobre o trabalhador por conta própria, sobre o empreendedorismo na base, que é um aspecto ligado à oferta (agregada da economia). Os resultados são muito interessantes. O Bolsa Família gerou um aumento de 10 pontos de percentagem no empreendedorismo entre os beneficiários. Há aí um efeito de oferta. Não acho que as políticas a serem perseguidas sejam necessariamente de busca de demanda agregada, como foram aquelas adotadas no pós-crise de 2008. Depois da crise de 2008, naturalmente, você queria injetar demanda na economia. Todos viraram keynesianos. Hoje, acho que existe uma restrição de oferta mais forte. Devemos buscar políticas de aumento de oferta também na base da distribuição. Temos um conceito que estamos trabalhando, de produtividade partilhada. Ou seja, como levar os ganhos de produtividade à base da distribuição, para que seja um processo não só de crescimento, mas de crescimento inclusivo, com distribuição. A busca de uma visão mais equilibrada de oferta e demanda é necessária, mas acho importante não se perder o rumo da inclusão. Precisamos olhar mais para a oferta, precisamos continuar olhando para a base, incorporar elementos novos sem perder as boas direções. 

    Por que?

    O nosso Gini ainda é o 18º em 155 países do mundo. Temos uma desigualdade muito grande. Temos a foto (a situação) e o filme (o processo de melhora). As fotos brasileiras ainda são muito ruins. É por isso que esse debate não pode ser abandonado. Eu discordo da visão de que “desde 2001 a desigualdade está caindo, fizemos o nosso trabalho”. Não, a missão não está terminada. Temos agora que incorporar novos ingredientes a esse arsenal de políticas e acho que são elementos de oferta. É um processo que passa por mudanças de produtividade, por educação de qualidade, por cursos técnicos. E nós, aqui na SAE, temos uma agenda bastante extensa sobre isso: formas de estimular a poupança financeira das famílias, em particular, das famílias de baixa renda; o desenho de políticas que favoreçam acumulação de ativos por parte das famílias de baixa renda, para tornar a situação delas mais sustentável. Isso gera também um efeito de maior robustez do crescimento.

    Houve ênfase excessiva no consumo?

    Ao examinarmos a transformação brasileira olhando as contas nacionais, podemos pensar: “É uma mudança baseada em consumo, transferência de renda, é uma transferência não sustentável”. Mas se você olhar variáveis estruturais das pessoas, ativos que as pessoas têm, como educação, moradia, expectativa de vida, desenvolvimento humano, você vai ver uma mudança forte na base, o que eu gosto de chamar de uma mudança profunda. Já houve uma transformação profunda e a maioria dos leitores de jornal, quando olha, fala: “Ah, não… a renda do sujeito subiu de R$ 1 mil para R$ 2 mil porque recebeu umas bolsas, então, nada mudou”. Se a sua renda subiu de R$ 1 mil para R$ 2 mil e você sabia viver com R$ 1 mil, sobrevivia, é uma mudança gigantesca. E o que está por trás dessas mudanças é que as mulheres estão tendo menos filhos, esses filhos estão indo para a escola, depois estão conseguindo emprego, com carteira assinada. Há um ganho estrutural que as pessoas não estão percebendo. Tem analistas que só ficam olhando para as contas nacionais. Se você olha para as pesquisas que vão à casa das pessoas ou conversa com as pessoas, vai ver que, na base da distribuição, tem uma mudança na distribuição dos ativos. Ela já aconteceu e agora precisa continuar. 

    Esses ganhos são sustentáveis?

    A grande prova de sustentabilidade, o grande teste do amortecedor, foram esses períodos em que a economia cresceu pouco, tal como avaliada pelo PIB, e os resultados sociais, trabalhistas, a melhora na renda e a redução da pobreza continuaram acontecendo. O ritmo da queda de pobreza que tivemos última Pnad foi muito interessante: 15%. E foi em 2012, o ano do “Pibinho”.

    A agenda da SAE é tornar mais sólida essa transformação? 

    Temos o desafio, por exemplo, de uma agenda de educação na primeira infância, que é fundamental. A maior taxa interna de retorno social é uma educação de primeira infância bem feita. Inclusive beneficia as mães. Está fazendo uma política de creches por causa das mães ou das crianças? Resposta: todas as alternativas acima, embora eu confesse que a minha preocupação maior seja com as crianças. O que me fez vir trabalhar no governo foi uma reunião da qual participei na transição, como convidado externo, na qual eu comecei a ver ênfase sobre crianças, sobre novas tecnologias. Eu cutucava o Ricardo Paes de Barros (especialista no estudo da pobreza e subsecretário de Ações Estratégicas da SAE), a meu lado: “Você tá ouvindo isso? Pode ser que não seja verdade, mas o que você queria ouvir melhor do que isso?”. Saí e falei: “Pode ser que nada disso seja implementado. Mas eu vi uma direção aqui muito interessante”. E essa direção está sendo assumida: construção de creches, o Brasil Carinhoso — um desenho de política voltado para as crianças, e que ajuda as mães das crianças a arrumarem emprego. É um programa de creche bem desenhado, resultado de pesquisas aqui da SAE, que aumenta a renda permanente das mães em R$ 180. Eu estou falando de uma agenda ligada às pessoas. Mas ela não está descolada da agenda de crescimento da economia.

    Por que é difícil ver as mudanças? 

    Se há pessoas que não conseguem enxergar o grau de profundidade da mudança estrutural que está havendo, talvez seja por estarem muito distantes da base. Como no Brasil ainda tem muita desigualdade, às vezes quem está em cima olha e pensa: “Esse sujeito aí está morando num barraco, ganhando Bolsa Família…”. Mas você vai conversar com esse sujeito, ver o que as pesquisas mostram. “Qual a sua prioridade? Quer comprar carro? Não, quero ir para a faculdade. Eu não vou conseguir ir, mas a minha filha vai”. Você vai na outra casa e pergunta: “Você tem computador?”. “Não, mas a minha filha tem. Ela está fazendo curso técnico”. Tem uma mudança profunda na base do Brasil. O Brasil do novo milênio é o Brasil antigo. Esse é o Brasil que prosperou. Mas precisa prosperar mais. Aqueles que querem entender o Brasil sem olhar para a base ou sem olhar a cabeça das pessoas, vão ter dificuldades.

    O sr. vê a inclusão nas agendas dos três principais candidatos à presidência? 

    Prefiro não me posicionar em relação a nenhum candidato, prefiro olhar para a sociedade como um todo. A sociedade brasileira nunca teve uma medida de desigualdade tão baixa, de polarização tão baixa. Melhorou desde 2001 e estamos, de fato, no melhor nível de escolarização, de desigualdade. Mas não se pode ter complacência em relação a isso. Não estamos muito melhor do que estávamos 50 anos atrás. Pioramos muito durante o milagre (econômico), um pouco nas décadas posteriores, depois melhorou. Se o Brasil está melhorando, e somos uma democracia, é porque a população quer ou de alguma forma apoiou isso.

    O sr. sempre menciona o otimismo do brasileiro. Esse traço se mantém? 

    Nós acabamos de levantar os dados de 2014, do Gallup. Nas nove vezes que a pesquisa foi a campo (de 2006 a 2014, maio de 2014 foi a última) o brasileiro é o que dá a maior nota de satisfação para a sua vida daqui a cinco anos. A última nota foi 8,8. A de 2013 foi 8,8 também. Nunca deixou de ser o primeiro lugar. Os jovens, esses mesmos que participaram das demonstrações, nunca deram uma nota abaixo de 9 na média. O brasileiro é assim. Eu sou brasileiro, sou otimista, positivo sobre o futuro e detestaria morar num país com pessoas pessimistas. Mas acho que um dos problemas do Brasil é que o brasileiro é muito otimista.

    É um problema?

    Para a SAE, até certo ponto, é um problema. Porque como você vai convencer o sujeito a fazer a tal poupança financeira, investir mais em educação? É uma contradição em termos. Agora, se você fala para o brasileiro dar uma nota para o país, para a cidade, a nota é bem pior. Nós somos otimistas sobre a nossa própria vida, somos otimistas e individualistas. Precisamos fazer a construção coletiva. Precisamos de uma combinação: sem perder essa positividade, sermos mais prudentes, investir mais. Isso (o otimismo) talvez atrapalhe. Os nossos grandes problemas hoje são problemas coletivos, de relacionamento. O problema da violência, por exemplo: precisa envolver três níveis de governo. O transporte urbano também envolve um problema coletivo de coordenação. São questões de coordenação entre governos e com a sociedade. Não é trivial. A boa notícia é que o Brasil vem mudando. Eu tenho presenciado em cada Pnad essa transformação. Foi surpreendente. No começo da década, o gráfico da desigualdade era como o eletrocardiograma de um morto, não se mexia. Aí, ano após ano ela vem caindo, com crescimento da renda das pessoas.

    Mesmo com tantos resultados tão bons, as pesquisas eleitorais colocam que há desejo de mudança…

    Estamos há dez anos nesse processo e é natural que a sociedade fale: “Espera aí, e agora?”. Há um sentimento de mudança, mas para mim não está claro que mudança é essa. A grande vantagem de uma democracia é que a gente sabe o que as pessoas querem. E a gente vai saber daqui a pouco.

    O sr. falou da preocupação com poupança. Que instrumentos a SAE estuda para incentivá-la?

    É necessário ter uma mudança cultural e de oferta de dispositivos (de poupança), de educação financeira para mudar a cultura, para as pessoas usarem melhor esses dispositivos. Um desses instrumentos é curso de educação financeira vinculada ao ensino médio. Precisamos de uma agenda de microcrédito na base da distribuição.

    A Moody’s revisou de estável para negativa a perspectiva da nota de crédito do Brasil. São dois “Brasis” então?

    São duas situações: é o brasileiro nas suas casas e é o Brasil no sentido macroeconômico. Embora tenham chances menores de subir, os analfabetos e os que moram na periferia elevaram mais suas chances de subir do que, por exemplo, os mais educados. Estamos acostumados no Brasil a acreditar, como se fosse a Lei da Gravidade, que o pão do pobre necessariamente cai com a margarina para baixo. Nos últimos anos essa máxima está sendo desafiada. Isso é um avanço importante. 

     

  12. Webster Franklin

    17 de setembro de 2014 9:10 am

    Sete homens e um escândalo

    Carta Maior

    16/09/2014

     

    Sete homens e um escândalo

     

    Quase metade dos nomes da famigerada lista do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, está ligada às campanhas de Aécio ou Marina Silva.

      

      

    Antonio Lassance (*) Arquivo

     

    Se o escândalo contra a Petrobrás era para ser a bala de prata desta eleição, o tiro saiu pela culatra.

    Quase a metade dos nomes listados na delação premiada do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, é de políticos ligados não à campanha de Dilma Rousseff, mas à de Aécio Neves e Marina Silva. Dos 16 nomes, sete estão contra Dilma, pública, notória e oficialmente.

    O detalhe, que é do tamanho de um elefante, tem passado desapercebido na “grande” mídia.  Será por quê?

    O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), é candidato ao governo do Rio Grande do Norte, apoia Aécio e tem uma chapa formada pelo PSDB, DEM e também pelo PSB.

    Romero Jucá, do PMDB de Roraima, declarou apoio e fazia entusiasmada campanha para Aécio. Jucá brigou com Dilma quando foi afastado, em 2012, da liderança do governo no Senado, o cargo quase vitalício que ocupou, pela primeira vez, durante o governo FHC.

    Ao finalmente romper com um governo e ir para a oposição, Jucá declarou que o fazia por razões ideológicas e “acusou” Dilma de ser socialista.

    O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) liderou a resistência que tentou impedir o apoio de seu partido a Dilma. Depois, organizou a dissidência do Diretório do Rio de Janeiro, que apoia Aécio.

    A mesma coisa fez João Pizzolatti, que é presidente do PP de Santa Catarina e articulou o apoio desse diretório a Aécio. O PP-SC também fez barba, cabelo e bigode: além de estar com Aécio, o chapão de Pizzolatti inclui a aliança com as candidaturas de Paulo Bauer a governador, pelo PSDB, e de Paulo Bornhausen ao Senado, pelo PSB.

    Eduardo Cunha, deputado federal pelo PMDB-RJ, dispensa maiores apresentações. É o inimigo público nº 1 de Dilma dentro do PMDB e foi o principal articulador do apoio majoritário desse partido, no Rio, ao candidato Aécio Neves.

    Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, embora publicamente tenha feito declarações favoráveis a Dilma, patrocina a aliança conhecida como “Aezão”, ou seja, a adesão dos tucanos à candidatura do governador Pezão (PMDB), que é candidato à reeleição. Em troca, a maior parte do PMDB fluminense garantiu apoio governista à combalida campanha de Aécio naquele estado.

    Eduardo Campos (PSB) – também citado na delação -, como é notório, saiu candidato à presidência da República, levou o PSB para a oposição ao governo Dilma, aliou-se a Marina Silva e organizou as dobradinhas com Aécio em vários estados.

    A propósito, até o momento, a defesa de Campos tem ficado restrita a alguns membros do PSB. Marina nem mesmo se deu ao trabalho de rechaçar prontamente as denúncias feitas contra uma pessoa de quem ela se dizia firme aliada por uma nova política.

    A enigmática frase da candidata – de que “não queremos ver Eduardo morrer duas vezes” – mostrou que, até mesmo em relação a Eduardo Campos, Marina Silva está mais que propensa, de novo, a mudar de ideia.

    Uma simples conferida na lista deixa claro que o escândalo foi qualquer coisa, menos  algo feito com o claro propósito de ajudar a campanha de Dilma.

    (*) Antonio Lassance é cientista político.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Sete-homens-e-um-escandalo/4/31814

  13. Webster Franklin

    17 de setembro de 2014 11:53 am

    Incoerente, Marina agora quer privatizar o pré-sal e a Petrobras

    Correio do Brasil

     

    16/9/2014 13:36
    Por Redação – de São Paulo

     

     

       

     

    Marina Silva

    Marina Silva mudou seu discurso e agora mostra-se direitista fervorosa

     

    Os sinais de incoerência na campanha presidencial da ex-ministra Marina Silva (PSB/Rede Sustentabilidade) têm ficado mais evidentes à medida que chega o dia das eleições. Ela, agora, já admite claramente a intenção de privatizar a Petrobras, o que não econtra eco sequer na legenda política que a abriga. Ainda nesta terça-feira, em um flagrante conflito interno na coligação que sustenta a candidata apoiada pela ultradireita, o socialista histórico e presidente do PSB, Roberto Amaral, desautorizou o economista Alexandre Rands, da equipe de Marina Silva, a falar pela legenda.

    Rands, em uma entrevista ao diário conservador carioca O Globo, na véspera, deu uma espécie de “receita” para corrigir “erros” da gestão Dilma Rousseff. Entre as falhas apontadas, um Banco Central independente teria subido os juros há mais tempo, prevê. Rands garante, ainda, que a retomada do crescimento somente deverá ocorrer no quarto ano do próximo mandato. Até lá, o país – segundo o economista – amargará níveis reduzidos de crescimento. Rands não para por aí e questiona as teses do célebre economista Celso Furtado, reconhecido internacionalmente e fonte de inspiração para a formação da Superintendência de Desenvolvimento do Norteste (Sudene) e para o controle do Estado no Banco Central, entre outras medidas. Para o aliado de Marina, as ideias de Furtado “talvez nunca tenham feito sentido”.

    Diante do festival de declarações, Amaral mandou Rands se calar e, em nome do PSB, reafirma que Celso Furtado é o formulador do pensamento econômico do partido, nacional e desenvolvimentista.

    – O PSB tem profunda admiração pela obra e pelo pensamento de Celso Furtado. Morto, não há substituto à altura – disse Amaral, a jornalistas.

    Privatização da Petrobras

    De fato, a candidata Marina Silva agora assumiu, com todas as letras, que tem a intenção de priorizar o interesse das multinacionais na exploração do pré-sal. Ela sustentou, nesta manhã, a revisão do regime de partilha, aprovado durante o governo Lula. Nesta segunda-feira, durante encontro com empresários em São Paulo, o coordenador da campanha da presidenciável, Walter Feldman, já havia considerado a política atual “doutrinária” e “errada”.

    Segundo o modelo vigente para a exploração de áreas cuja expectativa é de grandes quantidades de petróleo, o Estado fica com a maior parte dos lucros obtidos e a participação da Petrobras é obrigatória na exploração de todos os campos. Feldman argumenta que a situação financeira da estatal não permite que isso seja praticado.

    – A própria Petrobras se diz com dificuldades de responder a essa demanda – diz ele.

    No modelo de concessão, formulado e aplicado durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e apropriado para áreas de maior risco exploratório e com expectativa menor em relação a quantidades, predominam os interesses das grandes multinacionais, como Shell, BP (British Petroleum) e Chevron, que passariam a explorar e obter a maior parte dos lucros da riqueza extraída de mares brasileiros. Segundo Walter Feldman, executivos do setor criticaram a emissários da candidata, durante encontro na semana passada, a política de conteúdo local – que prevê a produção de 60% dos componentes no Brasil. Rever o regime de partilha na exploração de petróleo também é uma proposta do candidato do PSDB, Aécio Neves, duramente criticada pelo ex-presidente da ANP, Haroldo Lima.

    Legislação trabalhista

    Não bastasse a crítica a Celso Furtado e a intenção de privatizar a Petrobras, Marina Silva também passou a defender, nesta terça-feira, uma série de mudanças na legislação trabalhista, mas sem citar medidas específicas ou detalhar, minimamente, a proposta. Em debate com empresários, no Centro da capital paulista, Marina citou duas vezes a necessidade de atualizar as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para “ajudar na geração de emprego”.

    – A complexidade das leis trabalhistas, muitas vezes, priva uma empresa, uma pequena empresa, de contratar – disse,
    Ela fez a ressalva de que essa “não é uma discussão fácil”.

    – Prefiro ter humildade para continuar o debate e evitar distorções. Se fosse fácil, o sociólogo teria feito a reforma política e o operário teria feito a reforma trabalhista – disse sem citar os nomes dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/incoerente-marina-agora-quer-privatizar-pre-sal-e-petrobras-junto/728614/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20140917

  14. Alan Souza

    17 de setembro de 2014 7:40 pm

    Família Roriz quer manter o poder através de um desconhecido

    Com o patriarca Joaquim Roriz doente e inelegível e a deputada federal Jaqueline Roriz barrada em nova candidatura por conta da Lei da Ficha Limpa, família Roriz quer eleger deputado federal o filho de Jaqueline, Joaquim Roriz Neto. Nota: o garoto de 22 anos morava até a pouco na Filadélfia, EUA, onde nasceu. Foi “importado” há alguns dias pra entrar na disputa no lugar da mãe.

    O clã Roriz entrou em desespero porque corre o risco de ficar sem representante no Congresso Nacional após décadas de domínio político no Distrito Federal.

    O patriarca Joaquim está mal de saúde, e a filha Jaqueline, deputada federal, teve registro impugnado pela Ficha Limpa.

    A família buscou a solução de última hora nos Estados Unidos há poucos dias. Trouxe da Filadélfia o filho de Jaqueline, Joaquim Roriz Neto.

    Ela tentou emplacar seu material de campanha para ele, com o número de urna, mas o TRE-DF barrou. A estratégia foi lançar o neto sem mostrá-lo. O nome circula pelas cidades satélites e os desavisados pensam ser o veterano político quem disputa a Câmara Federal.

    A família Roriz terá de abrir o cofre para refazer todo o material de campanha com outro número de urna para o neto de Joaquim.

    Jaqueline é a deputada que foi absolvida pelos colegas de plenário, há dois anos, no caso do flagrante em vídeo de recebimento de caixa 2 durante a campanha de 2010.

    (http://colunaesplanada.blogosfera.uol.com.br/2014/09/17/familia-roriz-recorre-a-herdeiro-de-joaquim-homonimo-e-anonimo/)

    Aqui a ficha do garoto no Divulgacand do TSE: http://divulgacand2014.tse.jus.br/divulga-cand-2014/eleicao/2014/idEleicao/143/cargo/6/UF/DF/candidato/70000001484

  15. Caio Hostilio

    17 de setembro de 2014 8:24 pm

    Pedrinhas vira comitê de ações eleitorais!!!

    Pedrinhas não é comitê eleitoral? Já vi até comitê militar, mas prisional, NÃO!!!

    Publicado em setembro 17, 2014 por Caio HostilioQuem deixou entrar essa arma? Foi o Pombo Correio!!!

    Quem deixou entrar essa arma? Foi o Pombo Correio!!!

    É preciso que a governadora Roseana Sarney e todos que fazem parte de seu governo e até do seu grupo político tomem consciência de que forças politiqueiras estão utilizando aquele presídio como forma de gerar pânico e transtornos a governabilidade!!!

    Não existe essa história de levar tudo em banho-maria e sequer esse papo de que é preciso investigações mais rígidas!!!

    Ora bolas!!! Basta conversar com meia dúzia de políticos que todos em seus comentários sabem de onde e como partem as orientações para aquelas balburdias generalizada, mesmo com a presença da Força Nacional…

    Que a governadora Roseana convoque uma coletiva e exija dos policiais um empenho para descobrir essas armações ou quiçá envolver o Poder Federal para buscar esses responsáveis por essa prática irresponsável e maléfica à coletividade em busca do poder!!!

    É muito estranho tantas facilidades ali encontradas!!! Ninguém é otário para acreditar que tudo é falta de administração ou até de mão-de-obra… NÃO È!!! É SAFADEZA QUE EXISTE E QUE PRECISA SER DESTRUIDA PARA O BEM DA COLETIVIDADE!!!

    QUE A GOVERNADORA TENHA PULSO FORTE!!!

    Para completar toda essa armação politiqueira, os “aliados” já inventaram uma greve dos agentes penitenciários para o fim desse mês de setembro, exatamente próximo das eleições… Coisa canalha e safada!!!

    Também, o Sinpol e Aspcema já avisaram que estarão paralisando suas atividades nos dias 18 e 19 de setembro… Que coisinha mais esquisitinha essa presepadinha!!!

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