Como se comentou antes aqui, daqui a pouco começa mais uma fase da “Operação Estaca Zero” com que Eduardo Cunha tenta impedir o avanço do julgamento de sua conduta no Conselho de Ética da Câmara.
Sua tropa de choque está tomando posição na Casa, esvaziada pelas festas natalinas.
O objetivo é dar quorum para a reunião da Comissão de Constituição e Justiça que iria analisar o recurso de de Carlos Marun, aliado de Cunha contra a decisão do presidente da Comissão de Ética, José Carlos Bacelar, de não conceder vistas do novo relatório e colocá-lo em votação. Aprovado, ensejou a notificação de Cunha.
Só que Eduardo Cunha não se deu por satisfeito e, aproveitando as condições favoráveis do quorum baixo, apresentou ele próprio um recurso.
Quer anular tudo, até mesmo a escolha do relator, quanto mais seu relatório
Assim, o processo volta ao mesmo estado do dia em que a queixa foi apresentada.
Quando o STF voltar das férias alguém vai ter de lhe contar o que Eduardo Cunha fez no verão passado.
Semana passada, o ex-capa preta do tucanato Eduardo Azeredo foi condenado, em primeira instância (!!) por conta do “mensalão” praticado em 1998. Nunca foi preso, vai recorrer e, quem sabe, lá pelo ano de 2025 saia uma sentença final, convenientemente inaplicável.
Algo, mas muito pouco. R$ 60 milhões, num contrato que lhe valeu R$ 317 milhões.
Porque o Ministério Público de São Paulo fez um acordo com a multinacional francesa, pelo qual ela devolve o sobrepreço de 15% (nisso, os tucanos são caros) e 5% deste valor (ou 0,75% do valor do contrato) como multa pela ladroagem.
Uma pechincha.
Não duvido das boas intenções dos promotores do caso.
Mas a moralidade seletiva neste país é um escândalo.
O Cafezinho teve acesso ao conjunto completo de documentos, enviado pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao STF, para embasar o pedido de afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara.
Falei várias vezes, neste ano, do jurista alemão do século 19 Rudolf von Ihering, um dos grandes inovadores do direito.
Quem não se defende quando injustiçado, ensinou ele, merece rastejar como um verme.
Você deve à sociedade processar quem abusa de você com insultos, ofensas, acusações sem prova ou conduta inadequada. Só assim as coisas melhoram para todos.
Neste sentido, é mais do que hora de Gilmar Mendes ser processado. Conforme determina a Constituição, um juiz do STF pode ser objeto de uma ação de impeachment caso quebre o decoro. Isto configura crime de responsabilidade.
Faz tempo que Gilmar vem destruindo o decoro, e nada acontece. E então ele pisa no acelerador.
Seu voto na questão do rito do impeachment é um clássico do decoro pisoteado. Ele proferiu um acintosamente raivoso discurso político no qual chegou até a citar um artigo de Serra.
Depois, contrariado com uma derrota com a qual não contava, levantou-se abruptamente e disse que ia viajar.
Numa entrevista, desqualificou seu pares ao dizer que se deixaram cooptar pelo governo. Acusou-os também de bolivarianismo.
Gilmar pode tudo? Não há limite para ele? Ihering, para casos assim, tinha um remédio: processar.
Gilmar só vai parar para pensar se for severamente cobrado pelo que diz e faz.
Me ocorre, particularmente, o PT, que concentra o ódio e os insultos de Gilmar.
Por que o PT não pede o impeachment dele com base na quebra de decoro?
Volto a Ihering: quem não responde a quem o agride merece cada bordoada. Rasteja como verme.
Se Gilmar exorbita é porque ninguém o incomoda. Ele goza, primeiro que tudo, da proteção da mídia. Num mundo menos imperfeito, jornais e revistas o cobrariam duramente por se comportar como político e não como juiz.
Mas jamais se viu um único editorial que dissesse que Gilmar deveria agir como juízes agem em países socialmente mais avançados.
Há, aí, uma convergência de interesses. A imprensa fecha os olhos porque Gilmar defende as mesmas causas que ela. Essa aliança é sinistramente simbolizada na amizade entre Gilmar e Merval.
Quando surgem críticas de outra direção, elas são pífias e covardes. Recentemente, o presidente do STF, Lewandowski, escreveu um artigo no qual condenava juízes falastrões, apaixonados por microfones, incapazes de se expressar somente pelos autos, como manda a tradição.
Ele obviamente se referia a Gilmar. Mas não o citou. Não basta dizer os pecados, nestas ocasiões. É imperioso nomear o pecador.
Mas Lewandowski ficou no pecado.
Gilmar, hoje, é um péssimo exemplo para a Justiça, assim como Eduardo Cunha é uma referência desastrosa para a política.
Juízes como o primeiro e políticos como o segundo são a fórmula infalível do atraso e da iniquidade.
Há que tirar Gilmar da zona de conforto, urgentemente. Ele tem que ser chamado a explicar aos brasileiros com base em que se acha no direito de ser o que é.
Se não conseguir se justificar, tem que ser afastado, para o bem da Justiça e do futuro do Brasil.
No Rio, jovem diz que Chico Buarque é “um merda”; Folha e Estadão reproduzem vídeo sem xingamento e “culpam” a vítima
publicado em 22 de dezembro de 2015 às 18:16 no Vi o Mundo
Da Redação
Restaurante Sushi Leblon, Rio de Janeiro. Chico Buarque estava acompanhado por Eric Nepomuceno, Miguel Faria Jr. e Cacá Diegues. Na saída do jantar, foi abordado por um grupo de jovens.
Dentre eles estavam o rapper Tulio Dek e, segundo a colunista Heloisa Tolipan, Alvarinho, filho do empresário paulista Álvaro Garnero. Um terceiro jovem se identificou no vídeo como Guilherme Mota.
Tulio e Alvarinho tem em comum a amizade com o jogador Ronaldo, que chegou a participar da gravação de um videoclipe do rapper.
Alvarinho causou polêmica ao aparecer em um vídeo beijando e mordendo o pescoço de um Ronaldo bêbado.
Durante o bate boca, Chico Buarque foi chamado de “merda” por um dos playboys.
Os jornais paulistas não mencionaram a ofensa, mas apenas o questionamento às convicções políticas de Chico Buarque. O Estadão enfatizou que Chico “bateu boca” e a Folha, que foi “questionado”. Uma forma descarada de culpar a vítima.
E nessa levada Eu vou levando a minha vida E não to nem aí se alguém duvida Se a vida é guerra Então vou guerrear Se é zoação Então deixa eu zoar E se no Arpex eu relaxo Vou relaxar E se na Lapa eu batalho Quero batalhar E se o mar tá bombando Então eu vou surfar E se as mulheres tão dando mole Por que não aproveitar? Se vai rolar a festa Vamos festejar Se a barra tá pesada Vamos segurar Se o mundo acabar Vou improvisar Se só amor faz bem Então deixa eu amar Se teu amor é falso Então sai pra lá Se não tiver humildade É melhor parar Se tudo der errado Então deixa eu te ajudar Mas se eu pegar no mic Não peça pra eu parar
Agora fiquem com Trocando em miúdos, de Chico Buarque e Francis Hime:
Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim Não me valeu Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim! O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar As sobras de tudo que chamam lar As sombras de tudo que fomos nós As marcas de amor nos nossos lençóis As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar Pode esquecer Aquela aliança, você pode empenhar Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar O enorme prazer de me ver chorar Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago Meu peito tão dilacerado
Aliás Aceite uma ajuda do seu futuro amor Pro aluguel Devolva o Neruda que você me tomou E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde Eu levo a carteira de identidade Uma saideira, muita saudade E a leve impressão de que já vou tarde.
Chico Buarque é um patrimônio da cultura e do povo brasileiro; nosso maior artista, o mais fino intérprete da alma de nossa gente. É admirado, por tudo o que fez e faz na música e na literatura, e respeitado, como cidadão consciente que jamais se omitiu nas lutas pela democracia e justiça social. Um brasileiro com essa trajetória, e que tem no sangue a herança do professor Sérgio Buarque e de dona Maria Amélia, não merece ser ofendido, muito menos por sua coerência. É muito triste ver a que ponto o ódio de classe rebaixa o comportamento de alguns que se consideram superiores, mas não passam de analfabetos políticos. Apesar de vocês, amanhã há de ser outro dia. Receba, querido Chico, nossa solidariedade, sempre.
Governo da Polônia planeja reforma da mídia
Mesmo antes de ter sido levada ao Parlamento, proposta de reforma do setor midiático já é motivo de polêmica. Políticos do governo falam sem rodeios que as mídias devem cumprir sua “missão nacional”.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) disparou o alarme: ela disse estar “extremamente preocupada” com a situação na Polônia. O motivo são os planos de reforma do setor midiático. Embora eles ainda não tenham sido oficialmente apresentados ao Parlamento em Varsóvia, já foram anunciados por membros do governo.
Há motivos para acreditar que o objetivo da reforma seja enquadrar o “quarto poder”. Os planos afetam as emissoras públicas de rádio e TV e a agência de notícias estatal polonesa PAP. De acordo com a proposta governamental, as atuais empresas públicas de capital aberto deverão priorizar a sua “missão nacional”. Eles serão rebatizadas de mídias “públicas” para “nacionais”. Em vez de sociedades anônimas, serão “instituições culturais nacionais”.
O vice-ministro polonês da Cultura, Krzysztof Czabański, explica o que entende por “missão nacional”: a história polonesa deve se tornar um ponto importante na programação. Com “interesses nacionais”, o que está sendo sugerido é uma programação que apele aos sentimentos patrióticos da população. Críticos acreditam que, com isso, um olhar crítico sobre a história do país vai ser quase impossível na televisão pública.
Influência política
A reforma também prevê novas estruturas. O novo “Conselho das Mídias Nacionais” – escolhido pelo parlamento e pelo presidente – será responsável pela linha editorial e pela escolha de pessoal. “Dessa forma, as mídias estarão subordinadas à maioria parlamentar e à presidência, ou seja, a órgãos com um forte mandato civil”, argumenta Czabański.
A instrumentalização da mídia polonesa por parte do governo tem uma longa tradição. Em 2007, quando o partido Plataforma Cívica assumiu o poder, as diretorias das emissoras de televisão também foram ocupadas por pessoas ligadas ao governo.
Embora esse ponto seja muito criticado pelo partido governista Lei e Justiça (PiS), essa crítica não significa vontade de mudança. “Não somente na Polônia, mas também em muitos países, as mídias estão sob a responsabilidade dos governantes, e até agora ninguém encontrou uma solução melhor”, afirmou Czabański.
Journalistas sob pressão

Jaroslaw Kaczynski, líder do partido governista PiS, e a nova primeira-ministra, Beata Szydlo
Jornalistas críticos parecem ter pela frente tempos difíceis. Aqueles de quem o governo não gosta sofrem intimidações ou são suspensos, como foi o caso da apresentadora de TV Karolina Lewicka. Ao entrevistar o ministro polonês da Cultura, Piotr Gliński, ela lhe fez perguntas desconfortáveis. Em seguida, o político declarou abertamente, diante das câmeras, que ele não responderia as perguntas, pois “se trata de uma emissora propagandística, e isso vai acabar logo”.
Também o programa de talk show de Tomasz Lis – um dos mais conhecidos jornalistas poloneses – vai sair do ar em breve. Lis é alvo de uma campanha de difamação. Czabański classificou o programa dele de “não objetivo, parcial, direcionado e manipulador” e chamou o apresentador de “funcionário da propaganda”. Até mesmo o coordenador do serviço de inteligência Mariusz Kamiński se intrometeu no caso: “Seu nome simboliza o mal e é financiado pela TV de fundos públicos.”
“Quando políticos ofendem jornalistas, chamando-os de propagandistas, e ameaçam com demissões, esse pode ser o primeiro passo para a autocensura”, afirma Katarzyna Twardowska, porta-voz do atual Conselho de Televisão. Isso também pode avalizar um comportamento agressivo com os jornalistas.
Acontecimentos recentes mostram que os temores devem ser levados a sério. Numa manifestação de apoiadores do governo, podia-se ver uma pequena raposa de pelúcia onde estava escrito “Tomasz ao vivo”. A raposa era uma alusão ao nome do jornalista. Em polonês, “lis” quer dizer raposa. No mesmo protesto, alguém segurava “uma gaiola para a raposa”.
Em outra manifestação, um repórter da televisão polonesa foi agredido. O microfone foi arrancado à força de sua mão, e ele foi insultado diante das câmeras. Para tais eventos, a maior emissora de TV privada TVN passou a enviar seus repórteres somente com proteção individual.
“Novos tempos”
Nem todos podem fazer frente à essa situação. Alguns jornalistas já relatam que, em suas redações, a autocensura já está sendo praticada. Principalmente entre os repórteres mais jovens existe um temor pelo futuro profissional. O governo lhes promete “novos tempos” no setor midiático.
Muitos repórteres e apresentadores da televisão polonesa – incluindo celebridades – são free lancers, e frequentemente eles não têm seguro de saúde nem pagam ou encargos sociais. Quase ninguém consegue obter um contrato normal de trabalho. Com “novos tempos”, o PiS também se refere às relações trabalhistas.
Melhor financiamento

Protesto contra o governo em Varsóvia: muitos poloneses foram às ruas nas últimas semanas
Apesar das críticas, justamente o atual governo poderá conseguir melhorar o financiamento das mídias públicas. Em teoria, elas são financiadas por uma taxa de telecomunicação. Na prática, os hábitos de pagamento dos poloneses são ruins. Das dez milhões de residências, somente um décimo paga a mensalidade de 5 euros para o uso de rádio e televisão – nove milhões não pagam nada.
A culpa também é do ex-primeiro-ministro Donald Tusk. Em 2008, ele indignou a opinião pública falando de uma “forma arcaica de financiamento das mídias, de uma espécie de dinheiro de proteção.” Tusk queria abolir a taxa de telecomunicação, o que acabou não conseguindo. Agora ele foi embora, mas os problemas continuaram, comenta Czabański.
O governo estaria planejando um perdão das dívidas e a introdução de uma nova taxa de telecomunicação, equivalente à metade da anterior. A nova taxa seria paga por todas as residências junto com a declaração de imposto de renda ou da conta de luz, chegando a um montante anual de 400 milhões de euros.
Capital estrangeiro
Já o futuro do projeto de reduzir a parcela de grupos de jornais estrangeiros na Polônia segue incerto. Esse projeto se volta principalmente contra editoras alemãs, muito presentes no país vizinho. Os membros do governo falam de uma “repolonização”.
Também isso deve acontecer em nome dos interesses nacionais – mas ainda não se conhecem detalhes. A reforma deverá ser apresentado no mais tardar no início de janeiro.
O mais engraçado do mundo são as voltas que o mundo dá.
O playboy Álvaro Garnero Filho, filho do playboy Álvaro Garnero e neto do polêmico Mario Garnero – condenado a cinco anos de prisão por estelionato e fraude contra o sistema financeiro pela Justiça Federal, sentença depois anulada pelo STF – vive, ao que se saiba, da Brasilinvest.
E quem se tornou dirigente da Brasilinvest para a área de petróleo e gás, em 2012, logo depois de ter sido demitido por Dilma Rousseff da Petrobras, onde roubou aos montes?
Sim, ele mesmo, Paulo Roberto Costa.
Saiu no site Petronotícias, em 15 de agosto de 2012.
Alvarinho é o palerma que foi tomar satisfações com Chico Buarque dizendo que este apóia bandidos.
Bandidos, como se vê, conseguem lugar na empresa que garante a boa vida do rapaz.
A elite brasileira é uma comédia pastelão.
Não é à-toa que o educadíssimo Chico postou hoje, no Facebook – assim, meio “sem querer, querendo” – a sua música “Vai Trabalhar, Vagabundo”.
Webster Franklin
23 de dezembro de 2015 4:59 amCunha faz nova manobra. É a Operação Estaca Zero.
Do Tijolaço
Cunha faz nova manobra. É a Operação Estaca Zero.
Por Fernando Brito · 22/12/2015
Como se comentou antes aqui, daqui a pouco começa mais uma fase da “Operação Estaca Zero” com que Eduardo Cunha tenta impedir o avanço do julgamento de sua conduta no Conselho de Ética da Câmara.
Sua tropa de choque está tomando posição na Casa, esvaziada pelas festas natalinas.
O objetivo é dar quorum para a reunião da Comissão de Constituição e Justiça que iria analisar o recurso de de Carlos Marun, aliado de Cunha contra a decisão do presidente da Comissão de Ética, José Carlos Bacelar, de não conceder vistas do novo relatório e colocá-lo em votação. Aprovado, ensejou a notificação de Cunha.
Só que Eduardo Cunha não se deu por satisfeito e, aproveitando as condições favoráveis do quorum baixo, apresentou ele próprio um recurso.
Quer anular tudo, até mesmo a escolha do relator, quanto mais seu relatório
Assim, o processo volta ao mesmo estado do dia em que a queixa foi apresentada.
Quando o STF voltar das férias alguém vai ter de lhe contar o que Eduardo Cunha fez no verão passado.
http://tijolaco.com.br/blog/daqui-a-pouco-a-ultima-manobra-de-cunha-em-2015-esperem-as-de-2016/
Webster Franklin
23 de dezembro de 2015 5:02 amCom tucano, é mais barato. E demora…
Do Tijolaço
Com tucano, é mais barato. E demora…
Por Fernando Brito · 22/12/2015
Semana passada, o ex-capa preta do tucanato Eduardo Azeredo foi condenado, em primeira instância (!!) por conta do “mensalão” praticado em 1998. Nunca foi preso, vai recorrer e, quem sabe, lá pelo ano de 2025 saia uma sentença final, convenientemente inaplicável.
Hoje é a vez de sabermos que a Alstom vai começar a pagar algo pelas propinas distribuídas ao longo de mais de uma década de governos tucanos em São Paulo, curiosamente por uma falcatrua de 1998, possivelmente a menor delas, já que se trata apenas de duas subestações de energia e não dos bilionários contratos do Metrô.
Algo, mas muito pouco. R$ 60 milhões, num contrato que lhe valeu R$ 317 milhões.
Porque o Ministério Público de São Paulo fez um acordo com a multinacional francesa, pelo qual ela devolve o sobrepreço de 15% (nisso, os tucanos são caros) e 5% deste valor (ou 0,75% do valor do contrato) como multa pela ladroagem.
Uma pechincha.
Não duvido das boas intenções dos promotores do caso.
Mas a moralidade seletiva neste país é um escândalo.
Para uns, jaula.
Para outros, paguem dez-mil réis e vão embora.
http://tijolaco.com.br/blog/com-tucano-e-mais-barato-e-demora/
Webster Franklin
23 de dezembro de 2015 5:15 amOs documentos da PGR pra afastar Eduardo Cunha
O Cafezinho
Os documentos da PGR pra afastar Eduardo Cunha
22/12/2015
Miguel do Rosário
O Cafezinho teve acesso ao conjunto completo de documentos, enviado pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao STF, para embasar o pedido de afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara.
Confira abaixo.
Pedido de afastamento de Eduardo Cunha, pelo PGR from Miguel Rosario
Webster Franklin
23 de dezembro de 2015 5:38 amPor que Gilmar tem que sofrer um processo de impeachment.
Diário do Centro do Mundo
Por que Gilmar tem que sofrer um processo de impeachment. Por Paulo Nogueira
Postado em 21 dez 2015 por : Paulo Nogueira
Ele pode tudo?
Falei várias vezes, neste ano, do jurista alemão do século 19 Rudolf von Ihering, um dos grandes inovadores do direito.
Quem não se defende quando injustiçado, ensinou ele, merece rastejar como um verme.
Você deve à sociedade processar quem abusa de você com insultos, ofensas, acusações sem prova ou conduta inadequada. Só assim as coisas melhoram para todos.
Neste sentido, é mais do que hora de Gilmar Mendes ser processado. Conforme determina a Constituição, um juiz do STF pode ser objeto de uma ação de impeachment caso quebre o decoro. Isto configura crime de responsabilidade.
Faz tempo que Gilmar vem destruindo o decoro, e nada acontece. E então ele pisa no acelerador.
Seu voto na questão do rito do impeachment é um clássico do decoro pisoteado. Ele proferiu um acintosamente raivoso discurso político no qual chegou até a citar um artigo de Serra.
Depois, contrariado com uma derrota com a qual não contava, levantou-se abruptamente e disse que ia viajar.
Numa entrevista, desqualificou seu pares ao dizer que se deixaram cooptar pelo governo. Acusou-os também de bolivarianismo.
Gilmar pode tudo? Não há limite para ele? Ihering, para casos assim, tinha um remédio: processar.
Gilmar só vai parar para pensar se for severamente cobrado pelo que diz e faz.
Me ocorre, particularmente, o PT, que concentra o ódio e os insultos de Gilmar.
Por que o PT não pede o impeachment dele com base na quebra de decoro?
Volto a Ihering: quem não responde a quem o agride merece cada bordoada. Rasteja como verme.
Se Gilmar exorbita é porque ninguém o incomoda. Ele goza, primeiro que tudo, da proteção da mídia. Num mundo menos imperfeito, jornais e revistas o cobrariam duramente por se comportar como político e não como juiz.
Mas jamais se viu um único editorial que dissesse que Gilmar deveria agir como juízes agem em países socialmente mais avançados.
Há, aí, uma convergência de interesses. A imprensa fecha os olhos porque Gilmar defende as mesmas causas que ela. Essa aliança é sinistramente simbolizada na amizade entre Gilmar e Merval.
Quando surgem críticas de outra direção, elas são pífias e covardes. Recentemente, o presidente do STF, Lewandowski, escreveu um artigo no qual condenava juízes falastrões, apaixonados por microfones, incapazes de se expressar somente pelos autos, como manda a tradição.
Ele obviamente se referia a Gilmar. Mas não o citou. Não basta dizer os pecados, nestas ocasiões. É imperioso nomear o pecador.
Mas Lewandowski ficou no pecado.
Gilmar, hoje, é um péssimo exemplo para a Justiça, assim como Eduardo Cunha é uma referência desastrosa para a política.
Juízes como o primeiro e políticos como o segundo são a fórmula infalível do atraso e da iniquidade.
Há que tirar Gilmar da zona de conforto, urgentemente. Ele tem que ser chamado a explicar aos brasileiros com base em que se acha no direito de ser o que é.
Se não conseguir se justificar, tem que ser afastado, para o bem da Justiça e do futuro do Brasil.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-gilmar-tem-que-sofrer-um-processo-de-impeachment-por-paulo-nogueira/
Irene Rir
23 de dezembro de 2015 11:28 amCom Chico foi assim, comigo eles teriam me matado
No Rio, jovem diz que Chico Buarque é “um merda”; Folha e Estadão reproduzem vídeo sem xingamento e “culpam” a vítima
publicado em 22 de dezembro de 2015 às 18:16 no Vi o Mundo
Da Redação
Restaurante Sushi Leblon, Rio de Janeiro. Chico Buarque estava acompanhado por Eric Nepomuceno, Miguel Faria Jr. e Cacá Diegues. Na saída do jantar, foi abordado por um grupo de jovens.
Dentre eles estavam o rapper Tulio Dek e, segundo a colunista Heloisa Tolipan, Alvarinho, filho do empresário paulista Álvaro Garnero. Um terceiro jovem se identificou no vídeo como Guilherme Mota.
Tulio e Alvarinho tem em comum a amizade com o jogador Ronaldo, que chegou a participar da gravação de um videoclipe do rapper.
Alvarinho causou polêmica ao aparecer em um vídeo beijando e mordendo o pescoço de um Ronaldo bêbado.
Durante o bate boca, Chico Buarque foi chamado de “merda” por um dos playboys.
A TV Folha reproduziu vídeo do Glamurama — que primeiro noticiou o acontecido — que não inclui o xingamento a Chico Buarque.
O mesmo fez o Estadão.
Os jornais paulistas não mencionaram a ofensa, mas apenas o questionamento às convicções políticas de Chico Buarque. O Estadão enfatizou que Chico “bateu boca” e a Folha, que foi “questionado”. Uma forma descarada de culpar a vítima.
No Facebook, fãs de Chico repreenderam o comportamento do rapper.
Abaixo, trecho de uma das letras de Tulio Dek, em O Que Se Leva da Vida:
E nessa levada
Eu vou levando a minha vida
E não to nem aí se alguém duvida
Se a vida é guerra
Então vou guerrear
Se é zoação
Então deixa eu zoar
E se no Arpex eu relaxo
Vou relaxar
E se na Lapa eu batalho
Quero batalhar
E se o mar tá bombando
Então eu vou surfar
E se as mulheres tão dando mole
Por que não aproveitar?
Se vai rolar a festa
Vamos festejar
Se a barra tá pesada
Vamos segurar
Se o mundo acabar
Vou improvisar
Se só amor faz bem
Então deixa eu amar
Se teu amor é falso
Então sai pra lá
Se não tiver humildade
É melhor parar
Se tudo der errado
Então deixa eu te ajudar
Mas se eu pegar no mic
Não peça pra eu parar
Agora fiquem com Trocando em miúdos, de Chico Buarque e Francis Hime:
Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=kKcr9JikuB8%5D
Maiara
23 de dezembro de 2015 12:14 pmLula está com Chico
Lula dá um abraço no Chico
“Chico Buarque é um patrimônio da cultura e do povo brasileiro” publicado 23/12/2015 no Conversa Afiada
Marisa Letícia, Chico Buarque e Lula em maio de 2007 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Saiu no Instituto Lula:
Um abraço ao amigo Chico
Chico Buarque é um patrimônio da cultura e do povo brasileiro; nosso maior artista, o mais fino intérprete da alma de nossa gente. É admirado, por tudo o que fez e faz na música e na literatura, e respeitado, como cidadão consciente que jamais se omitiu nas lutas pela democracia e justiça social. Um brasileiro com essa trajetória, e que tem no sangue a herança do professor Sérgio Buarque e de dona Maria Amélia, não merece ser ofendido, muito menos por sua coerência. É muito triste ver a que ponto o ódio de classe rebaixa o comportamento de alguns que se consideram superiores, mas não passam de analfabetos políticos. Apesar de vocês, amanhã há de ser outro dia. Receba, querido Chico, nossa solidariedade, sempre.
Lula e Marisa
bfcosta
23 de dezembro de 2015 8:48 pmimprensa na polônia
http://www.dw.com/pt/governo-da-pol%C3%B4nia-planeja-reforma-da-m%C3%ADdia/a-18935113
Governo da Polônia planeja reforma da mídia
Mesmo antes de ter sido levada ao Parlamento, proposta de reforma do setor midiático já é motivo de polêmica. Políticos do governo falam sem rodeios que as mídias devem cumprir sua “missão nacional”.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) disparou o alarme: ela disse estar “extremamente preocupada” com a situação na Polônia. O motivo são os planos de reforma do setor midiático. Embora eles ainda não tenham sido oficialmente apresentados ao Parlamento em Varsóvia, já foram anunciados por membros do governo.
Há motivos para acreditar que o objetivo da reforma seja enquadrar o “quarto poder”. Os planos afetam as emissoras públicas de rádio e TV e a agência de notícias estatal polonesa PAP. De acordo com a proposta governamental, as atuais empresas públicas de capital aberto deverão priorizar a sua “missão nacional”. Eles serão rebatizadas de mídias “públicas” para “nacionais”. Em vez de sociedades anônimas, serão “instituições culturais nacionais”.
O vice-ministro polonês da Cultura, Krzysztof Czabański, explica o que entende por “missão nacional”: a história polonesa deve se tornar um ponto importante na programação. Com “interesses nacionais”, o que está sendo sugerido é uma programação que apele aos sentimentos patrióticos da população. Críticos acreditam que, com isso, um olhar crítico sobre a história do país vai ser quase impossível na televisão pública.
Influência política
A reforma também prevê novas estruturas. O novo “Conselho das Mídias Nacionais” – escolhido pelo parlamento e pelo presidente – será responsável pela linha editorial e pela escolha de pessoal. “Dessa forma, as mídias estarão subordinadas à maioria parlamentar e à presidência, ou seja, a órgãos com um forte mandato civil”, argumenta Czabański.
A instrumentalização da mídia polonesa por parte do governo tem uma longa tradição. Em 2007, quando o partido Plataforma Cívica assumiu o poder, as diretorias das emissoras de televisão também foram ocupadas por pessoas ligadas ao governo.
Embora esse ponto seja muito criticado pelo partido governista Lei e Justiça (PiS), essa crítica não significa vontade de mudança. “Não somente na Polônia, mas também em muitos países, as mídias estão sob a responsabilidade dos governantes, e até agora ninguém encontrou uma solução melhor”, afirmou Czabański.
Journalistas sob pressão

Jaroslaw Kaczynski, líder do partido governista PiS, e a nova primeira-ministra, Beata Szydlo
Jornalistas críticos parecem ter pela frente tempos difíceis. Aqueles de quem o governo não gosta sofrem intimidações ou são suspensos, como foi o caso da apresentadora de TV Karolina Lewicka. Ao entrevistar o ministro polonês da Cultura, Piotr Gliński, ela lhe fez perguntas desconfortáveis. Em seguida, o político declarou abertamente, diante das câmeras, que ele não responderia as perguntas, pois “se trata de uma emissora propagandística, e isso vai acabar logo”.
Também o programa de talk show de Tomasz Lis – um dos mais conhecidos jornalistas poloneses – vai sair do ar em breve. Lis é alvo de uma campanha de difamação. Czabański classificou o programa dele de “não objetivo, parcial, direcionado e manipulador” e chamou o apresentador de “funcionário da propaganda”. Até mesmo o coordenador do serviço de inteligência Mariusz Kamiński se intrometeu no caso: “Seu nome simboliza o mal e é financiado pela TV de fundos públicos.”
“Quando políticos ofendem jornalistas, chamando-os de propagandistas, e ameaçam com demissões, esse pode ser o primeiro passo para a autocensura”, afirma Katarzyna Twardowska, porta-voz do atual Conselho de Televisão. Isso também pode avalizar um comportamento agressivo com os jornalistas.
Acontecimentos recentes mostram que os temores devem ser levados a sério. Numa manifestação de apoiadores do governo, podia-se ver uma pequena raposa de pelúcia onde estava escrito “Tomasz ao vivo”. A raposa era uma alusão ao nome do jornalista. Em polonês, “lis” quer dizer raposa. No mesmo protesto, alguém segurava “uma gaiola para a raposa”.
Em outra manifestação, um repórter da televisão polonesa foi agredido. O microfone foi arrancado à força de sua mão, e ele foi insultado diante das câmeras. Para tais eventos, a maior emissora de TV privada TVN passou a enviar seus repórteres somente com proteção individual.
“Novos tempos”
Nem todos podem fazer frente à essa situação. Alguns jornalistas já relatam que, em suas redações, a autocensura já está sendo praticada. Principalmente entre os repórteres mais jovens existe um temor pelo futuro profissional. O governo lhes promete “novos tempos” no setor midiático.
Muitos repórteres e apresentadores da televisão polonesa – incluindo celebridades – são free lancers, e frequentemente eles não têm seguro de saúde nem pagam ou encargos sociais. Quase ninguém consegue obter um contrato normal de trabalho. Com “novos tempos”, o PiS também se refere às relações trabalhistas.
Melhor financiamento

Protesto contra o governo em Varsóvia: muitos poloneses foram às ruas nas últimas semanas
Apesar das críticas, justamente o atual governo poderá conseguir melhorar o financiamento das mídias públicas. Em teoria, elas são financiadas por uma taxa de telecomunicação. Na prática, os hábitos de pagamento dos poloneses são ruins. Das dez milhões de residências, somente um décimo paga a mensalidade de 5 euros para o uso de rádio e televisão – nove milhões não pagam nada.
A culpa também é do ex-primeiro-ministro Donald Tusk. Em 2008, ele indignou a opinião pública falando de uma “forma arcaica de financiamento das mídias, de uma espécie de dinheiro de proteção.” Tusk queria abolir a taxa de telecomunicação, o que acabou não conseguindo. Agora ele foi embora, mas os problemas continuaram, comenta Czabański.
O governo estaria planejando um perdão das dívidas e a introdução de uma nova taxa de telecomunicação, equivalente à metade da anterior. A nova taxa seria paga por todas as residências junto com a declaração de imposto de renda ou da conta de luz, chegando a um montante anual de 400 milhões de euros.
Capital estrangeiro
Já o futuro do projeto de reduzir a parcela de grupos de jornais estrangeiros na Polônia segue incerto. Esse projeto se volta principalmente contra editoras alemãs, muito presentes no país vizinho. Os membros do governo falam de uma “repolonização”.
Também isso deve acontecer em nome dos interesses nacionais – mas ainda não se conhecem detalhes. A reforma deverá ser apresentado no mais tardar no início de janeiro.
GEORGE Vidipo
23 de dezembro de 2015 8:53 pmcorrupção e o brasilinvest
Empresa dos Garnero contratou Costa, o ladrão da Petrobras
POR FERNANDO BRITO · 23/12/2015
O mais engraçado do mundo são as voltas que o mundo dá.
O playboy Álvaro Garnero Filho, filho do playboy Álvaro Garnero e neto do polêmico Mario Garnero – condenado a cinco anos de prisão por estelionato e fraude contra o sistema financeiro pela Justiça Federal, sentença depois anulada pelo STF – vive, ao que se saiba, da Brasilinvest.
E quem se tornou dirigente da Brasilinvest para a área de petróleo e gás, em 2012, logo depois de ter sido demitido por Dilma Rousseff da Petrobras, onde roubou aos montes?
Sim, ele mesmo, Paulo Roberto Costa.
Saiu no site Petronotícias, em 15 de agosto de 2012.
Alvarinho é o palerma que foi tomar satisfações com Chico Buarque dizendo que este apóia bandidos.
Bandidos, como se vê, conseguem lugar na empresa que garante a boa vida do rapaz.
A elite brasileira é uma comédia pastelão.
Não é à-toa que o educadíssimo Chico postou hoje, no Facebook – assim, meio “sem querer, querendo” – a sua música “Vai Trabalhar, Vagabundo”.
Eles não vão, não…