Lava Jato, o mais degradante episódio da história da mídia nacional, por Luís Nassif
Nassif,
provavelmente um quarto evento que você “viu”, no sentido de dele tomar conhecimento, pode com muita convicção se juntar aos outros três que tanta perplexidade e repugnância te causaram. Aliás, você escreveu sobre ele com muita propriedade!
Refiro-me ao comentário covarde, imundo além dos limites da imundície ética de que um ser humano é capaz, proferido pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, em que debocha do momento desesperador que Lula e sua família passavam com todo o massacre de que eram vítimas, afirmando que “Moro era muito bonzinho por não impor à dona Marisa a condução coercitiva”. Como você disse bem em seu artigo, uma conversa típica dos fanfarrões covardes de botequins de quinta categoria. Esse tipo de bazófia, de arrogância covarde usada contra os inimigos, o cinismo selvagem, a desumanidade absoluta, são a marca característica dessa operação. Quis registrar esse episódio, por considerá-lo, igualmente, um símbolo dessa gente, um símbolo desse período tão nefasto. Abraço!
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