15 de junho de 2026

Como a saúde pode ser o grande motor da recuperação econômica do país

O país poderia ter se convertido no maior fornecedor das chamadas indústrias de bem estar para os demais e, ao mesmo tempo, atender à sua população. Mas programa esbarrou em órgãos de controle despreparados e na criminalização da produção interna

Ao lado de José Gomes Temporão, ambos da Fiocruz, Carlos Gadelha ajudou a montar o mais completo programa de política industrial do país.

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Com visão de economia, mercado e saúde, ambos desenvolveram as ideias centrais do Programa de Desenvolvimento Produtivo (PDP) destinado a desenvolver uma capacidade nacional de produção para a saúde, criando uma vocação industrial para o país e atendendo às demandas da população.

O país poderia ter se convertido no maior fornecedor das chamadas indústrias de bem estar para os demais países baleia e, ao mesmo tempo, atender à sua população.

O programa esbarrou em órgãos de controle despreparados e na criminalização de qualquer iniciativa visando a produção interna. Chegou-se ao cúmulo de denunciar membros do programa pela compra de vacinas do Instituto Butantã, pelo menor preço de mercado da época, apegando-se a meras burocracias. Não fosse a coragem dos funcionários públicos, de enfrentar até ameaça de prisão, o Brasil não teria condições de produzir as 75 milhões de vacinas contra a gripe, essenciais para separar a gripe do coronavirus.

Quando o programa entrou na fase de produção de equipamentos, fornecedores internacionais recorreram à indústria da anticorrupção para destruí-lo. O programa abrir espaço para a fabricação interna de equipamentos, incluindo os respiradores. Senadores resolveram denunciar o programa para o TCU, pelo fato de privilegiar empresas nacionais. O programa acabou suspenso.

 

Na entrevista ao GGN, Gadelha conta como foi montado o programa de articulação de todas as áreas do governo em torno do complexo da saúde. E fala da importância de ressuscitar o conceito da saúde universal e da possibilidade do complexo da saúde se transformar na grande alavanca para a próxima etapa do desenvolvimento nacional.

Aqui, a íntegra da entrevista

 

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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8 Comentários
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  1. Marta Valéria Cunha

    28 de março de 2020 3:43 pm

    Esses são “nossos” senadores, uns imbecis, sem visão de país. Seria bom saber seus nomes, afinal eles são responsáveis pela situação da saúde precária no Brasil

    1. Edson J

      29 de março de 2020 10:38 pm

      Não é só imbecilidade. Tem dinheiro estrangeiro na jogada, para frear a indústria nacional. Da mesma forma que funcionários públicos honestíssimos e, por isso mesmo, incensados por toda a mídia hegemônica e dez entre dez imbecis, perseguiram as grandes empreiteiras e indústrias brasileiras. As que concorriam em vantagem com as estrangeiras, sobretudo americanas, foram levadas quase à falência. Hoje, o governo que os honestíssimos ajudaram a se eleger apressa-se a abrir o mercado brasileiro para as estrangeiras, sobretudo americanas. E a mesma multidão de imbecis aplaude.

  2. Lúcio Vieira

    28 de março de 2020 3:45 pm

    Difícil voltarem atrás depois de tantos atrasos e destruições provocadas, mesmo que até percam entes da própria elite.

    Jurista Ives Gandra Martins está internado com coronavírus em São Paulo, no hospital de ponta do Sírio Libanês, onde foi infectado e estava sendo tratado pelos médicos David Uip e Raul Cutait, que também contraíram o novo coronavírus.

    https://www.conjur.com.br/2020-mar-28/jurista-ives-gandra-martins-internado-coronavirus

  3. VALDIR CARRASCO

    28 de março de 2020 4:14 pm

    …o capeta terá companhia. Quem espera sempre alcança……

  4. WAGNER PINHEIRO DA FONSECA'

    28 de março de 2020 4:15 pm

    “”” O programa esbarrou em órgãos de controle despreparados e na criminalização de qualquer iniciativa visando a produção interna”””…
    Minha opinião::: o certo é que teve corrupção das multis para BARRAR o projeto…E todos os VGBssss que apoiaram essa falcatrua…estão com os bolsos cheios…E o povão que se fod*…

  5. nilo filho

    28 de março de 2020 5:48 pm

    Países baleias. São países de grande extensão territorial e população com crescente mercado e poder aquisitivo

  6. Anônimo

    28 de março de 2020 11:58 pm

    Primeiro produção de roupas de proteção, luvas e máscaras para atendimento ao público, como supermercados, farmácias, pequenos produtores de material de limpeza, como água sanitária, produtores de álcool, e demais produtos necessário ao combate ao novo coronavírus.

    Uma atenção especial, aos respiradores e demais equipamentos para UTI, com uma cautela especial para a maneira de como proteger as empresas depois que tivermos uma vacina ou medicamento. Já haverá uma superprodução de equipamentos e estas empresas terão que buscar outras formas para sobreviver.

    Que pode ser por exemplo destinar parte da produção de outras indústrias para estas empresas, até que a situação no fornecimento de equipamentos para UTI volte ao normal.

  7. Anônimo

    29 de março de 2020 1:13 am

    No momento as empresas do setor de saúde tem que liderar o processo produtivo, mas deve compartilhar a produção comas demais empresas, como pro exemplo o setor de confecções.

    No momento em que superarmos a crise de saúde, haverá uma significativa redução destes produtos.

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