Foi anunciado oficialmente nesta sexta (21) que o candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa do atual mandatário, Ricardo Nunes (MDB), será o coronel Ricardo Mello Araújo (PL), nome avalizado por Jair Bolsonaro.
Ex-comandante da Rota, Araújo tem um passado com episódios polêmicos. Sua entrada na tentativa de reeleição de Nunes tende a levar o debate sobre segurança pública ao centro da eleição municipal em outubro próximo.
Um dos episódios mais polêmicos da carreira de Araújo foi quando, durante entrevista ao UOL em 2017, ele defendeu que a Polícia Militar pode dar tratamentos diferentes aos moradores de bairros nobres de SP, como o Jardins, enquanto os moradores de favelas terão outro tipo de abordagem policial, que imponha respeito.
Segundo o vice de Nunes, em comparação com os moradores de bairros pobres, os ricos vivem “outra realidade. “São pessoas diferentes que transitam por lá. A forma dele [policial] abordar tem que ser diferente. Se ele for abordar uma pessoa [na periferia] da mesma forma que ele for abordar uma pessoa aqui nos Jardins, ele vai ter dificuldade. Ele não vai ser respeitado”, disse.
Na oportunidade, Araújo chefiava a Rota, o batalhão de elite da Polícia Militar da capital paulista, historicamente conhecido pelo “alto grau de letalidade e relatos de violência policial”, descreveu a Folha de S. Paulo.
Nos últimos anos, Araújo esteve nos holofotes da mídia pois foi diretor do Ceagesp em SP nos anos finais do governo de Jair Bolsonaro, que passou a promover o trabalho do coronel nas redes sociais.
Isto porque Araújo militarizou a gestão do centro de distribuição. Sindicatos de trabalhadores locais relataram, na época, ameaças e pressão por demissões, entre outros abusos.
Marcus
21 de junho de 2024 6:05 pmMais um primitivo.