Coronavírus: Brasil não consegue acompanhar surgimento de novas cepas

Embora exista pessoal capacitado e estrutura para pesquisa, pesquisadores apontam a falta de recursos financeiros como entrave

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Embora o Brasil tenha sequenciado o primeiro genoma do coronavírus em circulação no país em apenas 48 horas, o país sofre com a escassez na vigilância de novos genomas.

Segundo pesquisadores ouvidos pelo jornal Correio Braziliense, existe estrutura e pessoal capacitado, mas falta recurso, como bolsas de estudo para alunos de pós-graduação. A alta na cotação do dólar também é um problema, uma vez que todos os reagentes necessários são importados.

Enquanto isso, o novo coronavírus conseguiu evoluir para uma versão possivelmente mais contagiosa – a chamada variante P.1, encontrada no Amazonas, foi encontrada primeiro do outro lado do mundo e em outros quatro países, antes de ser confirmada em São Paulo.

De acordo com a plataforma Gisaid, das 448,4 mil sequências publicadas até 29 de janeiro, 191,6 mil (42,7%) têm origem no Reino Unido, 98 mil na América do Norte, enquanto o Brasil sequenciou 2.403 (0,5% do total). E a própria linhagem P.1 foi evidenciada após um alerta de pesquisadores japoneses, que identificaram a variante em quatro viajantes vindos do Amazonas para o país.

O nível de contágio foi confirmado por instituições brasileiras: ao sequenciar 250 genomas do Amazonas, a Fiocruz identificou a linhagem P.1 em 51% das amostras de dezembro e em 91% das amostras na primeira quinzena de janeiro. Levantamento elaborado pelo Centro Brasil-Reino Unido de Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (Cadde) chegou a resultados parecidos, identificando a nova linhagem em 85,4% das amostras analisadas.

 

 

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