Rebeliões em presídios estão em andamento em São Paulo

Motins teriam sido iniciados pela proibição do governo à saída dos detentos do regime semiaberto, por conta do avanço do coronavírus

Centro de Detenção Provisória de Mongaguá (SP), onde oito funcionários estariam sendo mantidos como reféns por presos. Foto: Reprodução/Governo de Mongaguá

Atualização para acréscimo de informações às 20h59

Jornal GGN – Presos de penitenciárias em São Paulo se rebelaram nesta segunda-feira (16/03), segundo informações dos sindicatos dos agentes penitenciários.

Os motins ocorrem em Mongaguá (Baixada Santista), Tremembé e Mirandópolis (interior de São Paulo), mas também foi registrada movimentação no presídio de Porto Feliz, também no interior paulista. Em comum, todas as unidades prisionais são voltadas para presos que cumprem pena no regime semiaberto.

Segundo informações do portal G1, a Corregedoria Geral da Justiça suspendeu a saída temporária, por conta da crise de saúde pública provocada pelo coronavírus suspendeu a saída temporária, programada entre os dias 17 e 23 deste mês, dos presos em cumprimento de pena em regime semiaberto.

Na decisão, a saída dos detentos deveria ser “remarcada pelos juízes corregedores dos presídios, por ato conjunto ou isoladamente, conforme os novos cenários e em melhor oportunidade”.

Cerca de 400 detentos fugiram do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Dr. Rubens Aleixo Sendin, localizado em Mongaguá, no litoral de São Paulo.

O jornalista André Caramante, da Ponte Jornalismo, diz em seu twitter que oito funcionários do presídio de Mongaguá são mantidos reféns.

2 comentários

  1. Tão grave foi o fato da confusão de hoje, que quase chega à via de fatos entre o senador ex-major Olimpio e o governador Dória. Gritarias, ameaças e palavrões em ambiente recheado de armamentos. Com toda esta confusão política faltando ainda quase 3 anos para o próximo “embate” estadual/nacional, a guerra eleitoral entre ambos vai ser sangrenta. Estamos em momentos delicados onde os políticos demagogos querem estar de bem com os funcionários do sistemas de repressão, principalmente os que trabalham com os dedos nos gatilhos das armas.

  2. Um dos mais graves problemas com situações ligadas à covid-19 parece ser mesmo o fator pânico e nisto está igualando as pessoas, sejam os ricos ou pobres. Um fato que pode agravar a crise localmente é a rapidez ou atraso no combate à situação. O Brasil, no que depender da pessoa do presidente, seja por insensibilidade, imaturidade, irresponsabilidade ou inabilidade – caso não tomem o pulso – vai neste mal caminho. O histórico da atuação de alguns países já nos mostram os caminhos e descaminhos.

    Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde classificou a Doença pelo Coronavírus 2019 (COVID-19) como uma pandemia. Isso significa que o vírus está circulando em todos os continentes e há ocorrência de casos oligossintomáticos (que não apresentam sintomas de nenhuma doença), o que dificulta a identificação. Deste modo, principalmente no hemisfério sul, onde está o Brasil, os países devem se preparar para o outono/inverno com o objetivo de evitar casos graves e óbitos. Uma comparação que mostra a efetividade no combate e possível controle, pode ser feita entre a Coreia do Sul e os EUA. Os EUA demoraram quase 2 meses entre os primeiros casos surgidos e a declaração do estado nacional de emergência. Outro problema está na mitigação através da execução de testes, já que a quantidade de testes que a Coreia faz em apenas um dia é equivalente a que todo os EUA fizeram até agora. Pode supor então, que a quantidade de casos seja bastante maior e como exemplo, pode ser dado pela comitiva presidencial brasileira que esteve recentemente visitando Miami e que voltou com 14 pessoas em situação de infecção.

    Comparação de alguns dos números atuais (16/03):
    Mundo – casos 182.407 – mortes 7.154 – letalidade 3,92 – curados 79.433 (43,54%)
    China – casos 81.051 – mortes 3.230 – letalidade 3,98 – curados 68.777 (84,85%) – Janeiro inicio – 12/02 – situação: pico em descendência
    Irã – casos 14.991 – mortes 853 – letalidade 5,69 – curados 4.996 (33,32%) – 19/2 prim caso – em ascendência
    Itália – casos 27.980 – mortes 2.158 – letalidade 7,71 – curados 2.749 (9,82%) – 15/2 prim caso – em ascendência
    Espanha – casos 9.942 – mortes 342 – letalidade 3,44 – curados 530 (5,33%) – 15/2 prim caso – em ascendência
    Coréia do Sul – casos 8.320 – mortes 75 – letalidade 0,9 – curados 1.137 (13,67%) – 15/2 – pico
    Japão – casos 833 – mortes 27 – letalidade 3,24 – curados 139 (16,69%)

    USA – casos 4661 – mortes 85 – letalidade 1,82 – curados 17 (0,36%) – 15/2 com 15 casos – em ascendência
    Washington – casos 904 – mortes 48 – letalidade 5,30 – curados 6 (0,66%)
    New York – casos 967 – mortes 10 – letalidade 1,03 – curados 3 (0,31%)
    California – casos 557 – mortes 7 – letalidade 1,25 – curados 2 (0,36%)
    Florida – casos 160 – mortes 5 – letalidade 3,12 – curados 1 (0,62%)
    Louisiana – casos 136 – mortes 3 – letalidade 2,20 – curados 1 (0,74%)

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