21 de maio de 2026

CPI pede indiciamento de Gilmar Mendes, Toffoli, Moraes e Gonet por crimes de responsabilidade

Relatório final detalha supostas manobras processuais no caso Banco Master e propõe novas políticas de segurança pública ao MPF
Foto: Divulgação/STF

Relatório final da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral Paulo Gonet.
Documento de 221 páginas acusa ministros de crimes de responsabilidade e aponta obstrução do STF às investigações.
Relatório será votado nesta terça e, se aprovado, será enviado ao MPF para possíveis ações judiciais.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O relatório final da CPI do Crime Organizado, que será lido e votado nesta terça (14) a partir das 14 horas, atingirá ministros do Supremo Tribunal Federal ao pedir o indiciamento de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, pela suposta prática de crimes de responsabilidade. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também entrou na lista de pedidos de indiciamento. O relatório é assinado pelo senador Alessandro Vieira (MDB).

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O documento final, com 221 páginas, foi elaborado após 120 dias de investigações da CPI sobre a atuação e a expansão das facções criminosas no Brasil. O relatório sustenta “ao longo dos trabalhos da CPI do Crime Organizado, o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs diversos obstáculos que (…) esvaziaram os poderes investigatórios da Comissão e comprometeram sua capacidade de produzir provas.”

O relatório aponta que Toffoli cometeu crime de responsabilidade ao “proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa”. O texto afirma que havia “situação de suspeição objetiva” de Toffoli, que teria atraído a competência sobre o caso Banco Master para a Corte e tomado diversas decisões. “Todos esses atos foram praticados ocultando-se que o Ministro havia mantido relação financeira, por intermédio da empresa Maridt, com fundo de investimento ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero.” A CPI acusa “comunicação pessoal com o investigado e vínculos de proximidade”, entre outras condutas incompatíveis com o cargo de ministro do STF.

Sobre Alexandre de Moraes, o relatório aponta “relação financeira do escritório do cônjuge com o investigado”. “O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do Ministro Alexandre de Moraes, manteve contrato de prestação de serviços com o Banco Master S.A. no período de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, recebendo remuneração global de R$ 129 milhões, dos quais R$ 80 milhões foram efetivamente desembolsados, conforme farta documentação financeira e fiscal examinada e consolidada por esta Comissão.” O documento ainda cita “múltiplas viagens” de Moraes em aeronaves de Vorcaro, além de suposto uso do aparato judicial para retaliar quem questiona as condutas dos ministros.

Por fim, quanto a Gilmar Mendes, o relatório cita diversas condutas, incluindo “manobra processual e o desvio do relator natural. O Ministro Gilmar Mendes não era o relator natural do caso Banco Master — competência que pertence ao Ministro André Mendonça desde a redistribuição de 12 de fevereiro de 2026, após o próprio Ministro Toffoli ter deixado a relatoria.” E sobre Gonet, o destaque ficou para a “omissão” da PGR no contexto do caso Master.

Caso o relatório seja aprovado pelo plenário da CPI, o documento será encaminhado ao Ministério Público Federal. Além das sugestões de indiciamento dos membros da Suprema Corte, o material deve nortear a criação de novas políticas públicas de segurança, consolidando o diagnóstico feito pelos senadores desde o início dos trabalhos em novembro de 2025.

Leia o relatório completo abaixo:

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6 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    14 de abril de 2026 10:50 am

    A bandidagem parlamentar bolsonarista se autoprotegeu e protegeu o Banco Master atacando o STF. Faz sentido, mas o pedido de indiciamento não deve resultar em nada. Exceto talvez numa bem fundamentada acusação de abuso de autoridade contra os autores do relatório.

  2. Deka

    14 de abril de 2026 2:45 pm

    Mais uma CPI que não vai dar em nada! Esses pseudos senadores nem indiciaram o ex-governador cassado Cláudio Castro e nem o ex-presidente da Alerj Rodrigo Barcellar. PIADA!

  3. Rui Ribeiro

    14 de abril de 2026 5:29 pm

    O Caroneiro do Vorcaro, que devia estar preso, senta sobre seu próprio rabo e fica zoando com o rabo dos outros:

    “Nikolas sobre indiciamento de ministros do STF: “O que resta é a prisão””.

    Um sujo apontando seu dedo imundo para supostos mal-lavados

  4. Jose carlos lima

    14 de abril de 2026 6:52 pm

    Lava Jato elevada a décima potência, como é atrevida essa turma da falsa narrativa, doidos pra terem controle total sobre as Instituições

  5. Djalma S Oliveira

    14 de abril de 2026 7:23 pm

    Alessandro Vieira é uma piada. Um lavajatista de carteirinha. Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento.

  6. AMBAR

    14 de abril de 2026 7:40 pm

    Muito bom, mas a CPI não era sobre o crime organizado? Cadê o relatório sobre o crime organizado?
    O crime continua organizado e a CPI não tratou do assunto para o qual foi constituida, logo, vem mostrar desvio de finalidade e intenção objetiva de incriminar a suprema corte por motivos não atimentes à investigação.
    O legislativo queria mesmo era causar. Ah! seu Alessandro Vieira, tão arrumadinho, tão bem vestidinho, parece que tem TOC.

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