O relatório final da CPI do Crime Organizado, que será lido e votado nesta terça (14) a partir das 14 horas, atingirá ministros do Supremo Tribunal Federal ao pedir o indiciamento de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, pela suposta prática de crimes de responsabilidade. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também entrou na lista de pedidos de indiciamento. O relatório é assinado pelo senador Alessandro Vieira (MDB).
O documento final, com 221 páginas, foi elaborado após 120 dias de investigações da CPI sobre a atuação e a expansão das facções criminosas no Brasil. O relatório sustenta “ao longo dos trabalhos da CPI do Crime Organizado, o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs diversos obstáculos que (…) esvaziaram os poderes investigatórios da Comissão e comprometeram sua capacidade de produzir provas.”
O relatório aponta que Toffoli cometeu crime de responsabilidade ao “proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa”. O texto afirma que havia “situação de suspeição objetiva” de Toffoli, que teria atraído a competência sobre o caso Banco Master para a Corte e tomado diversas decisões. “Todos esses atos foram praticados ocultando-se que o Ministro havia mantido relação financeira, por intermédio da empresa Maridt, com fundo de investimento ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero.” A CPI acusa “comunicação pessoal com o investigado e vínculos de proximidade”, entre outras condutas incompatíveis com o cargo de ministro do STF.
Sobre Alexandre de Moraes, o relatório aponta “relação financeira do escritório do cônjuge com o investigado”. “O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do Ministro Alexandre de Moraes, manteve contrato de prestação de serviços com o Banco Master S.A. no período de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, recebendo remuneração global de R$ 129 milhões, dos quais R$ 80 milhões foram efetivamente desembolsados, conforme farta documentação financeira e fiscal examinada e consolidada por esta Comissão.” O documento ainda cita “múltiplas viagens” de Moraes em aeronaves de Vorcaro, além de suposto uso do aparato judicial para retaliar quem questiona as condutas dos ministros.
Por fim, quanto a Gilmar Mendes, o relatório cita diversas condutas, incluindo “manobra processual e o desvio do relator natural. O Ministro Gilmar Mendes não era o relator natural do caso Banco Master — competência que pertence ao Ministro André Mendonça desde a redistribuição de 12 de fevereiro de 2026, após o próprio Ministro Toffoli ter deixado a relatoria.” E sobre Gonet, o destaque ficou para a “omissão” da PGR no contexto do caso Master.
Caso o relatório seja aprovado pelo plenário da CPI, o documento será encaminhado ao Ministério Público Federal. Além das sugestões de indiciamento dos membros da Suprema Corte, o material deve nortear a criação de novas políticas públicas de segurança, consolidando o diagnóstico feito pelos senadores desde o início dos trabalhos em novembro de 2025.
Leia o relatório completo abaixo:
Fábio de Oliveira Ribeiro
14 de abril de 2026 10:50 amA bandidagem parlamentar bolsonarista se autoprotegeu e protegeu o Banco Master atacando o STF. Faz sentido, mas o pedido de indiciamento não deve resultar em nada. Exceto talvez numa bem fundamentada acusação de abuso de autoridade contra os autores do relatório.
Deka
14 de abril de 2026 2:45 pmMais uma CPI que não vai dar em nada! Esses pseudos senadores nem indiciaram o ex-governador cassado Cláudio Castro e nem o ex-presidente da Alerj Rodrigo Barcellar. PIADA!
Rui Ribeiro
14 de abril de 2026 5:29 pmO Caroneiro do Vorcaro, que devia estar preso, senta sobre seu próprio rabo e fica zoando com o rabo dos outros:
“Nikolas sobre indiciamento de ministros do STF: “O que resta é a prisão””.
Um sujo apontando seu dedo imundo para supostos mal-lavados
Jose carlos lima
14 de abril de 2026 6:52 pmLava Jato elevada a décima potência, como é atrevida essa turma da falsa narrativa, doidos pra terem controle total sobre as Instituições
Djalma S Oliveira
14 de abril de 2026 7:23 pmAlessandro Vieira é uma piada. Um lavajatista de carteirinha. Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento.
AMBAR
14 de abril de 2026 7:40 pmMuito bom, mas a CPI não era sobre o crime organizado? Cadê o relatório sobre o crime organizado?
O crime continua organizado e a CPI não tratou do assunto para o qual foi constituida, logo, vem mostrar desvio de finalidade e intenção objetiva de incriminar a suprema corte por motivos não atimentes à investigação.
O legislativo queria mesmo era causar. Ah! seu Alessandro Vieira, tão arrumadinho, tão bem vestidinho, parece que tem TOC.