13 de junho de 2026

CPMI das Fake News avalia cerca de 90 convocações

Carlos Bolsonaro, Patricia Campos Mello e Monica Bergamo estão entre os convocados; comissão deve apresentar relatório final em abril, mas relatora articula prorrogação

Jornal GGN – Os integrantes da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das Fake News podem votar pela convocação de 89 pessoas para depor no Congresso. Outras dez pessoas ainda podem ser chamadas. A votação pode ocorrer na próxima quarta-feira (04/03).

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A lista de convocação inclui o ex-funcionário da Yacows Hans River do Rio Nascimento, as jornalistas da Folha de São Paulo Patrícia Campos Mello e Mônica Bergamo, e o filho do presidente e vereador no Rio Carlos Bolsonaro (PSC). Entre os alvos dos requerimentos de convidados estão um dos proprietários do Grupo Globo, Roberto Irineu Marinho, e o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC).

Ao contrário de um convite, a pessoa convocada é obrigada a comparecer se a audiência for marcada. Caso os pedidos de convocações e convites sejam aprovados e efetuados, o colegiado terá de trabalhar diariamente (incluindo sábado, domingo e feriados) até o fim da data-limite da CPMI, 13 de abril, ouvindo pelo menos duas pessoas por dia para zerar a lista.

Além desses requerimentos, 153 pessoas tiveram convites ou convocações já aprovados pela CPMI. Dessas, 57 pessoas tiveram convocação aprovada — nove já foram ouvidas, entre elas, o sócio da Yacows, Lindolfo Alves Neto, e seu ex-funcionário Hans River.

Contudo, a disputa entre congressistas bolsonaristas e a oposição transformou a CPMI em uma guerra de convocações: a cada pedido feito por oposicionistas para esclarecer o uso ilegal de agências no disparo em massa durante as eleições, os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro protocolam uma série de solicitações contra ex-integrantes dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de jornalistas.

A comissão, instalada no dia 4 de setembro de 2019, tem de apresentar o resultado final dos trabalhos no dia 13 de abril. Mas a relatora da comissão, Lídice da Mata (PSB-BA),  já articula a extensão dos trabalhos por ao menos dois meses. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Redação

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Paulo Dantas

    28 de fevereiro de 2020 9:37 pm

    CPIs viraram puro espetaculo , congressistas fazem perguntas para depois publicar nas rede socias , alguns depoentes aproveitam tsmbém para se provever.
    O cara leva 15 minutos para perguntar o nome do depoente …
    Festival de lacração.

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