8 de junho de 2026

Crédito bancário registra maior expansão desde setembro de 2008

Dados do Banco Central mostram disparada na concessão de crédito para empresas em março, por conta da pandemia do coronavírus
Foto: Reprodução

Jornal GGN – O volume de crédito concedido às empresas disparou no mês de março ao mesmo tempo em que a média dos juros foi reduzida em diversas linhas de financiamento, como consequência direta da pandemia do coronavírus, segundo dados divulgados pelo Banco Central.

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No total, o crédito bancário apresentou um aumento de 2,85% em março, na comparação com fevereiro, para um volume total em mercado de R$ 3,587 trilhões, a maior expansão mensal desde setembro de 2008, quando o aumento foi de 3,68%.

O crescimento do crédito para as empresas foi de 6,4%, para um total de R$ 1,5 trilhão, enquanto o saldo para as pessoas físicas avançou 0,3%, para R$ 2,1 trilhões.

Em março, ocorreu expansão tanto nas modalidades com influência sazonal (desconto de duplicatas e recebíveis, antecipação de faturas de cartão) quanto nas relacionadas a fluxo de caixa (capital de giro), e nas de comércio exterior (adiantamentos sobre contratos de câmbio, financiamentos a exportações). Adicionalmente, cresceram os saldos influenciados pela variação cambial (notadamente repasses externos).

As concessões de crédito por meio do desconto de duplicatas e de recebíveis aumentaram 42,3% ante o registrado em fevereiro, para um total de R$ 44,901 bilhões. Para o desconto de cheques, o aumento foi de 14%, enquanto a antecipação de faturas de cartão aponta um avanço de 48,6%.

Já a concessão de crédito para capital de giro aumentou 86,6%, sendo que o capital com prazo inferior a 365 dias subiu 148,9%, ao passo que as operações com prazo maior tiveram um aumento de 63,8%. Na modalidade teto rotativo, o capital de giro avançou 47%.

Para a conta garantida para empresas, as concessões avançaram 29,2% em março ante fevereiro. Já o cheque especial para pessoas jurídicas registrou aumento de 5,7% nas concessões no mês passado.

Já o crédito livre a pessoas físicas somou R$1,1 trilhão, com estabilidade no mês (+0,1%) e expansão de 15,7% em doze meses, com destaque para as modalidades crédito pessoal consignado e composição de dívidas.

Pode-se dizer que os dados divulgados pelo Banco Central foram influenciados pelos efeitos da pandemia do coronavírus, que colocou boa parte da população brasileira em isolamento social e afetou a atividade das empresas.

 

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Redação

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1 Comentário
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  1. Renato Lazzari

    29 de abril de 2020 12:32 am

    Tá certo, a ideia era essa mesmo: todo mundo devendo as calças aos bancos. Além, é claro, do que estão recebendo para repassar (repassarão?) do estado para quem não está podendo trabalhar.

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