Cresce número de pesquisadores que prefere deixar Brasil para seguir estudos

Desemprego e temor com governo são alguns dos motivos para debandada; até novembro de 2019, 22.549 pessoas foram embora em definitivo do país

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A busca por um ambiente mais favorável à ciência tem feito com que jovens doutores deixem o país em busca de oportunidades – e as consequências futuras dessa fuga de cérebros preocupa a comunidade científica brasileira.

Segundo informações da BBC Brasil, não se tem um número certo do total de pesquisadores que saíram do país, uma vez que esses doutores não saem com bolsas de instituições como o Capes ou o CNPq, mas com bolsas das universidades ou dos centros de pesquisa do exterior que os contratam.

Contudo, existem alguns dados que podem dar ideia do tamanho do problema: embora não seja listada por ocupação ou profissão, a Receita Federal diz que a saída definitiva de brasileiros aumentou de 8.170 em 2011 para 23.271 em 2018, um salto de 184%. Até novembro de 2019, 22.549 pessoas declararam sua saída definitiva do país. O avanço foi mais expressivo a partir de 2015, quando o número foi de 14.981. Em 2016, pulou para 21.103, crescendo para 23.039 em 2017.

Dentre os fatores que levam à fuga de cérebros do Brasil, está a redução do número de bolsas, o baixo valor pago nas bolsas de mestrado e doutorado, além do pessimismo em relação a uma futura contratação – principalmente nas áreas em que o principal contratante é a academia. O ataque do governo federal contra as universidades (especialmente as públicas) e o corte de despesas em pesquisa e desenvolvimento também compromete a vontade dos jovens pesquisadores em seguir no país.

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