Das catacumbas de Chicago, uma política de exclusão social – a história cobrará seu preço

O Ministro Paulo Guedes acredita que o Estado não é necessário para amparar os excluídos da prosperidade

Por André Araújo

O Ministro Paulo Guedes acredita que o Estado não é necessário para amparar os excluídos da prosperidade, MAS ele estudou na Universidade de Chicago com uma bolsa da CAPES, portanto paga pela Estado brasileiro. Não é uma incoerência? É evidente, mas como procurar coerência em quem não tem a mínima noção de seu País? A visão dele é de mercado, ele é um homem de mercado e não de Estado, a partir do Plano Real a economia do Brasil é regida por “homens de mercado” e não por homens de Estado, com Paulo Guedes se chega a expressão máxima dessa anomalia.

A Escola de Economia de Chicago está HOJE absolutamente fora da corrente mais moderna do pensamento econômico nos Estados Unidos.

É uma doutrina que já estava fora da logica econômica ANTES da crise financeira de 2008, mas a partir dessa catástrofe, salva pelo Estado, a escola de Chicago foi enterrada, ninguém mais a leva a sério suas cartilhas démodées, sua visão simplista de mundo que nem aos EUA serviu. Teve um fugidio ciclo de gloria nos anos 70 e 80 nos governos Thatcher e Reagan com desdobramento nos porões do governo Pinochet no Chile mas mesmo no Chile o almanaque de Chicago foi arquivado com a queda humilhante do Ministro da Fazenda Sergio de Castro em 1982, um ícone de Chicago,   episódio que aqui no Brasil os Chicago-boys jamais contam, o plano neoliberal da gestão Sergio de Castro, tão elogiado por quem não conhece a estória inteira, fez agua, levou o Chile a uma mega crise financeira e politica e  uma completa troca da equipe econômica, o novo Ministro foi o General Enrique Montero, cuja politica foi um reverso da anterior com o  ápice numa crise cambial incontrolável, lembrando o que ocorreu com a gestão Gustavo Franco no BC do Brasil.

A escola de Chicago no Chile conduziu a economia chilena ao desastre, Pinochet trocou de política muito antes de cair, lá NÃO foi um sucesso.

Mas em Chicago uma curiosa recorrência aconteceu. Os alunos medíocres de Milton Friedman, muitos deles brasileiros, puseram na cabeça somente alguns capítulos de sua cartilha. Friedman era muito mais inteligente que seus alunos e ele tinha perfeita consciência das limitações da economia de mercado para organizar uma sociedade. Friedman foi um dos primeiros proponentes de um mecanismo de amparo social aos que não conseguem competir por limitações que são da própria natureza e não de culpa individual e para esses desafortunados Friedman defende o amparo do Estado, seu modelo é uma raiz da ” bolsa família’. Essa parte das aulas de Friedman os fanáticos da economia de mercado não aprenderam e não repercutem. Também não contam o final da vida de Friedman, que reviu muitas de suas lições em longas conversas com Alan Greenspan, que mostrou a Friedman a complexidade operacional da política monetária que ia muito além do que Friedman, um acadêmico puro, pensava.

A ESCOLA DE CHICAGO E O BRASIL

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O país modelo para o qual deveria se projetar uma economia de mercado nos moldes de Chicago é os Estados Unidos. Os maiores pensadores da economia como ciência, de Keynes a Gunnar Myrdall tinham plena consciência de que uma política econômica não é universal, ele depende de circunstâncias de tempo e lugar. Nessa linha o grande Albert Hirschmann, que viveu quase 100 anos, tive o prazer de conhece-lo pessoalmente, critica o modelo de analises categóricas e fora da realidade social que é habito em muitos economistas, dai ser ele o mestre quando se trata da economia em situações de desequilíbrio, que é o caro de países não desenvolvidos, é a “teoria do possibilismo”, daquilo que é possível e não daquilo que é ideal na cartilha.

Nessa linha as escolas (no sentido de linhas de pensamento econômico) da Costa Leste americana, as ” salt water schools”  como Yale, Harvard, MIT e Princeton (esta a escola de Hirschmann) sempre negaram a doutrina de Chicago, escolas mais sofisticadas porque viam o mundo fora do ambiente exclusivamente americano,  típico do ambiente do meio Oeste, que foi o grande defeito desde sempre da escola de Chicago, localizada no coração dos EUA, para qual o mundo começa e acaba nos Grandes Lagos.

O drama de Chicago é o catecismo ser ensinado a provincianos de países marginais sem bagagem cultural antecedente, sem visão mais ampla de Historia, de historia politica e econômica e de historia do pensamento econômico, aprendem um credo nessa escola também limitada, Chicago não é Nova York ou Boston como centro de cultura e a partir dai, como aluno treinado na “lição de casa”, o convertido quer aplicar o credo no seu Pais carente, que não tem nada a ver com o ambiente de negócios do meio oeste americano, nem tem a mesma sociedade, a mesma cultura popular, a mesma trajetória de Pais.

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Como Paulo Guedes não tem obra publicada, muito ao contrario de um sofisticado intelectual como Roberto Campos, não se conhece sua visão de mundo e de Pais, apenas o “mercado” o conhece, o que é muito pouco para dirigir os destinos de um grande Pais.

A MAIS ALTA CONCENTRAÇÃO DE RENDA DO MUNDO

Em um país com 13 milhões de desempregados e na realidade 60 milhões de pessoas desocupadas, que repercutindo suas famílias chegam a 180 milhões de pobres ou de baixa ou nenhuma renda, com 66 milhões de endividados com nome “sujo” no SERASA,  aplicar a frio nesse ambiente um tipo política de Chicago é uma loucura a frio. Significa aumentar a pobreza quando a função de um governo é diminuir a pobreza e melhorar as condições de vida.

A concentração de renda no Brasil é mais perversa ainda porque se localiza não no setor produtivo e sim no setor improdutivo.

O que significam bilionários cuja origem de fortuna não tem um tomate, um parafuso, um barbante?

O que é uma QUALICORP, uma empresa vendida por mais de um bilhão cujo negocio é ser corretora de planos de saúde, nem sequer é um plano de saúde?

Essa mesma empresa pagou 150 milhões de Reais ao seu fundador, depois que ele vendeu a empresa, para que ele não abrisse uma outra concorrente.

Ou uma XP, vendida por 6 bilhões de Reais, não produz absolutamente nada a não ser horrendos anúncios com Luciano Huck, seu negocio é intermediar venda de fundos de investimento, tudo isso girando LIVRE DE IMPOSTOS, os acionistas de bancos receberam em 2018,  37 bilhões de Reais de dividendos sem pagar um centavo de imposto de renda e em cima dessa situação vamos melhorar ainda mais a vida dos que já são ricos, tirando o pouco que os pobres tem?

Essa é a essência da politica desse Ministro de Chicago que pelo menos, louve-se, tem a franqueza de dizer o que pensa, quer acabar com toda a legislação trabalhista porque para ele é normal que o empregado negocie individualmente com o Banco Itaú seu salario e condições de trabalho, sem nenhuma garantia do Estado, é a “livre negociação de Chicago”, dá certo nos EUA, porque não dará certo no Brasil?

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Nos EUA de hoje a erosão social é um fato politico incontestável, está havendo um terremoto subterrâneo na politica americana por causa das más condições de emprego e renda, o capitalismo financeiro está levando os EUA ao debacle, Trump é efeito desse mal estar e a ele se seguirão políticos em ascensão na contramão desse capitalismo destrutivo, não há desemprego mas há muito subemprego mal pago, os EUA são hoje um Pais doente econômica e politicamente, a crise domestica americana é visível a olho nu e estamos aqui copiando exatamente a lição errada da escola ultrapassada.

A CONTA DO AUMENTO DA EXCLUSÃO SOCIAL

O aumento da exclusão social por conta do projeto Paulo Guedes levará o país ao aumento de todas as distorções que já existem, começando na criminalidade, caminhando pela erosão na saúde publica, educação, situação ambiental, nada disso está no radar do Plano Paulo Guedes.

Um governo responsável trataria de uma política de inclusão social, com educação, emprego e melhoria dos serviços públicos. Absolutamente nada disso está no projeto Paulo Guedes, saudado como excelente pelo mercado e pela mídia, no entanto é um projeto DECLARADO de piora das condições de vida dos pobres com uma pífia, porque irreal, promessa de crescimento econômico que não virá porque a condição desse crescimento é exatamente o inverso do que o plano Paulo Guedes persegue, é uma POLITICA DE INCLUSÃO SOCIAL, tal qual faz magistralmente a Índia e a China, fazer crescer a economia pela inclusão de mais pobres no mercado e isso através de POLITICAS DE ESTADO e não deixando por conta do mercado, que não tem essa função.

O resultado será mais ou menos tempo uma guerra civil  de classes  ou a erupção de movimentos confrontacionistas em um País dilacerado pela pobreza crescente e sem rota de saída para uma economia em decomposição.

 

 

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20 comentários

  1. Muito pertinente o artigo, como sempre.
    O senhor saberia indicar um livro que trate da superação da escola de Chicago, e o melhor pensamento moderno?

    • Nao sou economista. Mas há varios livros posteriores, de autores nacionais e estrangeiros. Cito alguns: Os Cabecas de planilha, valsa brasileira,/ est. O capital sec.21, // Bem como premios nobel: paul keugman. /// O que nao se pode é cair em um jogo de semantica usado pelos liberais ((nao há opcoes))

  2. -> Nos EUA de hoje a erosão social é um fato politico incontestável, […] não há desemprego mas há muito subemprego mal pago, os EUA são hoje um Pais doente econômica e politicamente, a crise domestica americana é visível a olho nu
    -> O aumento da exclusão social por conta do projeto Paulo Guedes levará o país ao aumento de todas as distorções que já existem, começando na criminalidade, caminhando pela erosão na saúde publica, educação, situação ambiental, nada disso está no radar do Plano Paulo Guedes.
    -> A concentração de renda no Brasil é mais perversa ainda porque se localiza não no setor produtivo e sim no setor improdutivo.

    com seus fluxos financeiros globais de dinheiro sem valor, os moedeiros falsos submeteram o capitalismo contemporâneo a um estado permanente de crise.

    não mais as recorrentes crises cíclicas de superprodução, nem mesmo crises sistêmicas como as de 1929 e 1873 , mas uma crise de seus limites e contradições intrínsecas, cujos maiores sintomas são o desemprego estrutural e a extrema financeirização.

    se a barbárie já está por toda parte, a catástrofe parece a um instante de se materializar com sua dupla face: a guerra nuclear e o armagedon ecológico.

    haveria alguma alternativa à economia política da barbárie? a humanidade está fadada a ser um mero entrave para a economia do saque e da pilhagem?

    ainda é possível para o Brasil escapar deste Capitalismo de Crise?

    neste cenário apocalíptico, qual a viabilidade de um resgate da industrialização e de um projeto de inclusão social?

    sem uma brutal ruptura de paradigmas jamais deixaremos de ser apenas mais um vagão de um trem descarrilado, arrastado por uma locomotiva desgovernada rumo à grande extinção.

    um novo ciclo de industrialização que não se baseie em produtos supérfluos para consumo descartável, e sim solidamente erguido a partir do necessário para se ter qualidade de vida, para se estar de bem com a vida, o Bem Viver.

    tudo se inicia com a mudança da matriz energética, com adoção de fontes renováveis e modelo de produção descentralizado, local e autônomo.
    .

  3. Muito bom!

    Acho engraçado que muitos desses economistas do mercado até que tem o diagnóstico certo, mas não conseguem pensar fora da cartilha.

    É possível ler semanalmente algum desses economistas falando que para o Brasil crescer é preciso aumentar o consumo das famílias. Logo, eles propõe reforma da previdência e reforma trabalhista, que justamente tiram dinheiro das famílias…

    O neoliberalismo virou algo semelhante ao positivismo de mais de um século atrás: a ideologia da classe média urbana, ignorada no seu país de origem, mas idolatrada aqui como a panaceia universal.

  4. Muito bom o artigo. Nosso superministro no entanto não tem sequer a possibilidade de não saber o que está fazendo, afinal o Chile e suas sequelas são um demonstrativo claro da falência deste pensamento. Mas creio que não é por ignorância, mas sim por ganância que ele segue na linha, e que vários economistas do mercado ( parecem ser a maioria) dêem um apoio irrestrito. Todos ansiosos pela grana da previdência privatizada que vai alimentar seus fundos de pensão.
    O outro ponto onde André foi perfeito, é explicitar a diferença entre um setor produtivo e o financeiro. Nossas grandes fortunas não produzem um barbante sequer. O mercado de ações é dinheiro sem lastro na materialidade. Isto é a receita para mais uma crise que se aproxima.

  5. André Araújo “lacrou” mais uma vez.
    Pena que poucos brasileiros terão acesso aos seus argumentos e poderão refletir sobre nosso destino.
    Falta ao nosso povo Educação Política e os líderes políticos estão interessados APENAS nos seus cargos e nas lutas intestinas pelo poder hegemônico num limitadíssimo campo ideológico. Falta grandeza, falta um estadista.
    Sim, caminhamos pra uma decomposição social à “Blade Runner” ou uma guerra civil…

  6. Esses tipos de economistas só vão parar de fazer merda quando forem criminalmente responsabilizados pelos objetivos não alcançados.
    Pois se a idéia é gerar emprego, renda e diminuir a desigualdade dentro de certo tempo, caso tais objetivos não sejam alcançados no tempo dado, deveriam responder criminalmente, a começar pelo bloqueio de todos os bens dos envolvidos no projeto, como o presidente da republica, seus ministro da fazenda, planejamento e banco Central.

  7. Concordo com o André, como a maioria dos comentaristas concorda.
    Mas, só para provocar mais discussão, quais seriam as alternativas?
    Há um problema básico, que é o tamanho crescente da dívida pública. Como estabilizar a dívida pública, sem o que não teremos os investimentos necessários para um crescimento sustentável?
    Um tempo atrás dizia-se que o limite dos gastos públicos iria estabilizar a dívida.
    Depois, descobriu-se que isso não seria suficiente, era necessário fazer a reforma da previdência. É certo que, no curto/médio prazo a reforma da previdência também não vai resolver. Será preciso inventar a falta de outras reformas para resolver o problema fiscal.
    A solução seria a expansão monetária e do crédito, mas isso assustaria os investidores nacionais e estrangeiros, pois tenderia a elevar a inflação, e consequentemente reduzir os ganhos das aplicações financeiras.
    E nós não podemos dispensar os dólares dos investidores (ou melhor, dos especuladores estrangeiros), pois precisamos fechar o nosso balanço de pagamentos.

  8. As saídas encontradas pela humanidade para os problemas gerados pela extrema concentração de renda sempre foram as guerras….
    Até chegarmos à segunda guerra e aos armamentos atômicos, então está “solução” ficou complicada…
    Aí se investiu na lavagem cerebral de maneira mais intensa. O neoliberalismo é um sistema criado para produzir a lavagem cerebral, como o são a grande mídia (e a mídia podre, pequena ou grande), como são as igrejas principalmente as neopentecostais, etc.
    O neoliberalismo é “ensinado” em faculdades de economia. É algo dissociado da realidade que tem como objetivo concentrar a renda, via mercado. E que tem como consequência inevitável (inevitável mesmo) uma crise financeira.
    Sobre a “beleza” das crises: todos se igualam pela pobreza (uma hiperinflação). Todos, exceto a oligarquia local que transforma o dinheiro local em moeda “forte” ( o maldito dinheiro dos impérios, deles o mais nojento: o dólar) e espera acabar a destruição. Depois essa “grana” volta e compra tudo, e concentra mais a grana. O Brasil é especialista nisto, mas observe a Argentina hoje, os empréstimos do FMI pra lá, visando proteger os ricos, visando permitir a troca do dinheiro local pra esses ricos…
    O Paulo Guedes é, antes de mais nada, um psicopata. E seu prazer irremediável é o dinheiro. Então: vale-tudo!!!!
    Falando em psicopatas: leia a empíricus, a inversa, a money times, é o absurdo dos absurdos dos absurdos tendo como fundamento o neoliberalismo.
    Por fim, eu temo que com armas atômicas táticas, lançadas à partir de aviões (b52), com o império americano ferido (chegando a um ponto que acho que foi ferido de morte), enfim eu temo que a “velha solução” seja buscada.

  9. Uma matéria analítica dif´cil de ser encontrada na mídia “convencional”. Daí a importância do seu amplo compartilhamento. Acontece que o editor, creio que sem pesquisa de satisfação junto a seus leitores, mudou todo o ” lay out”do jornal, assim como eliminou o mais prático recurso de compartilhamento,disponível até janeiro/2019. Como leitor diário assiduo deste jornal´ solicito que o admirável editor reconsidere tais alteracões, principalmente a que suprimiu o meio eficiente e fácil de compartilhamento. “Embora quase nunca disponíveis para os magistrais artigos do Sr André Araujo. At. e grato. VAJ

  10. Tudo colocado no texto o Paulo Guedes sabe disso, e não está nem aí. Isso porque seu projeto é um projeto exclusivamente para a burguesia, e não para o povo. Ele sabe também que o povo não aceitaria ese projeto, por isso, tanta propaganda neoliberal repletas de utopias e fantasias. Tal projeto, que aumentará a miséria e assim a criminalidade, criará um novo discurso para aumentar a repressão contra os trabalhadores. “Vamos combater o crime”, “por mais polícia nas ruas”, “intervenção militar já”, “Militarizem as favelas”, serão divulgados e enganarão, novamente, a muitos trabalhadores. Projetos assim sempre serão “uma novidade” para a América Latina, somos um povo destinado o matadouro do imperialismo, precisamos libertar nossa pátria a partir de uma revolução socialista, ficar confiando no governo da burguesia, como o texto ficou ao dizer que o estado burgues serve para diminuir a desigualdade, quando na verdade, é um instrumento de dominação dos capitalistas, só vai nos deixar de joelhos. Precisamos dos trabalhadores unidos em guerra ao estado capitalista, à burguesia e ao imperialismo, por uma revolução socialista e patriótica.

  11. Nassif, parece que um AI-5 caiu sobre nós todos nessa reforma, impedindo a comunicação e a leitura — talvez subscrito pelo próprio mercado ou seu alter ego, Paulo Guedes. O simples ficou complexo…

  12. E o botão “« Comentários mais antigos” simplesmente não funciona.
    O novo formato é um convite a deixar de usar o GGN.

    Parabéns Andy pelo comentário.
    Estamos atrelando o futuro do Brasil à experiências sabidamente malsucedidas.
    O setor produtivo perdeu a queda de braço para os financistas e o pessoal do “Fazendão” vamos ser uma gigantesca “plantation” ao sul do Equador , o arremedo de Virginia confederada, com direito à KKK e a toda crueldade e desumanidade possível.

  13. Mais um ótimo artigo de André Araújo.
    O Brasil encaminha-se para o abate por espontânea vontade. Os mais pobres, acostumados a não falar nem serem ouvidos, continuarão sua rota bovinamente ao abatedouro. Será deles o maior preço a pagar. Das poucas vezes em que se manifestaram na história, foram abatidos pelas forças de Estado. Os ricos, os maiores ganhadores, ficarão felizes com o resultado do plano Paulo Guedes. A classe média se dividirá. A parte mais alta será beneficiada, mas a maior parte será penalizada. Virá daí a resistência à loucura.
    A elite deste país (econômica, intelectual, de funcionalismo de estado) demonstrou total inépcia para conduzir o país. Sua visão não vai além do próprio umbigo. E nossa classe média não é melhor. O que me dá alento é que outros povos também cometeram loucuras parecidas, mas deram a volta por cima. Espero que haja tempo, porque o Brasil é um otário muito vistoso no cenário mundial para não ser depenado.

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