Deputados e ativistas do PSOL acionam MPF contra homofobia de Bolsonaro

Ao tomar um guaraná típico da região do Maranhão, que é cor-de-rosa, Bolsonaro declarou que “virou boiola igual maranhense”.

Do Sul 21

Os deputados federais do PSOL Fernanda Melchionna (RS), David Miranda (RJ), Sâmia Bomfim (SP), a estadual Luciana Genro (RS) e o distrital Fábio Félix (DF), além das ativistas Natasha Ferreira, que luta pelos direitos das pessoas trans em Porto Alegre, e Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, anunciaram na manhã desta sexta-feira (30) que entrarão com uma representação no Ministério Público Federal pedindo investigação do presidente da República Jair Messias Bolsonaro por homofobia.

O presidente fez piadas de cunho homofóbico em visita oficial ao Maranhão. Ao tomar um guaraná típico da região, que é cor-de-rosa, ele declarou que “virou boiola igual maranhense”.

“É absurdo que esse tipo de comentário homofóbico e desrespeitoso com o povo do Maranhão aconteça. Não é a primeira vez que Bolsonaro é preconceituoso com as pessoas LGBTI+. A campanha dele foi baseada em LGBTIfobia e o governo se dedica a atacar os direitos humanos dessa população a todo momento. O STF já definiu que a discriminação é crime e nós vamos fazer valer essa decisão”, disse Fernanda Melchionna.

Segundo David Miranda, “práticas discriminatórias e violadoras de direitos não podem prosperar e não iremos aceita-las em silêncio, especialmente quando emanadas do presidente da República. Manifestações como essas são um incentivo aos piores tipos de preconceitos e violências contra a população LGBTI+”.

“Bolsonaro é presidente do país que mais mata LGBTI+ no mundo. Como mulher transexual, é triste e revoltante ver minhas companheiras trans e travestis morrendo enquanto o presidente não faz nada para combater a violência e ainda a estimula.”, acrescentou a ativista Natasha Ferreira.

Assinam a representação também os ativistas LGBTI+ do PSOL Sara Azevedo (MG), Ari Areia (CE), Luana Alves (SP), Erika Hilton (SP) e Vivi Reis (PA).

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