Desmatamento na Amazônia avança em julho, mas cai em 12 meses

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Redução de 45,7% é a maior queda proporcional vista no período, diz Inpe; desmatamento no Cerrado avança no mesmo período

A ministra do Meio Ambiente Marina Silva durante divulgação dos dados de alertas de desmatamento do sistema Deter, do Inpe, na Amazônia e no Cerrado de agosto de 2023 a julho de 2024. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O desmatamento registrado na Amazônia caiu 45,7% de agosto de 2023 a julho de 2024, segundo dados do sistema Deter-B, do Inpe, divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente.

Esta é a maior queda proporcional já registrada para o período, ao mesmo tempo em que a área sob alertas (4.314,76 km²) é a menor da série histórica iniciada em 2016. Já no Cerrado houve aumento de 9% no mesmo período (7.015 km²).

Nos 12 meses houve queda em cinco dos nove estados Amazônia Legal: de 63% em Rondônia; 58% no Amazonas; 54% no Acre; 52% em Mato Grosso; e 47,7% no Pará.

Por outro lado, no mês de julho foram registrados 666 km2 sob alertas de desmatamento na Amazônia, alta de 33% em relação ao mesmo mês de 2023 (500 km2), após queda de 55% em relação a julho de 2022 (1.487 km²), último ano do governo anterior.

No caso dos 70 municípios do bioma considerados prioritários para o combate ao desmatamento houve queda de 53% da área sob alertas no período. Dentre esses 70 municípios, 48 aderiram ao programa União com Municípios, que prevê repasses de R$ 785 milhões para ações ambientais, caso haja redução do desmatamento.

Nas Unidades de Conservação da Amazônia houve queda de 67%, e nas Terras Indígenas, de 50%, no mesmo período de 12 meses.

Avanço no Cerrado

Por outro lado, os estados do chamado Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentraram 75% da área sob alertas de desmatamento no Cerrado.

Dos quatro estados, só a Bahia registrou queda de agosto de 2023 a julho de 2024: 52,4%. Houve aumento de 58,6% no Tocantins; 31% no Maranhão; e 14,7% no Piauí.

Os números apontam reversão nos últimos quatro meses do aumento da área sob alertas de desmatamento registrado no bioma no ano anterior – de acordo com os dados divulgados, houve queda de 24,8% de abril a julho na comparação com o mesmo quadrimestre de 2023. Em julho foram registrados 444 km², queda de 26,7%.

Cinquenta e três municípios (4% do total do bioma) concentraram metade dos alertas de desmatamento no período.

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