Dirigentes do PSL são acusados de fraudarem cota para mulheres na eleição do Rio

Ação do MPE pede a inelegibilidade dos acusados pelos próximos oito anos e a cassação do registro ou do diploma

Presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar. | Foto: Agência Câmara

Jornal GGN – O Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com uma ação contra o presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar (PE), e o presidente da legenda na cidade do Rio de Janeiro, deputado estadual Alexandre Knoploch, por supostos repasses desiguais do fundo eleitoral entre candidatos homens e mulheres na eleição para vereador do Rio. 

Segundo o promotor Rogério Pacheco Alves, as candidatas foram “usadas e ludibriadas” pelo PSL “apenas com vistas ao preenchimento legal da cota feminina”, que exige a transferência de 30% dos recursos às mulheres. A ação denuncia que cada homem candidato pelo partido recebeu, pelo menos, três vezes mais o valor de uma candidata mulher.

Além disso, o MPE afirma que algumas candidaturas femininas só foram contempladas pelo partido às vésperas da eleição, enquanto o PSL priorizou financeiramente quatro candidaturas masculinas.

O promotor citou uma análise dos gastos da legenda como justificativa: “Algumas delas (candidatas mulheres), inclusive, não receberam recurso financeiro algum oriundo do Fundo Especial Eleitoral, como ocorreu, por exemplo, com as candidatas Bianca Flegner, Gloria Jean, Simone Amaral e Zu Hadad.”

Para ele, ainda, o material fornecido para parte das candidatas, como adesivos, santinhos e bandeiras, foi “obsoleto” e “inútil”, tendo em vista o isolamento social em meio a pandemia da Covid-19.

“Verificou-se que boa parte do ‘apoio’ dado pelo PSL às candidatas do sexo feminino se deu através da impressão de material gráfico (santinhos e adesivos) e de serviços de contabilidade, ou seja, verificou-se que as candidatas não receberam repasses em dinheiro para utilização conforme suas estratégias de campanha, como, por exemplo, na contratação de recursos de mídia digital, de pessoal e de assessoria de imprensa, etc.”

Com isso, Alves pediu à Justiça a inelegibilidade dos acusados pelos próximos oito anos e a cassação do registro ou do diploma.

Com informações de O Globo.

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