O Conselho de Segurança da ONU deve votar uma resolução que pode autorizar o uso da força para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores de petróleo do mundo.
A proposta, apresentada pelo Bahrein, enfrenta forte resistência de potências como China, Rússia e França, que têm poder de veto e colocam em dúvida a aprovação do texto.
Segundo diplomatas, a votação inicialmente prevista para esta sexta-feira (3) pode ser adiada para sábado (4), devido a um feriado nas Nações Unidas, embora a mudança ainda não tenha sido oficialmente confirmada.
Localizado na costa do Irã, o Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos globalmente. A região se tornou um dos principais focos de tensão na guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que controla grande parte da passagem e tem atacado embarcações, além de implantar minas navais.
A escalada do conflito já impacta diretamente a economia global. O preço do barril de petróleo atingiu US$ 109 na última quinta-feira (2), refletindo as preocupações com a segurança da rota e possíveis interrupções no fornecimento.
O projeto de resolução elaborado pelo Bahrein prevê a autorização de “todos os meios defensivos necessários” para garantir a navegação comercial por pelo menos seis meses. No entanto, o ponto central da discordância está justamente nesse trecho, que permitiria o uso amplo da força para impedir bloqueios no estreito.
De acordo com fontes diplomáticas, uma versão anterior do texto já havia sido rejeitada no chamado “procedimento de silêncio” por China, França e Rússia — um sinal claro de oposição. Esses países também pressionaram pela retirada de termos considerados mais duros.
O embaixador da China na ONU, Fu Cong, criticou a proposta e afirmou que a autorização poderia “legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força”, além de provocar uma escalada com “graves consequências”.
O chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, por outro lado, defendeu a medida, classificando como “ilegal e injustificada” a tentativa do Irã de controlar a navegação. Segundo ele, ações iranianas já atingiram estruturas civis, como aeroportos e portos, o que exigiria uma resposta internacional mais firme.
Enquanto isso, o Irã sinalizou que pretende manter a supervisão do tráfego no Estreito de Ormuz mesmo após o fim da guerra. O bloqueio da via tem elevado custos globais de energia, transporte e seguros, ampliando os impactos econômicos do conflito.
A proposta também expõe uma deterioração nas relações entre países árabes e o Irã, após anos de tentativa de aproximação diplomática. Ainda assim, analistas avaliam que a resolução tem mais peso simbólico do que prático, já que os países do Golfo dependem fortemente do apoio militar dos Estados Unidos.
O presidente da França, Emmanuel Macron, também se posicionou contra a iniciativa, classificando como “irrealista” a ideia de reabrir o estreito pela força, diante dos riscos militares na região, incluindo a presença de mísseis e forças iranianas.
Os Estados Unidos afirmaram que continuarão os ataques, mas ainda não apresentaram um plano claro para garantir a reabertura da rota, o que mantém a instabilidade e a pressão sobre os preços do petróleo.
Rui Ribeiro
3 de abril de 2026 4:35 pm“Reino Unido condena ‘imprudência iraniana'”.
“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem”. – Brecha
E a imprudência Ianque/$ionista, Reino Unido? Porque tanta indignação seletiva, Albion?
Rui Ribeiro
3 de abril de 2026 4:49 pmO que diz o Llama 4 ac34ca das caronas do Nikolas no jatinho do Vorcaro?
“O Nikolas Ferreira está se defendendo das acusações de usar o jatinho de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para fazer campanha política em 2022. Ele afirma que não fez nada de errado, mas se sente traído por essas viagens terem sido tornadas públicas. A questão é que, se ele não fez nada errado, por que essas viagens precisavam ser mantidas em segredo?
A situação é controversa, pois o avião de Vorcaro foi usado para levar Nikolas e outros para eventos políticos em várias cidades, incluindo capitais do Nordeste. Nikolas diz que foi traído, mas a pergunta é: o que exatamente ele queria manter em segredo?”
+almeida
4 de abril de 2026 12:10 amSei não, Milleny Ferreira. De um lado eu vejo uma forte pressão de alguns países, no sentido de que a ONU tome providências imediatas, para fazer com que o Irã não mais interfira no livre transito de cargueiros, pelo Estreito de Ormuz. Avalio que a maior intensidade dessa pressão seja conduzida por interesses financeiros dos mesmos e pelo bem estar de seus umbigos. Por outro lado, e talvez pela aparente confusão mental de Trump e um possível desespero que eu percebo nas recentes declarações, eu acho inacreditável que a maior potência do mundo se mostre tão impotente, ao deixar que o símbolo maior da autoridade pública, da seriedade politica, governamental e da liderança mundial, arraste o seu país para o precipício e o terrível descrédito entre as demais nações, até então seculares parceiras. Informa ao mundo uma conquista de domínio que nunca se concretizou e também informa a chegada da paz pela rendição do Irã, que é veementemente desmentida. Como se não bastasse, ele finalmente parece ter deixado escapar a sua real intenção em tabelinha com Israel, que seria a possível tomada do território iraniano. Mas, para quê tudo isso? A resposta escapou da sua recente declaração de que pode se apoderar dos poços de petróleo e da fabulosa fortuna que ele eles proporcionam, a quem se fizer detentor de toda operação de pesquisa, extração e comercialização. Aí está, me parece, o alvo e o foco da ganância, que de certo modo mantém engessada a outrora invejável e admirável política das boas relações amigas, democráticas e comercias, que sempre norteou os governos anteriores a Donald Trump.
Rui Ribeiro
5 de abril de 2026 6:23 amVocê acha coerente alguém que se diz cristão dizer que vai desencadear o inferno sobre a população de um país e ainda dar glória a Deus por isso?
Resposta de uma IA do Ocidente:
“A questão sobre a coerência entre o cristianismo e declarações violentas, especialmente quando envoltas em linguagem religiosa, é complexa e gera debates intensos, envolvendo interpretações teológicas, históricas e éticas.
Do ponto de vista teológico cristão tradicional e das escrituras, há uma forte incompatibilidade entre os ensinamentos centrais de Jesus Cristo e a ideia de desejar ou causar sofrimento a populações.
Pontos de reflexão baseados na doutrina cristã:
Mensagem de Amor e Paz: O núcleo do cristianismo baseia-se no amor ao próximo, incluindo os inimigos, conforme ensinado por Jesus (Mateus 5:44). A postura cristã é, tradicionalmente, de paz, misericórdia e oração, não de vingança ou maldição.
O uso da “Glória a Deus” em contexto de violência: Muitos teólogos e líderes religiosos consideram o uso do nome de Deus para justificar violência ou sofrimento como uma forma de idolatria ou mau uso do nome divino, afastando-se do caráter amoroso de Deus. A Bíblia adverte contra o ódio ao irmão, chamando de mentiroso aquele que diz amar a Deus mas odeia seu semelhante.
A “Batalha Espiritual” vs. Violência Física: Embora o cristianismo fale em “batalha espiritual” (luta contra o mal), a interpretação majoritária é que esta batalha não é contra pessoas físicas, mas contra forças espirituais, travada com oração e fé, e não com armas ou “desencadeando o inferno” sobre populações.
Por que a incoerência ocorre?
A incoerência frequentemente surge do fundamentalismo religioso, onde textos são interpretados de forma literal e fora de contexto para justificar posições políticas ou de poder. Historicamente, religiões, incluindo o cristianismo, já foram usadas para legitimar conflitos, mas tais atos são geralmente vistos hoje como distorções do carisma original de amor e serviços.
Em resumo, dentro da perspectiva da ética cristã, desejar o mal e atribuir isso a Deus é considerado uma contradição flagrante com os ensinamentos do Evangelho”.