Documentário inédito conta a história do movimento negro nos EUA desde Luther King

A série começa em um ponto de virada na história americana: as marchas de Selma e os tumultos de Watts que marcaram uma nova fase na luta dos negros

Foto: Divulgação

“Nós queríamos o direito de tomar as decisões, o que significava oportunidade econômica e educação decente. Queríamos acesso a todo o conjunto de privilégios, benefícios e responsabilidades, como qualquer cidadão americano” – a fala é de Kathleen Cleaver, uma das líderes do movimento Panteras Negras, em depoimento para a série documental And Still I Rise: O Movimento Negro nos EUA desde Marthin Luther King. Exibida pela primeira vez no Brasil pelo canal Curta!, a produção conta também com a participação da apresentadora de TV Oprah Winfrey, de Shirley Chisholm, primeira mulher negra eleita no Congresso dos EUA em 1968, além de outros políticos e artistas.

Dividida em quatro episódios, a série é narrada por Henry Louis Gates. Baseando-se em histórias pessoais, imagens de arquivo e dados históricos, And Still I Rise conta a trajetória da população negra nos Estados Unidos ao longo dos anos, tendo como ponto de partida a influência do líder Martin Luther King Jr. Retoma a atuação de grupos como os Panteras Negras e o Movimento das Artes Negras. A série tem direção de Leslie Asako Gladsjo, Talleah Bridges McMahon, Sabin Streeter e Leah Williams. A estreia do primeiro episódio é na Sexta da Sociedade, 18/10, às 20h.

A série começa em um ponto de virada na história americana: as marchas de Selma e os tumultos de Watts que marcaram uma nova fase na luta dos negros. Gates explora a crescente demanda por Black Power, redefinindo a cultura, a política e a sociedade americanas. Diretor: Leslie Asako Gladsjo, Talleah Bridges McMahon, Sabin Streeter, Leah Williams. Duração: 60min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 19 de outubro, sábado, às 3h e às 10h50; 20 de outubro, domingo, às 23h; 21 de outubro, segunda-feira, às 17h; 22 de outubro, terça-feira, às 11h.

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O Curta! pode ser visto nos canais 56 e 556 da NET e da Claro TV, no canal 75 da Oi TV e no canal 664 da Vivo, oferecido à la carte pela operadora.

 

Com informações da assessoria de imprensa

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3 comentários

  1. Citei este mesmo período da história americana, aqui ao lado em matéria de outro Articulista. Como Nós Brasileiros fomos doutrinados depois e a partir do Golpe Civil Militar Ditatorial QuintoMundista Esquerdopata Fascista de 1930. O último país a se livrar da escravidão? Está aqui uma matéria sobre MLK e como Negros NorteAmericanos só começam, só começam, a se tornarem Cidadãos NorteAmericanos a partir dos anos de 1970. 1970 foi ontem. Não estamos falando das Caravelas. Estamos falando de TV a cores, computador, ‘Homem na Lua’, Viagens Interplanetárias. Um Negro não era “Gente” na Terra da Liberdade e Democracia. Liberdade e Democracia? No começo do século passado. na vanguarda e esplendor da História Brasileira, na 1.a República, República Paulista, Nós já tínhamos um Cidadão Brasileiro Negro como Presidente da República. Nossa Elite Financeira, Intelectual, Política era toda miscigenada. O Mundo já reconhecia a amplitude de Machado de Assis, Rebouças, Lima Barreto,… Negros norteamericanos levariam ainda quase 1 século para apenas poderem compartilhar um assento de ônibus ou carteira escolar com alguém de outra origem ou cor. A desgraça que acompanhamos a partir da tragédia quintomundista de 1930. Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

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  2. Prezado Zé Sérgio,
    Perdoe -me a minha leiguice, mas gostaria de um esclarecimento mais profundo (preferencialmente, com fundamentação acadêmica) acerca de sua afirmativa, ao mencionar que, na Primeira República, mais especificamente a República Paulista, tivemos um “Cidadão Brasileiro Negro como Presidente da República”. Quem foi esse cidadão? Justificou minha pergunta, já que o nome desse “cidadão” não fora mencionado.
    Uma outra indagação é acerca das personalidades destacadas no seu relato, como Machado de Assis, Rebouças e Lima Barreto, que desfrutaram de um reconhecimento mundial. Será que, de fato, essa notoriedade, dita pelo senhor, ocorreu? Caso sua resposta seja afirmativa, será que ela se deu de uma forma harmoniosa e bem aceita no nosso território brasileiro? O senhor, de fato, acredita em uma democracia racial? Quantos negros e negras dispuseram ( e dispõem) de privilégios sócio- econômicos, incluindo os acadêmicos, quantitativamente falando?
    Espero, ansiosamente pelo seu parecer.
    Grata,
    Rafa

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