Jornal GGN – Mesmo voltados para o mercado externo, investidores da empresa alemã de energia E.ON começam a se preocupar se o investimento de US$ 1,3 bilhão no Brasil não será inoportuno. Alguns tropeços recentes da companhia deixaram seus líderes bastante receosos com as oportunidades galgadas aqui – sem muito sucesso.
Tudo por conta da excessiva confiança depositada no grupo EBX de Eike Batista, numa trajetória pouco animadora: em 2012, a E.ON pagou R$ 850 milhões por uma participação de 10% na empresa de energia MPX Energia – para, logo depois, ver o império de negócios de seu recém-parceiro Eike Batista começar a desintegrar.
E os maus negócios no exterior não se limitaram ao Brasil: há seis anos, a empresa perdeu para a espanhola Acciona e para a italiana Enel a batalha pela aquisição da empresa espanhola Endesa. E no momento exato em que decidiu expandir, promovendo uma onda de aquisições de 11,5 bilhões de euros (US$ 15,8 bilhões), com a compra de 12.200 megawatts (MW) de capacidade de geração, principalmente na Espanha, Itália e França, deu-se início a crise de crédito e a dívida soberana na Europa, forçando a empresa a ter quase 6 bilhões de euros em baixas contábeis.
Os administradores da E.ON reconheceram, por meio de uma nota, que o Brasil continua a ser um mercado altamente interessante, onde se pode esperar um crescimento econômico significativo e um aumento da demanda por energia. No entanto, especialistas afirmam que a empresa entrou tarde demais no Brasil e que, por enquanto, seus investimentos por aqui só terminaram em “dores de cabeça”.
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