Empresário com corona que viajou à Bahia é processado pelo Estado

Com teste positivo para COVID-19 em mãos, o empresário viajou para Trancoso com amigos e contratou pessoas para servi-los. Acabou denunciado

Por Lucas Arraz

Do Bahia Notícias

Presidente da CVPAR é empresário que fugiu de isolamento em SP e espalhou covid-19 em Trancoso

De sunga, na praia e bebendo com amigos. Foi assim que agentes de saúde do governo da Bahia encontraram o presidente do Grupo CVPAR, Cláudio Henrique do Vale Vieira, em Trancoso, mesmo o empresário estando ciente de que havia testado positivo para o novo coronavírus em São Paulo.

Cláudio Henrique ignorou as recomendações de isolamento para pacientes com o Covid-19, fugiu da quarentena e veio de jatinho para Porto Seguro, onde participou de festas com amigos e contratou funcionários para ficar na sua casa após o diagnóstico.

O empresário será processado pelo governo da Bahia após não cumprir a orientação de isolamento. Além dele, dois funcionários foram contaminados com o vírus. A recomendação do Ministério de Saúde é o isolamento por 14 dias de quem testou positivo.

Na praia, onde foi encontrado após ser denunciado ao governo do estado por um funcionário, Cláudio Henrique teria debochado da recomendação de um agente de saúde. “O que um banho de mar não resolve?”, questionou, segundo relato do governador Rui Costa. O governo do estado não divulgou nem confirma o nome do empresário.

Nesta semana, Cláudio Henrique do Vale Vieira procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento em Porto Seguro. Sua esposa apresentou sintomas associados ao novo coronavirús, mas o resultado foi negativo. “A mulher estava passando mal pela pressão psicológica”, falou o governador Rui Costa nesta terça-feira (17), quando cobrou responsabilidade do empresário (veja aqui).

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Cláudio Vale é advogado pós-graduado em Direito Processual Civil, pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e presidente do Grupo CVPAR, empresa do ramo financeiro. Segundo o que foi divulgado pelo governo, ele provavelmente contraiu o Covid-19 após participar de um casamento de luxo em Itacaré (veja aqui). Cláudio foi denunciado à secretaria estadual de saúde por um funcionário que estava trabalhando na casa do paciente.

“Essa pessoa participou da festa em Itacaré, acabou a festa ele pegou seu jatinho e foi pra São Paulo. No dia seguinte ou dois dias depois, foi fazer exame no Einstein, confirmou o resultado positivo, foi recomendado que ele ficasse em quarentena, mas ele pega o jatinho, convida casais de amigos e volta para a Bahia, para Trancoso, em Porto Seguro. Chama oito pessoas para trabalhar na casa dele, para servir a ele e os amigos dele, e nós tivemos conhecimento porque uma das pessoas que estavam trabalhando ouviu ele já bebendo, com alto consumo de álcool, de forma irresponsável, falando que ele tinha confirmado”, lembrou o governador. “Ela ouviu e quando ele saiu da casa ligou para a Secretaria de Saúde denunciando que ele tinha largado a confirmação do exame, inclusive, em cima da mesa, de onde ela fotografou e enviou a imagem”, contou Rui Costa, classificando a atitude do empresário como “crime”.

 

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5 comentários

  1. Disseminação de doença é crime. Simples. Aplique-se a lei. Código Penal
    Mas soa estranho nestes tempos, nénão?

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  2. Foi como coloquei no comentário anterior sobre psicopatia, anomalia tão perversa que o próprio cérebro não registra o mal causado nos outros.

    Reconheço que para casos assim, com contaminação confirmada, e não apenas suspeita, Moro acertou em cheio

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