As forças israelenses seguem realizando ataques na Cisjordânia ocupada, ao mesmo tempo em que bombardeiam áreas da Faixa de Gaza, territórios da Palestina, mesmo durante a importante reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas desta terça-feira (12) para discutir um cessar-fogo humanitário imediato.
Conforme agências de notícias consultadas, pelo menos quatro palestinos morreram nesta terça-feira (12) na incursão mais intensa na cidade ocupada de Jenin, na Cisjordânia, onde o exército israelense disparou um míssil. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde palestino.
As forças israelenses também lançaram ataques em outras cidades da Cisjordânia, prendendo cerca de 50 pessoas em Ramallah, Belém, Nablus e Tubas, informou a agência de notícias palestina Wafa.
As incursões israelenses na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental também aumentaram desde o início da guerra. Tanto as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) quanto os colonos mataram 270 palestinos desde o 7 de Outubro, elevando o número total de mortos este ano para 487 apenas nestas regiões.
A Assembleia Geral da ONU deve decidir sobre uma resolução exigindo “um cessar-fogo humanitário imediato” no território palestino da Faixa de Gaza, um texto não vinculativo que tem todas as possibilidades de ser aprovado após novo fracasso do Conselho de Segurança.
Colapso da ordem pública é iminente
Apesar da pressão do secretário-geral da ONU, António Guterres, que teme um “colapso total da ordem pública” no território palestino governado pelo Hamas, um projeto de texto que apela a um cessar-fogo humanitário na zona de conflito colidiu na sexta-feira (8) com o veto dos Estados Unidos.
Os países árabes querem manter a pressão sobre o assunto e convocaram uma nova reunião extraordinária da Assembleia Geral para esta terça-feira (12), logo após a visita planejada de mais de uma dezena de embaixadores do Conselho de Segurança à passagem fronteiriça de Rafah, entre o Egito e Gaza.
Hospitais invadidos
O Ministério da Saúde palestino no território de Gaza anunciou que as forças israelenses invadiram o hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, e detiveram todos os que se encontravam nas instalações médicas.
“As tropas sionistas invadiram o hospital depois de sitiá-lo e bombardeá-lo durante vários dias, e reuniram os homens, incluindo o pessoal médico, no pátio do hospital, e tememos que sejam presos ou liquidados”, denunciou o Ministério num comunicado.
As autoridades palestinas apelaram às Nações Unidas, à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha para agirem imediatamente para salvar as vidas das pessoas hospitalizadas e protegê-las.
Com informações da TeleSur
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