20 de maio de 2026

EUA são provável autor de ataque que matou 150 em escola no Irã

Investigação aponta que bombardeio contra unidade de ensino em Minab ocorreu durante ofensiva americana a base naval vizinha
Reprodução

▸ Forças americanas são as prováveis responsáveis pelo bombardeio à escola em Minab, no sul do Irã, com mais de 150 mortos.

▸ Ataque ocorreu junto a base naval da Guarda Revolucionária Iraniana, em área estratégica próxima ao Estreito de Ormuz.

▸ ONU classifica o caso como possível crime de guerra; conflito já causou mais de mil mortes e deslocamento no Líbano.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Investigações independentes e apurações preliminares do próprio governo dos Estados Unidos indicam que as forças americanas são as prováveis responsáveis pelo bombardeio à escola primária feminina Shajarah Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã. O ataque, ocorrido no último sábado (28), primeiro dia da ofensiva conjunta de Washington e Israel contra o território iraniano, é o incidente com o maior número de vítimas civis desde o início das hostilidades.

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Embora o Pentágono não tenha assumido a autoria, dois funcionários americanos confirmaram à agência Reuters que investigadores militares “consideram provável” a responsabilidade dos EUA. Paralelamente, uma análise detalhada do jornal The New York Times, baseada em imagens de satélite e vídeos verificados, concluiu que a escola foi atingida simultaneamente a um ataque de precisão contra uma base naval da Guarda Revolucionária Iraniana, localizada logo ao lado da instituição de ensino.

O fator geográfico

A cidade de Minab, situada a 20 km da costa e estratégica pelo acesso ao Estreito de Ormuz, abriga diversas instalações militares. Segundo o comando militar americano, jatos conduziam operações na região exatamente no momento em que os primeiros relatos do massacre surgiram.

A investigação descartou a hipótese de um míssil iraniano ter atingido o local por erro. “Existem preocupações sobre o respeito ao direito humanitário internacional“, afirmou Volker Turk, chefe da ONU para Direitos Humanos, em Genebra. “Uma escola é um local que nunca deveria ser atacado.

Vítimas e danos colaterais

O governo iraniano afirma que o bombardeio deixou mais de 150 mortos, a maioria crianças e professores, já que o sábado é um dia letivo regular no país. Imagens da TV estatal mostraram multidões em funerais de pequenos caixões cobertos pela bandeira nacional.

Em Washington, o tom é de cautela. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, confirmou que o Pentágono investiga o episódio, mas ressaltou que as forças americanas “nunca têm civis como alvo“.

A questão central para os investigadores agora é determinar se a escola foi atingida por uma falha técnica no armamento ou se o alvo foi selecionado com base em inteligência desatualizada que não identificou a presença de civis.

Pressão internacional

A ONU classificou o caso como um possível crime de guerra e exige punição aos responsáveis. Enquanto isso, a crise humanitária se expande. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o conflito já causou mais de mil mortes no total, afetando serviços de saúde e provocando um êxodo de quase 100 mil pessoas no Líbano.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. Carlos

    8 de março de 2026 7:05 am

    Tá; “A ONU classificou o caso como um possível crime de guerra e exige punição aos responsáveis. Enquanto isso, a crise humanitária se expande. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o conflito já causou mais de mil mortes no total, afetando serviços de saúde e provocando um êxodo de quase 100 mil pessoas no Líbano.”
    Mas é daí? ONU e OMS não tem reconhecimento de fascistas.
    Trump, o Chuck, vem cagando no mundo todo e Israel, a noiva do Chuck, cagando no Oriente Médio, sem cobrança real das potencias que poderiam fazer diferença.
    Seria esperado que, a exemplo do que OTAN e usa fazem na guerra da Ucrânia, pelo menos a Rússia abastecesse o Irã com armamento capaz de dar o troco. Não matando crianças, óbvio, mas atacando lideranças israelenses e também bases de apoio dos eua no oriente médio.

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