Fachin nega suspensão de ação do Instituto Lula

Relator da Operação Lava Jato indefere liminar em habeas corpus; ex-presidente é acusado por supostas propinas de R$ 12,5 milhões

Jornal GGN – O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou habeas corpus em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedia a suspensão da ação que o acusa de receber propina por meio de um terreno para o Instituto Lula e um apartamento vizinho à residência do petista no ABC paulista. O caso está em andamento na 13ª Vara Federal de Curitiba, e ainda não foi julgado.

De acordo com informações do jornal O Estado de São Paulo, o recurso apreciado pelo ministro do STF foi impetrado no último dia 03 pela defesa do ex-presidente contra decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça Leopoldo de Arruda Raposo, desembargador convocado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que havia indeferido liminar em habeas corpus ao petista em dezembro.

Os advogados de Lula alegaram ao STJ e ao STF – que há suposta ilicitude no material fornecido pela Odebrecht que embasa a acusação, como as cópias dos sistemas MyWebDay e Drousys, que registravam o pagamento de propinas para políticos na Lava Jato.

A defesa também apontava supostos vícios nos procedimentos de cooperação internacional que resultaram em material entregue por autoridades suíças ao Ministério Público Federal.

Em Curitiba, o argumento da defesa de havia sido negado pela 13ª Vara Federal, agora comandada pelo juiz Luiz Antônio Bonat, e também pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que apreciou o recurso no dia 11 de dezembro.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora