
As redes sociais estão sendo controladas por grupos “fascistas e de extrema-direita” para “corroer a democracia”, disse Alexandre de Moraes, em confronto direto com as tentativas da empresa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da plataforma Tumble entrarem com processo contra Moraes nos EUA.
Segundo o ministro, “grupos econômicos e ideologicamente fascistas, de extrema-direita” foram instrumentalizados para “corroer a democracia por dentro”. “As Big Techs não são enviadas de Deus”, disse, na aula magna inaugural da Faculdade de Direito da USP, no histórico Largo do São Francisco, nesta segunda-feira (24).
Moraes enfrenta empresa de Trump
A fala de Moraes ocorre dias após o grupo tecnológico de Trump, Trump Media & Technology Group, e a plataforma de compartilhamento de vídeos Rumble acionarem Alexandre de Moraes em tribunal dos Estados Unidos.
Na última sexta-feira (21), o ministro da Suprema Corte brasileira ordenou a suspensão da plataforma de vídeo no Brasil até que a empresa nomeie um representante legal para responder judicialmente à legislação brasileira, acusada de propagar conteúdos ilegais e Fake News.

O caso é similar às ações do STF brasileiro contra o X do bilionário Elon Musk. Desde que o caso teve início, Musk vem usando as suas plataformas para atacar publicamente Alexandre de Moraes.
Elon Musk volta a atacar Moraes
Nesta terça (25), Musk compartilhou em suas redes sociais uma suposição de que o juiz brasileiro tenha retirado seus recursos e bens dos EUA, em meio aos processos judiciais da empresa de Trump e da Rumble.
Segundo a publicação compartilhada pelo dono do X, Moraes teria a obrigação de “comparecer pessoalmente” se for intimado na Justiça norte-americana e “se ele se recusar, corre o risco de ser julgado à revelia”. Ambas informações não estão confirmadas: mesmo que tenha sido alvo das ações nos EUA, como cidadão brasileiro, Moraes não deveria precisar comparecer pessoalmente aos EUA para o processo judicial.
“Big Techs não são enviadas de Deus”
Em sua fala aos calouros no Largo do São Francisco, o ministro criticou enfática e publicamente as atuações das Big Techs.
“As Big Techs não são enviadas de Deus, não são neutras. São grupos econômicos que querem dominar a economia e a política mundial, ignorando fronteiras, as soberanias nacionais, as legislações, para conseguir lucro”, disse.
Ainda, enfatizou o ministro, o Brasil vive o retorno do “discurso do ‘tio do churrasco'”, que estimula a visão de mundo preconceituosa e ressentida, de “pessoas que ficaram com rancor pela universalização de direitos e pela excessiva concentração de renda”.
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Duas dúvidas:
Quem ajudou fascistas brasileiros turbinados pelas redes de mentiras das Big Techs, desde 2013?
Foi o STF?
Um doce a quem responder.
E por último, quem ele esperava no controle dessas empresas, “o povo”?
Esse molecada yuppie das BigTechs é toda calcada nas maluquices de Ayn Rand.
Burra, mas focada, e contando com um sistema pronto, montado por centenas de crânios que nos legaram esse mundo, pro bem, ou pro mal, eles são arrogantes, oniscientes, onipotentes. E só uma força que os fará parar. Algo, diria, pior: FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO. Única com loucura suficiente pra desligar completamente a Matrix.
Bem-vindos ao Admirável Mundo Novo.
Os Brasileiros copiam os estadunidenses em muitas coisas… ruins. Mas quando o que vem dos EUA é bom, os brasileiros rejeitam, como por exemplo
“Nesta terça-feira (25), o deputado Frank Lucas, chefe de um novo painel do Congresso norte-americano que está se preparando para fortalecer a supervisão do BC dos EUA pelo Capitólio, disse à Reuters que planeja uma ampla revisão de como a instituição toma suas decisões sobre juros, incluindo se o controle da inflação do país deve ser priorizado em relação à proteção do emprego”.
Aqui nestes Tristes Trópicos elevam-se os juros prá estratosfera, arrefecendo a economia e, em consequência do arrefecimento da atividade econômica, dispensam-se trabalhadores, enquanto os especuladores se locupletam (com as absurdas taxas de juro) e a inflação, que segue seu curso independentemente da elevação da taxa de juros, piora o poder de compra dos trabalhadores.
Galípolo, quando o Senhor for tomar suas decisões sobre a taxa de juros, pense se o controle da inflação (fake) e o consequente locupletamento dos especuladores devem ser mais importantes do que a proteção do emprego.