10 de junho de 2026

Flávio Bolsonaro consolida liderança da direita para enfrentar Lula, que vence todos os cenários

Pesquisa Quaest mostra que Flávio Bolsonaro reduziu vantagem de Lula para 7 pontos no 2º turno e viu sua rejeição cair 5 pontos

Pesquisa Quaest mostra Lula liderando com 35% a 40% das intenções de voto no 1º turno das eleições de 2026.
Flávio Bolsonaro cresce como principal nome da direita, com até 27% dos votos, e apoio de bolsonaristas e direita não bolsonarista.
Lula vence em todos os cenários de 2º turno, mas vantagem sobre Tarcísio caiu; rejeição a Flávio diminuiu para 55%.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) mostra o presidente Lula (PT) liderando todos os cenários de primeiro turno das eleições gerais de 2026. A mesma pesquisa mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro, está se consolidando como o nome da extrema-direita a liderar a oposição à tentativa de reeleição de Lula.

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Os dados mostram Lula entre 35% a 40% de intenções de votos no primeiro turno. Ele performa melhor (chega a 40%) quando a direita sai com dois candidatos: Flávio (23%) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece com 14%. Quando Flávio Bolsonaro é o candidato único da direita, ele chega a 27%, contra 39% de Lula.

“Os dados da pesquisa sugerem que a força de arrancada que Flavio adquiriu no último mês não é só fruto do apoio de bolsonaristas, mas também da direita não bolsonarista, que começa a considerar a possibilidade de votar nele, mesmo diante de outros nomes”, avalia o diretor da Quaest e cientista político Felipe Nunes.

Para reforçar essa análise, a Quaest sondou a intenção de voto para presidente entre bolsonaristas e a direita não bolsonarista. Para o primeiro grupo, Flávio já conta com o apoio massacrante de 77%. Já entre não bolsonaristas de direita, ele tem apoio de 48%, muito à frente de Tarcísio (16%) ou Ratinho Jr (10%).

Segundo turno

Nas simulações de 2º turno, Lula vence em todos os adversários. Contra Flávio e Ratinho Jr, a diferença seria de 7 pontos percentuais. Contra Tarcísio, 5 pontos (44% a 39%), a menor vantagem para o atual presidente. Essa distância, aliás, caiu pela metade desde a última pesquisa.

“O grande trunfo do governador de São Paulo seria o apoio crescente da direita bolsonarista no cenário contra o Lula. O seu desafio seria conseguir convencer os eleitores independentes e bolsonaristas a aderirem ao seu projeto presidencial, em um caso de desistência de Flávio”, analisou Nunes.

A pesquisa ainda sondou a percepção da população a respeito de quem tem potencial de vencer Lula em 2026. Para a maioria dos entrevistados, alguém da oposição sem relação com a família Bolsonaro teria mais sucesso. “. Se for uma disputa de alguém da família Bolsonaro, a população acredita que Lula vencerá com facilidade”, diz Nunes.

Apesar disso, saiu de 36% para 43% o percentual de brasileiros que acreditam que Jair Bolsonaro tomou a decisão certa ao indicar o filho 01 para concorrer à presidência em seu lugar, já que está preso, cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado. Entre bolsonaristas, 87% afirmam que a indicação foi a mais acertada.

“Além de conseguir ganhar espaço na opinião pública, Flávio também viu seu desempenho eleitoral oscilar positivamente no último mês. A desvantagem para Lula, que era de 10 pontos em Dez/26, passou para 7 pontos este mês”, frisou Nunes.

A rejeição a Flávio também caiu no último mês. Foi de 60% para 55%, enquanto a de Lula ficou estagnada em 54%.

O desafio de Flávio será conquistar o eleitorado independente, que é decisivo na disputa presidencial. De acordo com a Quaest, a maioria dos independentes ainda preferem votar em Lula se a disputa for contra Flávio.

Continuidade x fim de Lula

“Se o cenário com Flávio se consolidar até abril, Lula tende a disputar a terceira eleição polarizada contra alguém da família. A seu favor, o sentimento de 46% que tem medo da família Bolsonaro voltar ao poder, contra 40% que tem medo da continuidade de Lula na presidência”, acrescenta Nunes.

“O que Lula ainda não conseguiu fazer, no entanto, foi gerar uma sensação positiva de continuidade”, aponta.

A avaliação do governo continua negativa: 39% avaliam o governo como ruim ou péssimo, 27% como regular e 32% como ótimo ou bom. Outros 56% acham que Lula não merece um novo mandato. “Ou seja, Lula vence em todos os cenários de intenção de voto, mas não parece empolgar a maioria da população brasileira”. finaliza Nunes.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de janeiro. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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  1. Rui Ribeiro

    16 de janeiro de 2026 8:22 am

    “(…)
    Os que trairão
    Esses não
    Já tem gente demais
    A querer mandar
    O povo quer florescer
    E ganhar a vida

    Kinshasa, Beirute
    Maranhão
    O negro que lute
    Pra poder sonhar
    Em mudar isso aqui

    O poder tem tantas mãos
    E só sabe mentir…”

    Djavan, Soweto

    o Flávio Bolsonaro e o Tarcísio deveriam se eleger para presidir um chiqueiro, não o Brasil. Os espíritos de porco votariam neles e os elegeriam para presidir a pocilga

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