Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Heleno
13 de maio de 2019 7:48 amONDE ESTÁ O TSUNAMI DE BOLSONARO?
Estamos aguardando ansiosos.
Mas dizem que o tsunami é pra ferrar o trouxa do brasileiro. Tai a notícia:
‘Tsunami’ preconizado por Bolsonaro trará de volta 29 ministérios
Depois das derrotas da última semana, no Congresso, tsunami preconizado pelo presidente Jair Bolsonaro pode ser a volta da estrutura vigente na administração de Michel Temer. Parlamentares já se movimentam para indicar nomes para as pastas
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/05/12/interna_politica,754496/tsunami-preconizado-por-bolsonaro-trara-de-volta-29-ministerios.shtml
Ou seja, mais areia e menos vaselina no fiofó do contribuinte.
Anônimo
13 de maio de 2019 10:11 amConservadorismo uma palavra que não significa nada, assim como o progressismo (mas a última fica para mais tarde).
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Há algum tempo fomos assaltados nas redes sociais primeiro pois duas palavras que não dizem muita coisa e aparentemente escondem expressões do passado que eram mais concretas e com muito mais significado do que estas duas palavras vazias de sentido objetivo.
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Primeiro veio a grande onda do conservadorismo, ou seja, apareceram dezenas de pessoas com esse discurso, ou seja, se declaravam conservadoras pois procuravam respeitar as tradições do passado, porém como a humanidade como civilização tem alguns milhares de anos, nunca é possível dizer a qual tradições do passado que se quer respeitar. Além de todo o problema temporal, resta um problema mais sério, as tradições são dinâmicas e distribuídas espacialmente e pior, conforme a dimensão da amostra se terá diversas concepções do que eram estas tradições do passado.
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Vamos exemplificar os problemas para entendê-los melhor. Para sairmos do problema de discutirmos a realidade brasileira, vamos falar da Europa que a maioria das pessoas tem pelo menos um pequeno conhecimento da história europeia.
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Falarmos em conservadorismo na Europa, seria necessário simplesmente chegarmos a analisar o ano que se quer tomar como base do conservadorismo que algum queira seguir como também a posição geográfica exata do ponto que queiramos utilizar como base. Um hipotético pretendente a conservador, que estivesse ao meu lado, responderia imediatamente de acordo com suas idiossincrasias, o seguinte:
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– Hora, podemos seguir como padrão a ser seguido seria a França do início do século XX!
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Fácil, né? Não impossível, pois no início do século XX na França como na Europa houve uma série de movimentos culturais e de hábitos que mudaram totalmente o comportamento das pessoas. Interpelado por isso o esperto pretendente a conservador diria então:
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– Vamos procurar conservar os hábitos dos franceses no século XX, mais especificamente em 1905!
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Continuando com a minha metodologia socrática, o responderia que dentro da França como mostra o trabalho de Emmanuel Todd numa série de 232 mapas com as mais diversas características das famílias francesas, desde o número de filhos, quem votaram nas eleições em determinada data, o índice de alcoolismo e mais centenas de outras características, intitulado “L’invention de la France: Atlas anthropologique et politique” que não há uma França com características comuns em questão de comportamento.
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Bem o nosso apressado interlocutor, vai então dizer:
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– Então vamos conservar os hábitos dos franceses, mais especificamente os que moravam em Lyon, em 1904!
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Como ainda não convenci o imaginário interlocutor, lhe diria que continua imprecisa a sua demanda de um padrão de comportamento do passado, pois dentre os vários moradores de Lyon em 1904, haviam os burgueses abastados, os empregados familiares (domésticos), os operários, os portuários e outros lhe pediria para ser mais exato.
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Já sem muito a que acrescentar o irritado interlocutor dirá:
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– Tudo bem, eu quero conservar os valores de um morador de Lyon em 1904 e burguês.
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Bem, já me afastando um pouco deste inexistente e insistente interlocutor, porque ele já está irritado e provavelmente furioso como todo bom pretendente a conservador, faria mais algumas pequenas restrições a tentativa do mesmo escolher o seu padrão de comportamento para ele ser um conservador conforme o passado.
Como os burgueses em Lyon em 1904 possuíam de diferentes religiões (judeus, católicos, protestantes, ateus ou agnósticos) e possuíam diferentes tipos de negócios (indústrias, comercio de alimentos, indústria cultural, donos de bordéis,…..), perguntaria mais uma vez que tipo de pessoa que ele procuraria.
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Provavelmente para quem não é intransigente e anticientífico (e sem racionalidade), vê com clareza que a opção de um conservador, salvo que ele possua um manual escrito por alguém que diga o que ele deve fazer em todas as situações da vida moderna, que devido a complexidade da mesma nos dias atuais, deveria ter algo com mais de uma três mil páginas escritas com uma letra bem pequena, não há como definir o que seja um conservador, pois que para que alguém conserve algo ele deverá ao menos saber o que conservar. .
Dizendo finalmente:
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A vida e a história dos seres humanos não é uma compota de doce, logo, conservar não é possível.
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Da mesma forma que escrevi sobre o conservadorismo escreverei sobre a atual praga do progressismo, que junto com a primeira tem outro significado político que pode ser expresso claramente com termos do passado que todos acham que deixaram a razão de ser.
Anônimo
13 de maio de 2019 11:48 amFelicitações as mães indesejadas!
No comercial e falso dia das mães, inventado pelo comércio para amplificar as suas vendas, saem todas pessoas a expor seus complexos de Édipo ou para felicitar as carinhosas mãezinhas.
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Não é porque todos guardem as mais carinhosas lembranças de suas progenitoras, mas mais por necessidade social todos apregoam e buscam no passado distantes e muitas vezes raros momentos de ternura. Mesmo aqueles que foram filhos indesejados e tratados assim pelas suas progenitoras, escrevem, declamam loas as suas mãezinhas, num espetáculo quiçá tão deprimente como o falso Espírito de Natal.
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Sei que uma percentagem significativa, pequena, mas existente, de filhos não guardam recordações tão carinhosas de suas mães, porém para que não pensem que foram maltratados e desprezados em relação a outros filhos, todos falam bem de suas mães, principalmente as já falecidas.
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Mãe velhinha e abandonada por seus filhos é um espetáculo deprimente, principalmente quando é abandonada tanto financeiramente como emocionalmente.
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Programas de TV populares acham algumas vezes uma mãe abandonada a sua própria sorte e fazem uma verdadeira tragédia sobre o seu destino. Porém ao assistir ao meio dia, quando vinha do trabalho e almoçava em casa e para conseguir tirar um pequeno cochilo antes de ir cumprir mais um longo expediente da tarde/noite, ligava a TV nestes horríveis programas e me deparei com uma pequena série de capítulos tipo mundo-cão sobre uma “coitada” de uma velhinha que estava morando num barraco atrás da casa da sua vizinha após a sua ter sido demolida por um temporal.
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A vizinha, como toda a boa brasileira de classe social mais baixa, acolheu e tomou a sua conta a guarda da velhinha, que diga de passagem ganhava um auxílio da previdência social que ao meu juízo ajudava bastante no orçamento da vizinha. Porém a velhinha ficou meio adoentada e provavelmente sua pensão não cobria todas as despesas, neste momento chamou a reportagem do programa popular e neste momento foi colocado para toda a cidade a desgraça que estava ocorrendo na vida da pobre velhinha.
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Nos lares porto-alegrenses e riograndenses em geral, deve ter começado uma fantástica comoção pública culpando-se o Estado pelo não provimento daquela senhora e pensando sobre o que fazia a sua família. Uns dois ou três dias depois, aparece no programa duas ou três filhas daquela senhora idosa que simplesmente não viam a mãe há mais de trinta anos, ou seja, na realidade quem tinha sido abandonada eram as filhas que no caso eram três, pois aquela velhinha que deveria ter algo em torno de uns sessenta e tantos anos, não via as suas filhas desde que tinha no máximo uns trinta e tanto anos.
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As filhas que apareceram no programa, recuperaram a sua mãe e uma delas levou para sua casa. Parece que aí parou o interesse do canal de TV em divulgar a tragédia, logo passaram para outra, pois o que não falta no mundo é tragédias para programas popularescos.
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Como na época minha mãe estava doente, e naturalmente seus quatro filhos se revezavam intensamente para lhe dar cuidados e presença, fiquei pensando:
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Por que esta senhora estava abandonada?
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Aí me veio a grande revelação. Velinhas carentes e abandonadas com família, podem ser produto de um passado de mãe que abandonou e/ou maltratou os seus filhos, e se eram más mães jovens durante no mínimo mais de uma década, qual o motivo que com a idade se transformariam em mães carinhosas!
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Psiquiatras e psicólogos ganham fortunas tratando pessoas durante décadas que se tornaram problematizadas por sentirem rejeição de suas mães durante a infância e adolescência, e a maior parte dos profissionais, para não perder o cliente não fazem a verdadeira revelação que encurtaria o tratamento para dez por cento do tempo simplesmente dizendo:
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– Meu caro (ou minha cara) a tua mãe não gostava de ti e por isto ficasse com raiva dela, algo perfeitamente natural!
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Seria um tratamento estilo a figura desenvolvida por Luis Fernando Veríssimo no seu pequeno e fantástico livro publicado em 1981, “O analista de Bagé”. Meio grosso, mas resolveria noventa por cento dos casos, porém o psiquiatra ou o psicólogo perderia o cliente e mais uma fonte de renda.
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Certa feita procedi como o analista de Bagé para um dado meu amigo, ele se queixava que sua mãe tratava com mais carinho e atenção seu irmão, não ocorrera no passado nenhum abandono, muito menos mau tratos, mas simplesmente ele notava uma forte preferência de sua mãe pelo seu irmão, e como toda conversa sobre irmão vem as preferências dos segundo mais amados.
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Ao conhecer seu irmão veio a mim a revelação e que como analista de Bagé resolvi a charada.
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– Fulano, a tua mãe gosta mais do teu irmão porque tu és muito mais feio do que ele!
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Foi um santo remédio, ele olhando as fotos de bebê dos seus álbuns refletiu e concluiu:
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– Realmente, meu irmão foi um bebê muito mais fofo do que eu! Provavelmente eu também teria mais alegria de cuidar de um bebê mais lindo.
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Daí por diante ele aceitou a posição de segundo mais amado, e economizou uma fortuna no psiquiatra que ele nunca foi.
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Mas voltando a uma real tragédia, não uma pequena farsa de irmão preterido, se não houvesse esta divinização cínica da figura materna, provavelmente as mães biológicas, que não tem vontade de ser mães afetivas, entregariam a adoção a pessoas que desejam ter filhos e procuram desesperadamente uma criança para adotar e seriam mães ou até pais sem mães cobririam de amor e de atenção um filho desejado, criando um mundo muito mais feliz com pessoas menos recalcadas.
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Quanto a felicitação as mães indesejadas, como elas não são mães, não tem motivo para felicitá-las.
Rui Ribeiro
13 de maio de 2019 12:05 pmO triângulo de ouro é um tesouro trigonométrico, pois, enquanto a partir de um quadrado se obtém as relações trigonométricas do ângulo notável de 45 graus e a partir de um triângulo eqüilátero se calculam as relações trigonométricas dos ângulos notáveis de 30 e 60 graus, com o triângulo de ouro, que é um triângulo isósceles cujo ângulo do vértice mede 36 graus e cujos ângulos da base medem, cada um, 72 graus, é possível calcular as relações trigonométricas dos ângulos de 18, 36, 54 e 72 graus.
O triângulo retângulo é decomponível em 2 triângulos menores: um triângulo de ouro, semelhante ao triângulo decomposto, e um gnomon de ouro. O gnomon de ouro é um triângulo isósceles cujo ângulo do vértice mede 108 graus e cujos ângulos da base medem, cada um, 36 graus. Dividindo o gnomon de ouro ao meio, obtem-se dois triângulos retângulos cujos ângulos agudos medem 36 e 54 graus. Se a medida de cada um dos lados iguais do gnomon de ouro mede 1u, a sua altura, que é o cateto menor do triângulo retângulo extraído de tal gnomo é igual a 0,5878, que é o valor do cosseno de 54 graus e do seno de 36. O cateto maior é igual a 0,8090, que equivale à medida do seno de 54 graus e do cosseno de 36 graus.
Para se calcular as relações trigonométricas dos ângulos complementares de 18 e 72 graus, utiliza-se o triângulo de ouro menor extraído do triângulo de ouro inicial, podendo-se usar também tal triângulo inicial, bastando calcular, através do Teorema de Pitágoras, a altura do referido triângulo. A base de tal triângulo é igual a 0,6180. Cada lado de tal triângulo mede 1u. A altura do referido triângulo é aproximadamente igual a 0,9510. As razões entre os lados do triângulo retângulo obtido da bi-secção do triângulo de ouro cuja hipotenusa mede 1u, cuja base mede 0,3090u e cuja altura é igual a 0,9510u, possibilita o cálculo das relações trigonométricas dos ângulos complementares de 18 e 72 graus.