10 de junho de 2026

Fórum de Fundos Soberanos defende uso de reservas para transição

Na TV GGN, diretor do Fórum de Fundos Soberanos Brasileiros, destaca o potencial desses instrumentos para a inovação na gestão pública

Leandro Ferreira, do Fórum de Fundos Soberanos Brasileiros, debate o papel dos fundos criados por estados e municípios.
O Fórum reúne gestores de fundos que somam cerca de R$ 11 bilhões, incluindo Maricá, Niterói, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
O desafio é usar os investimentos para diversificar a economia e gerar dividendos em territórios locais.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Na noite de quarta-feira, 21 de janeiro, em entrevista ao jornalista Luís Nassif, Leandro Ferreira, diretor do Fórum de Fundos Soberanos Brasileiros, trouxe à tona um debate crucial sobre o papel e o potencial dos fundos soberanos no cenário nacional. O Fórum é uma iniciativa que reúne gestores de fundos de reserva criados por municípios e estados brasileiros. A origem desses fundos remonta ao ciclo de exploração de petróleo do pré-sal, que gerou uma enxurrada de royalties.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Diante da experiência de décadas passadas, onde a má gestão desses recursos levou a “doenças” econômicas, diversos entes federativos decidiram criar fundos de reserva, inspirados em modelos internacionais como os da Noruega e da China, para evitar o gasto imediato e garantir uma administração intergeracional dos recursos.

Na entrevista para o programa TV GGN 20 Horas [assista abaixo], Leandro explicou que atualmente o Fórum congrega gestores de fundos que somam aproximadamente 11 bilhões de reais. Entre os municípios e estados que já estabeleceram seus próprios fundos, Ferreira citou Maricá, Niterói, Ilha Bela (São Paulo), o estado do Espírito Santo, o estado do Rio de Janeiro e Saquarema. Além dos royalties do petróleo, a discussão se estendeu para municípios que recebem a Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), com Minas Gerais também desenvolvendo modelos semelhantes.

O grande desafio que o Fórum se propõe a enfrentar neste ano é como os investimentos desses fundos podem gerar um impacto estratégico na diversificação econômica, ao mesmo tempo em que rendem dividendos, buscando produtos estruturados que beneficiem os territórios.

Compartilhando experiências

A criação desses fundos, muitas vezes de forma autônoma e sem comunicação prévia entre os gestores, revelou uma oportunidade para o Fórum atuar como um elo, promovendo a troca de experiências e a difusão de soluções. Maricá, por exemplo, é um laboratório de políticas públicas, utilizando seus royalties para desenvolver iniciativas como a renda básica em moeda social digital local, que Niterói também adotou. Saquarema, por sua vez, investe em modelos de financiamento ao ensino superior e em arranjos locais para a agricultura e segurança alimentar. Essa efervescência de inovação no setor público, impulsionada pelos fundos, demonstra uma força criativa e de inovação que transcende a mera disponibilidade de recursos financeiros.

A visão do “município empreendedor” está ganhando força na Associação Brasileira de Municípios, com uma rápida difusão de soluções entre os entes federativos. Essa dinâmica, que tira a iniciativa das políticas públicas da esfera federal e a leva para os municípios, é vista como extremamente interessante. Ferreira sugere que o Governo Federal deveria olhar para esses arranjos, como o dos fundos soberanos, e adotá-los, inclusive para levantar recursos para a transição energética e para beneficiar economias locais, como as da Amazônia, Amapá e a margem equatorial. A entrevista também lamentou a extinção do Fundo Soberano do Brasil, que chegou a ter 35 bilhões de reais e poderia ser um ativo estratégico para o país em discussões internacionais.

Assista à entrevista completa abaixo:

Nota da Redação: O Jornal GGN utiliza ferramentas de inteligência artificial para transcrever e editar conteúdo original gerado pelo canal TV GGN. O uso de I.A. não dispensa, em hipótese alguma, a revisão, edição e apuração por parte do time de jornalistas do GGN antes da publicação.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados