Governo não acredita que Brasil terá 100 mil mortos por coronavírus

"Para o Brasil falar em 100 mil óbitos, nós não acreditamos que chegue nesse número", afirmou o secretário-executivo

Jornal GGN – O ministério da Saúde não acredita que o Brasil chegará a concretizar as projeções de 100 mil mortos por coronavírus no País, considerando uma taxa de mortalidade conservadora, de 0,1% da população nacional. “Para o Brasil falar em 100 mil óbitos, nós não acreditamos que chegue nesse número”, afirmou nesta sexta (3) o secretário-executivo do Ministério, João Gabbardo dos Reis.

O ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou que apesar das projeções feitas por instituições internacionais renomadas, a dinâmica da doença, na prática, pode ser outra.

Gabbardo citou, por exemplo, que a China, com 1 bilhão de habitantes, registrou cerca de 3 mil mortes por COVID-19. Se tivesse de seguir a taxa de mortalidade de 0,1% da população, era para o epicentro da pandemia ter alcançado os 750 mil mortos.

Nesse contexto, Mandetta ponderou que os dados oficiais chineses podem não estar refletindo a realidade. “Um País de 1 bilhão de habitantes ter 3 mil mortos é digno de
muitas perguntas.”

Mandetta, por outro lado, não quis contar quais são as projeções numéricas do Ministério. “Existem [estimativas de mortes] de todas as matizes, mais conservadores, mais arrebatadores. Temos um painel, construímos nosso planejamento por consenso.
Temos nossas estimativas, estamos trabalhando, mas não vamos falar: ‘olha, esperamos isso ou aquilo'”, comentou.

Gabbardo aproveitou o momento para reforçar que o Ministério aprendeu, nos últimos 30 dias de crise, que o número de casos assintomáticos de coronavírus é “muito elevado” e por isso mesmo “não é possível só isolar os sintomáticos.”

Esse entendimento foi o que mudou a recomendação do Ministério sobre o uso de máscaras caseiras entre civis, para formar uma barreira mecânica que impeça a disseminação do vírus por meio de gotículas.

 

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