Governo quer retomar exploração de petróleo e gás na Amazônia

Reservas de gás natural na região caíram 47% ao longo da última década, mas ambientalistas e tribos indígenas apontam riscos para região

Jornal GGN – Dois campos de exploração de petróleo da Petrobras localizados na Amazônia eram considerados opções de investimento até que a estatal decidiu concentrar foco no litoral, por conta da descoberta do pré-sal. Agora, o governo pretende retomar a exploração na região.

Dados da própria ANP mostram que as reservas de petróleo do estado caíram 60%, enquanto as de gás natural recuaram 47%, por conta da mudança de foco da Petrobras e pela dificuldade no desenvolvimento de novas jazidas descobertas no começo da década.

O campo de petróleo de Juruá foi descoberto em 1978, e o campo de Azulão encontrado em 1989. A empresa chegou a manter as concessões de tais áreas na gaveta por considerar alternativas de investimento futuro, mas a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) a obrigou a decidir entre o investimento e a devolução das áreas. Azulão foi vendido à Eneva em 2018, e Juruá, devolvido à agência e concedido à mesma companhia em leilão no dia 4 de dezembro.

Embora os dois campos sejam vistos como marcos na atividade petrolífera na Amazônia, existe a preocupação entre ambientalistas e lideranças indígenas por conta de possíveis impactos socioambientais – estudo elaborado pela ONG 350.org aponta riscos de impactos nas áreas mais próximas a Manaus em 47 comunidades indígenas e 22 unidades de conservação no entorno.

Outros pontos apontados são o desmatamento provocado pela abertura de canteiros de obras e infraestrutura logística, a possibilidade de aumento de mazelas sociais, migração descontrolada, a pressão sobre serviços públicos e a possibilidade de contaminação do ambiente. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

 

 

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