Heleno diz que índios isolados serão tratados como “qualquer cidadão”

Declarações foram dadas durante encontro para proteção dos povos originários na pandemia

Jornal GGN – As declarações do general Augusto Heleno durante a primeira reunião do gabinete de crise para proteger comunidades indígenas em meio a pandemia do novo coronavírus, criado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), não agradou os representantes dos principais povos e o Ministério Público Federal. As informações são da revista Veja.

De acordo com reportagem, as falas do ministro do Gabinete de Segurança Institucional do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) não agradou os participantes o que fez do encontro, por videoconferência, um fiasco.

O ministro é o responsável por coordenar os trabalhos do gabinete de crise, que foi criado para proteger indígenas isolados e de recente contato, considerado os mais vulneráveis à Covid-19. 

Na ocasião, Heleno afirmou que a questão dos povos indígenas deveria ter sido resolvida há 50 anos no Brasil, além de ameaçar tratar os povos encontrados fora de terras demarcadas como produtores rurais, assim eles serão orientados a buscar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar qualquer comorbidade, assim como “qualquer cidadão”.

O ministro de Bolsonaro ainda criticou a própria existência do gabinete e disse que a reunião só foi realizada por conta de ONGs e partidos políticos da oposição.

Incomodados com as declarações, lideranças indígenas de etnias como Marubo, Kaxuyana, Guajajara e Terena, presentes no encontro, criticaram fortemente o ministro do GSI.  

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