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Hoje é dia dos meninos, da falange de Ere: salve Cosme e Damião!

Vinte e sete de setembro

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8 Comentários
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  1. joao

    27 de setembro de 2014 6:21 pm

    As Lembrancas criancas!

    São Cosme e São Damião

    Os gêmeos Cosme e Damião, considerados patronos dos cirurgiões, são santos de muita popularidade entre o povo fluminense. No dia que lhes é consagrado, 27 de setembro, recebem homenagens promovidas por anônimos pagadores de promessa e por centros de culto umbandista. Em ambos, é para as crianças que as práticas convergem.

    No município do Rio de Janeiro, em todos os bairros, as ruas ficam apinhadas de meninos e meninas em correria à procura de brinquedos e squinhos de doces ofertados por devotos. Nos saquinhos, decorados com as figuras dos santos, encontram-se diferentes tipos de doces: cocada, pé-de-moleque, maria-mole, fatia de bolo, cajuzinho, doce-de-leite, balas ou bombons. Dos brinquedos, os mais comuns são os carrinhos, bolas, bonecas, petecas, trenzinhos e apitos. Os devotos dos santos costumam, neste dia, destinar alguns doces e refrigerantes para serem colocados em frente às suas imagens num altar, onde também são acesas velas.

    Como pagamento de promessas, que deve estender-se por sete anos, alguns crentes fazem a festa de mesa, quando sete crianças pequenas — ou catorze, ou vinte e uma, sempre em múltiplo de sete — sentam-se em uma mesa farta, com docinhos confeitados, balas, bolos e refrigerantes. Depois de servidos os menores, todas as outras crianças participam, então, da refeição ritual.

    Em Jacarepaguá, bairro do Rio de Janeiro, uma família vem, por promessa, há mais de trinta anos, festejando a data com uma rica festa de mesa, para a qual é armado um parque de diversões em tamanho reduzido, construído com madeira e folha de flandres. Os brinquedos — roda-gigante, auto-pista, carrossel, trem-fantasma, montanha-russa, chicote — são movimentados por energia elétrica. Bonequinhos vestidos, lâmpadas pequeninas acesas, estacionamento de automóveis e uma cascata com água circular compõem junto com os brinquedos, um conjunto que desperta a curiosidade e a alegria dos pequenos.

    Costumeira, a associação dos dois santos à figura de Doum ou Doim que, segundo a crença popular, era filho de uma empregada da família dos gêmeos e morreu no dia seguinte ao martírio dos irmãos, levado por eles que o amavam muito. É comum as estampas de Cosme e Damião incluírem a figura de uma outra criança, que representa Doum.

    Folclore fluminense. Rio de Janeiro, Departamento de Cultura / INEPAC / Divisão de Folclore, 1982http://jangadabrasil.com.br/revista/setembro70/pn70009a.asp

  2. joao

    27 de setembro de 2014 6:23 pm

    COSME E DAMIÃO – OS SANTOS MABAÇAS

    Nas proximidades do dia 27 de setembro, é comum encontrar, pelas ruas da Bahia, meninos, ou mesmo adultos, a pedir esmolas para São Cosme e Damião (Afrânio Peixoto registra muito oportunamente que, na Bahia, não se diz São Cosme e São Damião e sim São Cosme e Damião), para ocaruru dos santos. A dupla imagem de madeira ou uma simples gravura emoldurada é exposta numa caixa enfeitada em papel de seda colorido, envolta em fitas e cheia de flores, rosas ou flores de laranjeira, muitas vezes. Não se pode comemorar santos tão populares nos lares baianos sem que se peça esmola para a missa. Se é pobre, pode-se ir às ruas, sem a menor cerimônia, pois as esmolas vão realmente ajudar a missa e a festa. Mas se abastado, procuram-se as casas amigas e a esmola é simbólica. Grande é o número de lares baianos que festejam o grande dia dedicado aos dois mártires da Igreja. Tão populares como São João, como Santo Antônio, os dois santos têm a sua festa comemorada sobretudo com um grande almoço, o caruru dos santos. E assim se chama não porque seja o almoço apenas de caruru: os demais pratos de cozinha baiana são apresentados na sua riqueza de gosto e de cor. Tudo no melhor estilo afro-brasileiro, em casas de pobres e de ricos. Em casa em que haja gêmeos: ou que os santos tenham evitado partos gêmeos. Ou que promovam a festa como tradição de família. Nenhum dia melhor para se saborear um grande almoço da cozinha baiana do que o 27 de setembro.

    Que conta a história sobre os dois santos? Que são de origem árabe e se fizeram médicos, com grande prática de caridade, a tal ponto que se tornaram inimigos do dinheiro (anargyros). O pró-cônsul Lysias os perseguiu e lhes inflingiu terríveis torturas, sem maiores resultados, até que foram degolados, isso no ano de 287, sendo Diocleciano imperador romano.

    Que poder extraordinário têm estes dois santos na alma popular baiana para se impôr assim com tanta fé e com tanto entusiasmo? É que ambas as raças, a branca e a negra, trouxeram de cada lado a devoção que aqui encontrou um campo fácil de disseminação. Diz Artur Ramos: “Em vários pontos da Europa, o culto dos gêmeos Cosme e Damião vem de longínquas eras. Nas antigas vilas da Itália, no século XVII, o seu culto tinha evidente signficação fálica. As mulheres esteréis chamavam por Cosme e Damião, que possuíam aliás outros poderes curativos. Havia em várias igrejas, por volta de 1780, larga distribuição, em garrafinhas, de um “óleo santo” de São Cosme e São Damião, que tinha virtudes médicas. Aqueles que se queixavam de algum mal descobriam diante do altar dos santos a parte doente, enquanto uma sacerdotisa fazia friccções com o “óleo santo”, pronunciando esta oração: “Per intercessionem beati Cosmi, liberet te ab omni malo. Amen”. Nos templos antigos praticava-se a incubação: as pessoas doentes dormiam nos templos consagrados aos santos para obterem a cura de seus males. Tal foi o caso de Cosme e Damião.

    Por sua vez, Vieira Fazenda mostra quanto é atingido o culto de Cosme e Damião no Brasil, lembrando que a mais antiga igreja nestes rincões construída, na cidade Igaraçu, em Pernambuco, é dedicada aos dois santos gêmeos. “A fama dos seus milagres corria mundo. As mulheres tributavam-lhe culto para não terem parto duplo, e quando isso acontecia, imploravam a intercessão dos santos para os filhos gêmeos. Em casa onde existam Cosme e Damião, não entra epidemia, porque eles foram sempre considerados advogados contra “feitiços, bruxarias, mau olhado e espinhela caída”. Isso quanto às origens européias da devoção. No que se refere ao ramo africano, sabe-se que foram os nagôs que nos trouxeram os seus gêmos, Ibeji, transformados numa das maiores tradições vivas das populações baianas, especialmente. Pois, repitamos, poucos santos são aqui tão populares quanto eles. Nos lares católicos, suas imagens são comumente encontradas, em oratórios particulares, como também na prática dos negros é invocado, como dissemos, sob o nome de Ibeji, “dentre as divindades africanas uma das de culto mais popular e disseminado nesta cidade”, como afirmava Nina Rodrigues. E acrescentava o mestre: “Sei de famílias brancas, de boa sociedade baiana, que festejam Ibeji, oferecendo às duas pequenas imagens de São Cosme e São Damião sacrifícios alimentares. Numa capela católica muito rica, de um dos primeiros palacetes desta cidade, encontrei eu, numa noite, no exercício da profissão médica, em bandeja de prata e em pequena mesa de charão, as imagens dos santos gêmeos, tendo ao lado água em pequenas quartinhas douradas e esquisitos manjares africanos”. E são exatamente destes esquisitos manjares africanos que se compõem os grandes almoços – o caruru de São Cosme e Damião.

    No seu dia – no dia 27 de setembro – manda-se rezar a missa, numa igreja de sua preferência, em louvor dos santos. Para isso foi que se pediu esmola, de porta em porta, para se rezar a missa e para a festa. Logo depois, é toda umaazáfama na cozinha e no quarto dos santos. Com as flores mais belas se prepara o santuário; com os requintes mais sutis as comidas da inigualável cozinha baiana. Desde a véspera, os tenros quiabos, bem lavados e enxutos, os camarões secos, o puro azeite, as pimentas e tantos outros temperos entram em função para que saia dali o mais saboroso caruru. Porque se no almoço surgirem o vatapá, o efó, o xinxim de galinha, a frigideira de camarão, o siri mole, não se poderá chamar festa dos santos mabaças, se falta o caruru, com seu acompanhamento indispensável que é o arroz de haussá ou o acaçá. Daí a festa ter o nome de caruru de São Cosme. 

    Pronto o almoço, não será para os convidados adultos que sairá logo; que eles tenham paciência. Antes, em pequenos potes e pequenos pratinhos de barro, se colocam com todo respeito, as comidas dos santos, em seus santuários, e ali se deixa para que os gêmeos possam aquilatar do grau da devoção dos donos da casa. Procedida a cerimônia, chamam-se os sete meninos, especialmente convidados. Sim, não será completa a festa se não foram convidados sete garotos para comerem o caruru, no prato comum que não é um prato; mas uma grande tigela ou uma enorme bacia. Ali, a comida é colocada, em geral no quintal sobre uma esteira ou pano da Costa e os meninos formam em redor o seu círculo. Nada de colheres, nada de talheres, pois é com as mãos, apenas com as mãos, que eles se servem para satisfazer a sua gula, o seu apetite. E tem que ser depressa a lambuzar de muito azeite e de muito quiabo nos rostos alegres. São convocados ante o canto dos adultos:

    Vem cá, vem cá, Dois-dois
    Vem cá, vem cá, Dois-dois

    E já os garotos estão comendo, no seu lambuzado e na sua alegria, e os adultos, em redor, cantam deliciosas toadas. Se acabam, levantam a tigela e cantam:

    Vamos levantar
    O Cruzeiro de Jesus
    No céu, no céu, no céu
    A Santa Cruz

    Antes, outras canções são entoadas, com grande entusiasmo dos presentes, meninos ou adultos:

    São Cosme me mandou fazer
    Uma camisinha azul
    Quando chega o dia dele
    São Cosme quer caruru

    E mais:

    São Cosme e São Damião
    Cheira cravo, cheira rosa
    Cheira flor de laranjeira
    Vadeia Cosme, vadeia
    Vadeia Cosme na areia

    O jornalista e poeta Cláudio Tuiuti Tavares recolheu, em excelente estudo sobre Ibeji, variantes destas cantigas e numerosas outras como:

    Cadê sua camisa
    Dois-dois!
    Dois jogando bola
    Com ela
    Dois jogando bola
    Quem não tem pena
    Mamãe
    Quem não tem dó
    De ver Dois-dois
    Na roda
    Brincando só
    Cosme e Damião
    Ogum e Alabá
    Vamos catar conchinha
    Na beira do mar

    Por que sete meninos são convidados de honra para o almoço de Cosme e Damião? Diz-nos a senhora Aurora Martins, que é mabaça e que comemora a festa com tanto carinho, que havia sete irmãos: Cosme, Damião, Doú, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi, todos mabaças, e é por isso que se torna necessário dar o caruru em honra de sete meninos, especialmente convidados, aplacando assim as possíveis cóleras dos santos. E nos adianta que quando criança, tornavam-se debaldes os esforços de sua mãe para que ela fosse devota de São Cosme e Damião. Eis que um dia, em plena rua, recebeu forte golpe no rosto, sem saber quem o tinha aplicado. Ao chegar em casa verificou, ao espelho, que havia na face marca de uma mãozinha: puro castigo dos santos. Daí em diante, jamais deixou de comemorar os santos gêmeos, jamais deixou de oferecer o seu caruru a 27 de setembro.

    Mas não é somente nos lares modestos que se festeja o dia. Se não encontramos mais, nos palacetes da cidade, os rituais africanos que Nina Rodrigues surpreendeu, mesmo assim o “caruru” do grande dia em muita casa de rico ou de pessoas de posse é festejado à larga. A família Benjamin Sales, no Corredor da Vitória, tem mais de cem convidados à mesa do dia de São Cosme e Damião. O repórter Darwin Brandão, autor de honesto livro de receitas da cozinha baiana, acentua ter comparecido a um “caruru” onde havia mais de duzentas pessoas.

    Almoço de Cosme e Damião hoje também famoso da Bahia é o realizado na residência do professor Pires da Veiga, catedrático da Faculdade de Medicina. Sua esposa, dona Haydée Pires da Veiga apresenta dezenas de pratos de pura culinária afro-brasileira, que são a delícia dos seus convidados. Regados de vinhos franceses, precedidos de licores de jenipapo da terra. Os seus almoços de festejo aos dois santos constituem um prazer dos seus amigos, que os aguardam com ansiedade. É que o casal rende sincera homenagem a São Cosme e São Damião, já que tem duas belíssimas mabaças, devotas que são dos seus divinos protetores.

    Mas, se os festejos são profanos, como os famosos carurus, se das igrejas católicas saem procissões dos dois mártires, como a da Lapa à Soledade, nos terreiros dos candomblés se realizam durante todo o dia cerimônias e as mesmas comidas também são esmeradas para que Ibeji sinta, para sua maior glória, a fé dos seus devotos.

    Um mês depois, no dia 25 de outubro, as cerimônias se repetem, embora com menos intensidade: comemora-se a festa de São Crispim e Crispiniano, também mabaças e confundidos na crendice popular com Cosme e Damião, cujas imagenzinhas com sua palma, sua pena e seu livro, estão em quase todos os lares da Bahia, de negros ou de brancos, de pobres ou de ricos, que tenham coração para crer, com sua fé inabalável, nos grandes protetores da saúde da espécie humana.

    (TAVARES, Odorico. Bahia; imagens da terra e do povo)

    http://www.jangadabrasil.com.br/setembro13/fe13090a.htm

  3. joao

    27 de setembro de 2014 6:25 pm

    QUEM É DOUM?

     COSME E DAMIÃO. QUEM É DOUM?

      
      No mês que de setembro próximo há a comemoração de São Cosme e São Damião, motivo pelo qual relevante é se dizer algo sobre eles.
      São Cosme e São Damião são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças.
      Como acontece com tantos outros santos, a vida dos santos gêmeos está mergulhada em lendas misturadas à história real. Segundo algumas fontes eles eram árabes e viveram na Silícia, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 300. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada, motivo pelo qual eram chamados de anárgiros, ou seja, aqueles que não são comprados por dinheiro. 
      O culto aos dois irmãos é muito antigo, havendo registros sobre eles desde o século V, que relatam à existência, em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes levava o nome, que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.
      Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de São Cosme e São Damião é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com até sete (7) anos, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade.
      Entre os adeptos da Umbanda, reza a crença de que para cada dois gêmeos que nascem, um terceiro não encarna neste mundo. Mas, embora não apareça de forma física, Doum também é venerado e respeitado como parte da família dos Ibejis, considerado “aquele que não veio”. Por isso, o mito de Doum também serve de consolo quando uma criança morre bebê ou ainda no ventre materno. Nesses casos, a partida é entendida como o retorno de um desses seres divinos ao mundo do qual não conseguiu se despedir. Mas por serem considerados espíritos infantis, os ibejis são muito confundidos com os erês, que na verdade são espíritos intermediários, mensageiros.
      Existe também a crença popular, de que COSME E DAMIÃO. QUEM É DOUM? era filho de uma empregada da família dos gêmeos, Cosme e Damião e que morreu no dia seguinte ao martírio dos irmãos, e foi levado por eles que o amavam muito. É comum nas estampas de Cosme e Damião se incluir a figura de uma outra criança, que representa Doum.

      Segue, em complemento, a Oração de São Cosme e São Damião, para atender às necessidades dos Irmãos que neles depositam sua fé.

    ORAÇÃO A SÃO COSME E SÃO DAMIÃO

    Amados São Cosme e São Damião,
    Em nome do Todo-Poderoso
    Eu busco em vós a bênção e o amor.

    Com a capacidade de renovar e regenerar,
    Com o poder de aniquilar qualquer efeito negativo
    De causas decorrentes
    Do passado e presente.
    Imploro pela perfeita reparação
    Do meu corpo e
    Dos meus filhos
    ( ………….) – nome dos filhos
    E de minha família.
    Agora e sempre,
    Desejando que a luz dos santos gêmeos
    Esteja em meu coração!
    Vitalize meu lar,
    A cada dia,
    Trazendo-me paz, saúde e tranquilidade.

    Amados São Cosme e Damião,
    Eu prometo que,
    Alcançando a graça,
    Não os esquecerei jamais!
    Assim Seja,
    Salve São Cosme e Damião,
    Amém!

    http://www.ordemmisticaderegeneracao.com.br/0_divulgador167/cosmeedamiao.php

  4. joao

    27 de setembro de 2014 6:28 pm

    Doum

     

    Doum

     Simboliza o ESPÍRITO em sua PRIMEIRA FASE de ENCARNAÇÃO.
    Respresenta a criança recém-nascida e por extensão, a primeira infância. A energia pura, o espírito imaculado.
    No cristianismo é sempre representada pela imagem dos gêmeos SÃO COSME e SÃO DAMIÃO.
    Na Umbanda há uma terceira imagem menor entre os dois santos e representa “DOU” ( ou mais popularmente “DOUM”), o primeiro filho nascido após o parto gêmeo.
    No Candomblé são também chamados de IBEIJIS.
    Suas ferramentas são brinquedos e guloseimas.
    Sua cor é ROSA, a cor rosa da face das crianças.
    Tem sua festa em 27 de setembro.

    Cosme, Damião e Doum eram trigêmeos e que com a morte de Doum os outros dois irmãos se tornaram determinados em aprender e praticar a medicina para curar a todas as crianças, sempre de forma gratuita. Doum, personifica as crianças com idade de até sete anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade.

    Cosme e Damião e Doum, sincretizam com o Orixá Ibeji e representam as crianças na Umbanda, uma linha de trabalhos muito ligada ao Orixá Oxumaré, que traz em si o arco-íris, as cores, a alegria e a renovação da vida presente em cada criança. Dia 27 de setembro, oferenda, velas azul claro e cor-de-rosa, doces, balas e guaraná ou um bom prato de caruru.

    ….Por ser uma linha fechada em seus mistérios, não há muito a ser dito sobre a linha das crianças.

    ….Assim como os caboclos vêm na irradiação de Oxóssi, desenvolvendo seus trabalhos nas linhas de força ativa. São trazidos por Oxalá, Yemanjá, Oxum, etc., os espíritos na forma de crianças para atuarem nas linhas de força dos elementos.

    ,..Essas “crianças” possuem as características do elemento em que atuam.

    …Se trabalham sob a influência do Ar, são alegres e expansivas:

    …Se são da linha do elemento Fogo, são irritáveis facilmente

    …Se são da Terra, são caladas

    ;..Se são da linha de Iemanjá ou Oxum, são carinhosas, melodiosas no falar.

    ….Um elemental é puro quando não comporta os defeitos típicos dos humanos. Mas isso não quer dizer que não possua uma força ativa que possa ser colocada a serviço da humanidade.

    …Muitas entidades, que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito antigas e trazem consigo grandes poderes que escapa à nossa imaginação. Entretanto pelo fato de não serem levadas a sério, o seu poder de ação fica oculto.

    …O Orixá das “crianças” ou Erês, é um Guardião de um Ponto de Força do Reino Elementar, e atua sobre toda a humanidade, sem distinção de credos religiosos. Verificamos que em toda a história, grandes mestres da pintura deixaram legado à humanidade obras valiosas com figuras de anjos infantis retratando-os com sensibilidade e demonstrando suas formas com grande pureza.

    …Trabalham na linha de Umbanda Sagrada como conselheiros e curadores, com uma pureza peculiar das crianças, fazem seu trabalho com satisfação e alegria.

    …Aí está a essência! Como guardiões dos pontos de força do reino elementar, executam seus trabalhos com fortes e puras irradiações na sua origem. Por isso mesmo têm grande facilidade em curar muitas doenças, desde que estas possam ser tratadas com o seu elemento ativo.

    …Por isso foram identificados como Cosme e Damião, santos cristãos curadores que trabalham com a magia dos elementos, e como Ibeji, gêmeos encantados do Ritual Africano Antigo.

    …Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões, preferindo as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Por isso são considerados curadores.

    ….Os espíritos que atuam no reino elementar puro, utilizam-se de nomes que através dos mesmos podemos identifica-los, e ao elemento que utilizam.

    ….Na Umbanda a “corrente” das crianças é formada por seres “encantados” masculinos e femininos. Estes seres encantados são nossos irmãos mais novos e mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consultas, pois nos alertam sobre os mesmos. Sendo assim, demonstram com sutileza que possuem noções de do que é certo e do que é errado.

    ….Eles manipulam as energias elementares e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem.

    ….Na Umbanda, o “mistério criança” é regido pelo Orixá Oxumaré, que é o Orixá da renovação da vida nas dimensões naturais.

    Partes retiradas do Livro: “ UMBANDA SAGRADA” de Rubens Saraceni

    http://espiritualizandocomaumbanda.blogspot.com/2010/08/doum.html

  5. joao

    27 de setembro de 2014 6:35 pm

    Criolo – DOUM

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=aIGYh-B0oy0%5D

  6. joao

    27 de setembro de 2014 6:51 pm

    Ibejada, Ibeji, São Cosme, São Damião, Doum

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=kux_JHljz1Y%5D

  7. joao

    27 de setembro de 2014 6:52 pm

    CRIANZAS COMPILADO 27 PONTOS CON LETRA

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=8yJJ3i2Z5IU%5D

  8. TALLITA

    19 de janeiro de 2016 5:21 pm

    duvidas

    quero conhecer a historia da ere conchinha 

     

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