IGP-M termina novembro em alta de 3,28%

Com resultado, índice responsável pelo ajuste dos contratos de aluguel acumula alta de 21,97% no ano e de 24,52% em 12 meses, diz FGV

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 3,28% em novembro, ficando acima dos 3,23% vistos em outubro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com isso, o índice responsável pelo reajuste dos contratos de aluguel acumula alta de 21,97% no ano e de 24,52% em 12 meses. Em novembro de 2019, o índice havia subido 0,30% e acumulava alta de 3,97% em 12 meses.

“O avanço nos preços de commodities agropecuárias importantes consolidam o IPA como índice a contribuir para o avanço da taxa do IGP. Nesta edição, destacaram-se milho (10,95% para 21,85%), trigo (2,32% para 19,20%) e bovinos (6,92% para 7,40%)”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços da FGV, em nota.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 4,26% em novembro, ante 4,15% em outubro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 2,74% em novembro, ficando pouco abaixo dos 2,84% vistos no mês anterior, enquanto a taxa do grupo Bens Intermediários passou de 3,74% em outubro para 4,07% em novembro. Entre as matérias-primas brutas, o índice subiu 5,60% em novembro, ante 5,55% em outubro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,72% em novembro, ante 0,77% em outubro, sendo que quatro das oito classes de despesa componentes do índice reduziram suas variações, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (3,10% para 1,44%), seguido pelos grupos Alimentação (1,90% para 1,61%), Habitação (0,32% para 0,23%) e Despesas Diversas (0,12% para -0,04%).

Em contrapartida, os grupos Transportes (0,12% para 0,94%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,04% para 0,16%) e Comunicação (0,08% para 0,09%) registraram acréscimo em suas taxas de variação.  Já o grupo Vestuário repetiu a taxa do outubro, que foi de 0,29%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 1,29% em novembro, ante 1,69% no mês anterior, por conta da desaceleração do grupo Materiais e Equipamentos (4,12% para 2,85%), enquanto os grupos Serviços (0,33% para 0,73%) e Mão de Obra (0,19% para 0,24%) avançaram no período de pesquisa.

 

 

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