Governo Bolsonaro insiste em congelar aposentadoria para pagar Renda Cidadã

Apesar dos desmentidos do presidente, o governo negocia com aliados do Congresso o congelamento dos benefícios sociais e aposentadorias para quem ganha acima do salário mínimo e por de pé Renda Cidadã

Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) mente para a população ao dizer que vai demitir qualquer integrante do seu governo que proponha o congelamento de aposentadorias e benefícios sociais de quem recebe acima de um salário mínimo (R$ 1.045,00).

É isso que indicam as conversas entre integrantes da sua base aliada no Congresso Nacional e representantes do seu governo para incluir no parecer do relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial, senador Márcio Bittar (MDB-AC), gatilhos de contenção de despesas obrigatórias, ou seja, o congelamento das aposentadorias, entre outros benefícios.  A informação vem sendo vazada e publicada em jornais como O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo.

Como se já não bastasse a reforma da Previdência que aumentou o tempo de contribuição, diminuiu o valor de aposentadorias e pensões, inclusive para viúvas e órfãos, além do auxílio-doença, o governo federal quer arrochar ainda mais os valores pagos aos pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A ideia é conseguir recursos para pagar o Renda Cidadã ou Renda Brasil (nem o nome do programa o governo decide), em substituição ao Bolsa Família, criado por Lula. O discurso de Bolsonaro de que “não tiraria dos pobres para dar aos paupérrimos” cai por terra.

Diante da segunda onda da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o governo sabe que para manter um mínimo de comida no prato dos brasileiros e manter a sua popularidade, cada vez mais em queda como demonstram diversas pesquisas de opinião, precisa continuar a pagar o auxílio emergencial.

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Como não sabe de onde tirar o dinheiro porque não entende de políticas públicassegundo a ex-ministra de Combate à Fome, Tereza Campello e o ex-ministro da Educação, Janine Ribeiro, em entrevista a Portal CUTBolsonaro ataca os pobres e a classe média. Taxar as grandes fortunascobrar dos devedores do INSS, como defendem a CUT e diversos economistas, está fora de cogitação para este governo neoliberal.

Outro argumento do governo para não reajustar o valor das aposentadorias e pensões é manter o Teto de Gastos Públicos, que congelou os investimentos por 20 anos, impedindo qualquer gasto acima da inflação. A Emenda Constitucional (EC) Nº 95, que criou o teto foi aprovada em 2016, no governo de Michel Temer (MDB-SP), ano do golpe que derrubou a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Também há discussões de cortes em isenções e subsídios tributários, exceto para micro, pequenas e médias empresas, cadastradas no  Simples Nacional os benefícios regionais. Por isso, o porcentual de corte das renúncias em outras áreas terá de ser um pouco maior, em torno de 20% a 25%.

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10 comentários

  1. O Presidente cada vez mais lendário. Não é à toa que está acabando com todos cancros do Parasitismo de Estado Ditatorial Caudilhista Absolutista Assassino Esquerdopata Fascista que destrói esta Nação desde 1930. Não mexendo com quem ganha 1 Salário Mínimo, Bolsonaro não mexe com 90% dos Aposentados Brasileiros. Ou seja Bolsonaro está salvando a População Brasileira, atacando os 1% dos Beneficiários da Mamata Nacional de SuperSalários e SuperAposentadorias do da Elite Parasitária do Poder Público, entre eles Judiciário e Universidades Públicas. Estamos vendo como se constrói um mito.

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      • Ô bobão do sr. Sérgio ! Quem acredita nessa lenda que esta falando é só você Mesmo!O governo de bostonaro é dos ricos somente! Quem sabe vc não está incluído nesse meio! Um governo apoiado por ricos( minoria) e uns bobões Pobres e alguns religiosos que acreditam em seus pastores e acham que está tudo bem! Abra o olho pois o Brasil já está ficando pior há muito tempo, desde a posse desse imbecil! a nível nacional e internacional!

    • masculino : Não conheço uma única pessoa que ganha este teto de aposentadoria. A maciça maioria fica entre 1 e 1,5 salário mínimo até uns “afortunados” entre 3 e 3,5 salários. Como afirmei, a População Brasileira maciçamente é de aposentadoria de salário mínimo.

  2. Para resolver este problema sugiro ao Paulo Jegues que taxe os dividendos recebidos pelos ricos.
    Nem ia precisar de CPMF.

  3. Nassif.

    penso que voce deveria incluir um botão “denunciar comentário” neste seu blog.
    Junto com estes do facebook, twiter, etc etc

  4. Os aposentados das universidades públicas e do judiciário, não recebem do INSS, e sim do tesouro, são funcionários públicos.
    Acho que alguns andam tomando alguma coisa estragada…eu heim!

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  5. Alienado é pouco! Ele acha que $ do teouso é o que senão dinheiro público do contribuinte! kkk cada bestialidade.

  6. Como o Nassif deve estar dando escarcalhadas com as transcrições bestialógicas deste ser nauseabundo com pseudonimo Zé e não vai bloquear tal abjeta ordinária escrotice, sugiro um pacto de não agressão e total ignorância da presença deste insignificante coliforme que empesteia estas páginas e que já não percebo tal contaminação faz eras. Tenho dito!

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