4 de junho de 2026

Inflação de janeiro é a mais alta para o mês desde 2016

IPCA começou o ano em 0,54%, por conta do impacto exercido pelo aumento dos custos da alimentação no domicílio
Foto: Imagem de Steve Buissinne por Pixabay

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 0,54% no mês de janeiro, o maior resultado para o mês desde 2016, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com o resultado, o indicador acumula alta de 10,38% nos últimos 12 meses, acima dos 10,06% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2021, a variação mensal foi de 0,25% e, no mês de dezembro, a inflação foi de 0,73%.

“Foi a alimentação no domicílio (1,44%) que influenciou essa alta. Mais do que a alimentação fora do domicílio, que desacelerou de 0,98% para 0,25%”, disse o analista da pesquisa, André Filipe Almeida, em nota.

O grupo alimentação e bebidas terminou janeiro em alta de 1,11%, e exerceu o maior impacto no índice do mês (0,23 ponto percentual).

Embora itens como carnes (1,32%) e as frutas (3,40%) tenham exercido impacto importante, o levantamento também destaca a 11ª alta consecutiva do preço do café moído (4,75%), que já acumula 56,87% nos últimos 12 meses. Outros destaques foram a cenoura (27,64%), a cebola (12,43%), a batata-inglesa (9,65%) e o tomate (6,21%).

Na outra ponta, os principais recuos foram registrados nos preços do arroz (-2,66%), do frango inteiro (-0,85%) e do frango em pedaços (-0,71%).

Transportes recuam após alta em dezembro

Seguindo o IBGE, a desaceleração do IPCA no comparativo mensal foi puxada pelos transportes, que recuou 0,11% após subir 0,58% em dezembro devido a queda dos preços das passagens aéreas (-18,35%) e dos combustíveis (-1,23%).

Além da gasolina (-1,14%), também houve queda nos preços do etanol (-2,84%) e do gás veicular (-0,86%). O óleo diesel (2,38%) foi o único a subir em janeiro. Outros destaques negativos foram os transportes por aplicativo (-17,96%) e o aluguel de veículo (-3,79%).

Em habitação (0,16%), os preços desaceleraram em relação ao mês anterior (0,74%), principalmente por conta do recuo da energia elétrica (-1,07%), enquanto os preços do gás de botijão (-0,73%) recuaram pela primeira vez após 19 meses de alta.

Entre os demais grupos, a maior variação veio de artigos de residência (1,82%), com destaque para eletrodomésticos e equipamentos (2,86%), mobiliário (2,41%) e TV, som e informática (1,38%), cujos preços aceleraram em relação a dezembro.

Os grupos vestuário (1,07%) e comunicação (1,05%) também tiveram altas. Os demais ficaram entre o 0,25% de educação e o 0,78% de despesas pessoais.

Na análise por capitais, quase todas as áreas pesquisadas tiveram alta em janeiro, sendo que a maior variação ocorreu no município de Aracaju (0,90%). A exceção ficou com a região metropolitana de Porto Alegre (-0,53%).

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