A prévia da taxa oficial de inflação continua a perder força: o IPCA-15 encerrou o mês de março em 0,69%, abaixo dos 0,76% contabilizados em fevereiro, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A queda também é vista nos indicadores acumulados: o IPCA-E (acumulado trimestral) ficou em 2,01%, menor do que os 2,54% registrados no mesmo período do ano passado.
Nos últimos 12 meses, a variação do IPCA-15 foi de 5,36%, abaixo dos 5,63% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2022, a taxa foi de 0,95%.
O grupo Transportes apresentou a maior variação e o maior impacto apurado no período, com 1,50% e 0,30 p.p. respectivamente, por conta do aumento de 5,76% no preço da gasolina e de 1,96% nos preços do etanol.
Outro ponto a ser destacado foi a alta de 9,02% do item transportes por aplicativo, após recuo de 6,05% no mês passado.
Óleo diesel (-4,86%) e gás veicular (-2,62%) registraram queda, diferentemente dos demais combustíveis (4,67%).
Saúde e Habitação ganham força no período
Habitação (0,81% e 0,12 p.p.) apareceram em seguida.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (alta de 1,18% e 0,15 ponto percentual de impacto), os perfumes (5,88% e 0,06 p.p.) exerceram a maior influência, em contraponto ao que se viu em fevereiro, quando os preços caíram 1,66%.
Desta forma, os itens de higiene pessoal subiram 2,36% em março, impactados também pelos artigos de maquiagem (3,81%), sabonetes (1,85%) e produtos para cabelo (1,34%).
Além disso, o item plano de saúde (1,20%) continua incorporando as frações mensais dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023.
No caso do grupo Habitação (alta de 0,81% e 0,12 ponto de impacto), o destaque ficou com a alta de 0,81% na tarifa de energia elétrica residencial (2,85% e 0,11 p.p.).
Alimentação desacelera
Segundo o IBGE, a desaceleração do grupo Alimentação e bebidas (de 0,39% em fevereiro para 0,20% em março) foi influenciada pelas quedas mais acentuadas nos preços da batata-inglesa (-13,14%) e do tomate (-6,34%).
Também foram registrados recuos nos preços da cebola (-12,13%), do óleo de soja (-2,47%), do contrafilé (-2,04%) e do frango em pedaços (-1,94%). No lado das altas, o destaque foi o ovo de galinha, cujos preços subiram 8% em março.
A alimentação fora do domicílio passou de 0,40% em fevereiro para 0,68% em março. Tanto o lanche (1,02%) quanto a refeição (0,50%) tiveram variações superiores às do mês anterior (quando as altas foram de 0,78% e 0,16%, respectivamente).
Único grupo em queda no mês, a categoria Artigos de residência (de 0,71% para -0,18%) foi influenciada pelo recuo de 1,81% dos itens de tv, som e informática, em particular os televisores (-1,89%) e os computadores pessoais (-1,68%). Os demais grupos ficaram entre o 0,08% de Educação e o 0,75% de Comunicação.
Quanto aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas tiveram alta em março, com destaque para as altas vistas em Porto Alegre e Curitiba, ambas com 1,13%. Já o menor resultado foi observado em Salvador (0,37%).
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