18 de junho de 2026

Prévia da inflação tem queda em maio, mas alimentos e energia pressionam IPCA-15

Índice desacelera na comparação com abril, mas IBGE destaca que alimentos e habitação continuaram pressionando os preços
Foto de Marcello Casal Jr - Agência Brasil

IPCA-15 de maio registrou inflação de 0,62%, queda de 0,27 ponto percentual em relação a abril, segundo IBGE.
Alimentação (1,38%) e Habitação (1,03%) puxaram alta; Transportes teve queda de -0,33%, com gasolina em baixa.
Goiânia teve maior alta (1,41%) no IPCA-15, Brasília a menor (0,33%), influenciadas por combustíveis e transporte.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A prévia da inflação de maio medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) foi de 0,62%, 0,27 ponto percentual abaixo da taxa de abril (0,89%), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,02% e, em 12 meses, 4,64%, acima dos 4,37% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, o IPCA-15 foi de 0,36%.

Os grupos Alimentação e Bebidas (1,38% e 0,30 p.p.) e Habitação (1,03% e 0,15 p.p.) contribuíram positivamente no resultado geral, enquanto Transportes foi o único grupo com resultado negativo (-0,33%).

Entre produtos e serviços pesquisados para o cálculo do IPCA-15, os maiores impactos sobre o índice geral vieram da energia elétrica residencial (2,16% e 0,09 p.p.), das carnes (1,98% e 0,06 p.p), da higiene pessoal (1,60% e 0,06 p.p) e do leite longa vida (6,07% e 0,05 p.p.).

Entre os subitens com impactos negativos neste mês, destacaram-se gasolina (-1,32% e -0,07 p.p.), etanol (-2,73% e -0,02 p.p.) e café moído (-2,09% e -0,01 p.p.).

A categoria alimentação no domicílio saiu de 1,77% em abril para 1,73% em maio, por conta das quedas da maçã (-2,32%) e do café moído (-2,09%). Por outro lado, destacaram-se as altas da batata-inglesa (26,29%), do tomate (12,97%), do leite longa vida (6,07%) e das carnes (1,98%).

Já a alimentação fora do domicílio (0,51%) desacelerou em relação a abril (0,70%), com as variações da refeição (0,57%) e do lanche (0,37%) que, em abril, haviam subido 0,65% e 0,87%, respectivamente.

Os preços do grupo Habitação subiram 1,03%, com destaque para a energia elétrica residencial (2,16%), principal impacto individual (0,09 p.p) no IPCA-15 de maio, mês em que passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$1,885 a cada 100kWh consumidos.

No grupo Transportes (-0,33%), os combustíveis desaceleraram de 6,06% em abril para -1,47% em maio. Houve recuos no etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e na gasolina (-1,32%). Já o gás veicular teve alta de 2,12%. As passagens aéreas aumentaram 3,25%, após recuarem 14,32% em abril.

Entre as 11 áreas onde os preços são coletados para o cálculo do IPCA-15, a maior alta foi registrada em Goiânia (1,41%), por conta das altas do etanol (16,62%) e da gasolina (9,67%). O menor resultado foi em Brasília (0,33%), com os recuos do ônibus urbano (-3,30%) e da gasolina (-2,96%).

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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