Nesta quarta-feira (01), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um post na plataforma Truth Social, afirmou que o Irã teria solicitado um cessar-fogo em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. Segundo ele, o contato teria sido feito por um “novo presidente” iraniano, declaração essa que foi rapidamente contestada pelo regime de Teerã.
Mesmo assim, o presidente norte-americano declarou que iria considerar a proposta “quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e limpo”: “Até lá, vamos pulverizar o Irã ou, como se diz, mandá-lo de volta à Idade da Pedra!!!”.
Após a postagem, a Guarda Revolucionária, o Exército ideológico do regime que mantém o controle do estreito, enfatizou que manterá a passagem fechada para os “inimigos” e rejeitou o que descreveu como “ações performáticas” do presidente Trump.
“A situação no Estreito de Ormuz também está totalmente sob o controle das forças navais da Guarda Revolucionária (…) Não será aberto aos inimigos”, acrescentou.
De acordo com o portal O Globo, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi respondeu a falsa informação de Trump e descartou qualquer iniciativa de trégua. O governo ainda destacou que a estrutura de poder iraniana não sofreu mudança e segue organizada sob a liderança do aiatolá, figura central do sistema político.
Para o Irã, um cessar-fogo não iria favorecer o país, pois abre espaço para que Israel e os EUA volte a bombardeá-los a qualquer momento. O que eles desejam é apenas o fim definitivo da guerra, sem risco de agressões futuras e que “o agressor seja punido e uma total indenização seja paga ao Irã”.
Outro ponto destacado é que, no sistema iraniano, o líder supremo concentra o poder decisório sobre temas estratégicos, incluindo política externa e segurança nacional. Dessa forma, qualquer negociação relevante dependeria dessa autoridade, e não de um eventual “novo presidente”, como sugerido por Trump.
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