Uma reportagem do portal Financial Times publicada nesta quinta, 24 de outubro, revela um plano desumano por parte militar de Israel que pode matar milhares de palestinos de fome ao norte de Gaza.
A ideia seria sitiar o norte de Gaza, emitir ordem de evacuação, declarar área militar e impedir a entrada de ajuda humanitária, para forçar o Hamas a se render. Quem não abandonar a região, como orientado, será considerado alvo militar e não terá acesso a medicamentos, comida ou qualquer tipo de ajuda humanitária.
Na prática, isso significa que civis que permanecerem no local podem morrer de fome. Segundo estimativas da ONU, ainda há cerca de 400.000 mil palestinos ao norte de Gaza.
Segundo o FT, após um ano de massacre israelense em Gaza, o plano batizado de “Plano dos Generais” surgiu com uma tentativa desesperada de recuperar os reféns israelenses que ainda estão presos pelo Hamas e extinguir o grupo.
O plano que viola o direito internacionais foi criado pelo ex-conselheiro de segurança nacional Giora Eiland. Ao sitiar e estabelecer-se militarmente ao norte de Gaza, Israel passaria a mensagem de que não deixaria a região até o Hamas ceder.
De acordo com o FT, a Defesa de Israel nega oficialmente que tenha aderido ao plano. Mas Benjamin Betanyahu teria dito a parlamentares, semanas atrás, que estava “considerando” a ação. Financial Times ouviu de entidades que defendem os direitos humanos em Israel e acompanham a situação em Gaza, que há sinais de que o plano está sendo executado silenciosamente.
Os sinais do plano em andamento
Um desses sinais seria o fato de que Israel isolou uma cidade ao norte de Gaza e emitiu ordens de evacuação para o sul, mesmo não existindo mais região segura no enclave.
Em uma semana, a área sitiada foi bombardeada mais de 100 vezes, quase equivalendo à quantidade de ataques para todo o mês de setembro em Gaza. O jornal ainda relata que a expansão desse tipo de ação está em curso para outras regiões.
Além disso, houve redução considerável da entrada de ajuda humanitária. A agência da ONU para refugiados palestinos foi proibida de prestar qualquer assistência desde o final de setembro. Depois de muita pressão internacional, Israel permitiu a entrada de um caminhão de farinha.
O hospital Kamal Adwan em Beit Lahia, no norte de Gaza, está impedido de receber medicamentos e outros insumos há semanas. Também recebeu ordem para evacuar, mas os médicos alegam que não conseguem sair nem remover os pacientes e as outras pessoas que se instalam pela ajuda humanitária. Com a unidade sitiada, eles relataram que se mais ajuda humanitária não puder entrar nos próximos dias, a fome será o principal desafio a enfrentar.
Sem comentários
Segundo o FT, embora o governo de Israel negue oficialmente executar o “Plano dos Generais”, “a mídia israelense relatou no mês passado que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia dito aos parlamentares que estava considerando o esquema.” Mas agora, o gabinete de Bibi prefere não comentar.
Quatro grupos de direitos humanos — Gisha, B’Tselem, PHR-I e Yesh Din — disseram que havia “sinais alarmantes” de que Israel estava “silenciosamente” começando a implementar o plano e pediram intervenção à comunidade internacional esta semana.
O fato de declarar uma região em Gaza como área militar e invadi-la, não exime Israel da responsabilidade sobre o que vier a acontecer com os civis palestinos, que seria considerado crime de guerra e violação ao direito internacional. FT ressaltou que é por isso que, dentro do próprio governo, haveria alguma resistência, entre a cúpula militar, em executar o plano.
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Bruno Payolla
24 de outubro de 2024 1:26 pmSe Hannah Arendt estivesse viva, o que ela poderia acrescentar à maldade, perversidade vinda de seus conterrâneos?
Maria
24 de outubro de 2024 2:20 pmMeu.marido Jackson Benjamim ele e médico na Palestina em gaza e.um canadense eu choro muito por isso ele não alimentação nem agua nem recurso nos hospitais estao passando muita fome ele ajuda para tirar ele do país or favor me ajudar ele.nem for no.brasil de medico
Gabriel
24 de outubro de 2024 2:46 pmHannah Arendt era alemã
Cristiano Torres
24 de outubro de 2024 6:37 pmEra judia. Esteve em Israel, se quisesse morar lá, teria cidadania.
Antonio Uchoa Neto
25 de outubro de 2024 6:22 pmNão creio. Seria persona non grata. De qualquer forma, foi o bastante ter inventado aquela papagaiada de banalidade do mal, esquecendo-se da banalidade do bem cometida por americanos, e, hoje, pelos israelenses.
ed.
24 de outubro de 2024 3:13 pmÉ impressionante a passividade mundial frente ao que está acontecendo em Gaza e mais de 2 milhões de seres humanos, em meio a escombros, expostos à fome, sede, doenças, insegurança, clima, lixo, sem ter escolas, hospitais, moradia, trabalho, àgua, eletricidade, esgotos, comunicações, futuro … e a morte rondando aleatoriamente.
Não, não vamos esquecer dos que em festa caíram em um dia de terrorismo.
O que não dá é pra aceitar que um terror seja pago com outro, que 1 dia seja pago com mais de ano (s?), que mil sejam pagos por 40 mil, que a existência de uns seja paga com o extermínio de outros, que o espaço de uns seja pago com a remoção de outros, que o bem estar de uns seja pago com o sofrimento de outros.
Que humanidade em está que assiste a isso?
Até os inomináveis nazistas faziam suas barbaridades escondidas.
Hoje é à luz do dia, com áudio e video em tempo real, sem nenhum constrangimento ou vergonha.
Chega a dar um tanto dela em pertencer a está mesma espécie, né não?
Bernardo
24 de outubro de 2024 3:41 pmO Gueto de Varsóvia versão sionista. Esse governo nazifascista de Netaniahu vai destruir o Estafo de Israel com tanto ódio aos palestinos.
Paulo Nogueira
25 de outubro de 2024 12:48 pmO governo sionista de Israel, financiado pelos USA e seus comparsas europeus, tornou-se mais perigoso que o nazismo para a civilização humana, haja vista que conta com a proteção dos seus financiadores, na ONU, para cometer crimes de genocídio.