No último domingo (15) o Partido dos Trabalhadores (PT) encaminhou um documento ao Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) solicitando a cassação da chapa de vereadores do Partido Liberal (PL) em Balneário Camboriú (SC).
De acordo com o texto de autoria não só do PT, mas também do PCdoB e do PV, que compõem a Federação Brasil da Esperança, e a Federação PSOL/Rede, a chapa teria supostamente cometido uma fraude na cota de gênero dentro do partido.
Com isso, um dos parlamentares eleitos que pode ser cassado é Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o portal da CNN Brasil, no documento, além da cassação, é solicitada a inelegibilidade dos vereadores por pelo menos oito anos.
Atualmente, o PL conta com o maior número de cadeiras na bancada da Câmara Municipal da cidade, sendo seis das 19 vagas, com:
- Jair Renan Bolsonaro
- Victor Forte
- Kaká Fernandes
- Guilherme Cardoso
- Asinil Medeiros
- Anderson Santos
A fraude
A solicitação expõe que pelo menos quatro das candidatas femininas nas últimas eleições pelo PL teriam sido “laranjas”, implementadas para que a cota de gênero eleitoral fosse completada, e que não houve investimento igual das campanhas de mulheres candidatas, assim como teve aos candidatos homens pelo PL, além do “recrutamento de candidatas com pouco potencial eleitoral”.
“A ausência de gastos, a inexistência de atos de campanha, elevada disparidade da distribuição de recursos financeiros em comparação com os candidatos, entre outros, que faz suscitar a presente investigação por fraude”, diz o pedido ao TRE-SC.
Até o momento, nenhum dos envolvidos e nem o partido se pronunciou sobre o caso. A defesa de Jair Renan Bolsonaro apenas informou que a notificação ainda não foi despachada pelo juiz.
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