O jornalismo independente enfrenta um novo capítulo de uma velha tática: o uso do Judiciário para asfixiar vozes crítica. O ex-governador de SP e empresário João Doria processou o GGN devido a um texto de opinião assinado por um colaborador. Ele ganhou em primeira instância e o GGN foi obrigado a pagar uma indenização cujo valor chegou a ser fixado por um juiz em R$ 100 mil. Após recursos, o montante caiu pela metade, mas foi acrescido de honorários advocatícios, custas processuais, correções, etc.
A defesa de Doria conseguiu bloquear as contas da nossa editora-chefe, Lourdes Nassif, irmã e sócia de Luís Nassif no GGN. Lourdes é uma profissional que vive de seu salário. Ela atravessou, em silêncio, meses de transtorno com todos os seus recursos travados, até nossa defesa conseguir o desbloqueio. O GGN, por sua vez, foi obrigado a excluir o texto e está proibido de citar os termos que Doria considerou ofensivos.
O processo chegou a ser arquivado. Mas em decisão recente, de fevereiro de 2026, Doria conseguiu reativar a ofensiva. Agora, para fazer frente à indenização, ele quer esvaziar a poupança, as contas bancárias com qualquer rendimento decorrente de trabalho e até mesmo as cotas societárias de Lourdes Nassif. Isso mesmo: Doria quer ser o nosso “patrão”.
João Doria é uma figura pública e, como tal, deveria estar habituado ao escrutínio da mídia. No entanto, ele escolheu o caminho da intimidação financeira. Doria não precisa de 1 real de uma jornalista ou veículo independente. Estamos falando de um empresário multimilionário — em 2016, quando ele disputou a prefeitura de São Paulo, declarou um patrimônio de mais de R$ 179 milhões, que hoje equivalem aproximadamente a R$ 290 milhões, apenas corrigidos pela inflação.
Se não precisa de dinheiro, o que pretende João Doria? A resposta é simples: nossa asfixia financeira. Essa estratégia não é nova para nós. Doria segue o mesmo roteiro de Luiz Zveiter, de Eduardo Cunha, do MBL: todos eles buscaram sufocar a estrutura do GGN e a vida de seus editores movendo ações judiciais onde requerem indenizações em valores exorbitantes, que colocam em risco a continuidade do nosso projeto. Eles não querem o direito de resposta: eles querem tornar inviável a existência de veículos que não se curvam.
Como você pode ajudar
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Para fazer frente às despesas de mais uma ação judicial e garantir que nossa editora-chefe e equipe possam trabalhar sem a espada de João Doria sobre suas cabeças, precisamos da sua colaboração.
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Com muita resiliência, seguimos na luta para superar todos os obstáculos impostos ao jornalismo independente. Principalmente, a proliferação de ações judiciais que nos penalizam com multas extravagantes, com o único propósito de tentar quebrar nosso espírito.
Contamos com a compreensão e o apoio de vocês, nossos fiéis leitores, para enfrentar mais essa batalha.
Rui Ribeiro
19 de março de 2026 1:58 pmA carapuça se encaixou perfeitamente na cabeça de cazzo desse imbecil.
Nassif, se tiver uma conta bancária, posso ajudar. Pouco, mas posso.
Eles querem ouvir só o que agrada aos seus tímpanos. Mas nenhum deles vai a um show do Pink Floyd, pois ficam cagando o tempo todo.
AMBAR
19 de março de 2026 2:31 pmJoão Dória está precisando de um fubá!
Rodrigo L
19 de março de 2026 2:41 pmInfelizmente o judiciário está cada dia pior, hoje por exemplo para salários acima de 5mil eles tem autorizado a penhorar o excedente para pagamentos de dívidas que não sejam de pensão alimentícia (bancos em geral)…ai vão dizer que com 5mil você vive dignamente, mesmo que vc tenha uma família para sustentar…muito disso é decorrente de malabarismos judiciais que vão contra a constituição e de as tais jurisprudências que vão se adequando aos casos mais esdrúxlos como esse de penhorar salário (pago em conta salário ainda)…lembrando que o judiciário atua concomitante aos interesses da elite e do sistema bandido em que vivemos, “tira de quem não tem e dá para quem não precisa”…o pessoal fala muito desse stf ai, mas a verdade que talvez com exceção do Dino, todo mundo lá sem exceção é do andar de cima…basta ver os lugares e pessoas que esses ministros frequentam e se relacionam…a ironia é que grande parte desse STF foi eleição dos governos do PT…o Nassif como economista sabe que a política de juros extorsivos é talvez uma das maiores transferências de renda dos que não tem para os que tem, em pleno governo “progressita” que vivemos…
Elena
19 de março de 2026 3:10 pmNassif, eu quero ajudar, mas preferia depositar a minha contribuição em uma conta corrente. Será que vc não pode fornecer uma conta corrente para que eu possa depositar durante 6 meses uma certa quantia? Não tenho PIX pq não confio ainda no sistema.
Carla Medeiros
20 de março de 2026 11:25 pmOlá Nassif, aqui do Sul, seguimos insistentemente te acompanhando em silêncio e à distância.
Caro guerreiro do pensamento jornalístico.
Pena que muitas(os) da classe média sem rumo, desconsiderando a classe média alta, que estão a milhares de km’s dos ricões e ainda tem a ignorância de pensar “controle C – controle V” igual a eles. Divulgamos sua agudas reflexões, que criticam e fazem pensar as pessoas que querem o bem de outrens.
Parabéns guerreiro por não esconder-se dessas “larápios” ricões e com a honestidade de um jornalista que pensa , responde “olho a olho” o Dóris, que por ironia, tem seus parentinhos riquinhos em nossa terrinha Joinville. Siga firme e com méritos continuamente, como é seu estilo no jornalismo investigativo e que clareiem as mentes obscuras. Abç’s
Fábio de Oliveira Ribeiro
19 de março de 2026 4:19 pmO beneficiário da condenação pode tentar receber a condenação, mas o devedor não deve ser reduzido à condição indigna de servo ou escravo do credor. Isso é incompatível com a proteção expressamente outorgada pela constituição à dignidade humana do devedor. Uma empresa de comunicação não deve ser “garroteada” ideologicamente porque uma dívida não pode ser paga agora. O pagamento poderá ocorrer depois, sem que ela seja estrangulada. Pagamentos parciais voluntários podem ser feitos para frear o ímpeto do credor e demonstrar a boa vontade do devedor. Levar adiante a penhora mencionada no texto é algo temerário demais, uma afronta à liberdade de imprensa (algo que o Estado também deve preservar, assim como a dignidade humana do devedor que não pode ser rebaixado à condição de servo ou escravo). No Direito Romano mais antigo, o devedor podia ser apreendido e vendido como escravo do outro lado do Rio Tigre. Não me parece que isso possa ocorrer com os sócios do GGN, até porque já no mundo antigo a execução na pessoa do devedor foi abolida.
jose carlos lima
19 de março de 2026 5:20 pmO GGN atua contra esse fosso social que é a falsa narrativa, dai a perseguição.
Não podemos permitir a vitoria da falsa narrativa, pois isso seria o retorno do povo a fila do oaso e a entrega do patrimonio nacional a sanguessugas ianques
Todos juntos e defesa do Ggn e da liberdadade de exlressao
Eduardo Ramos
19 de março de 2026 6:37 pmNão só vou colaborar com o que puder, como ajudar a espalhar esse artigo. Vergonhosa a atitude do Dória!
Dórinhamimadinho.marcelo
19 de março de 2026 6:41 pmSÃO COVARDES E O PIOR É O JUDICIÁRIO DAR GAMHO DE CAUSA MUITO DESPROPORCIONAL,CTZ ALGUM AMIGUINHO DELE ,NASSIF PRECISA.FAZER AÇÕES PROMOCIONAIS NO GGN E OU ALUGAR ESPAÇO PARA MATÉRIAS !!!
Augusto Cesar Correia Gay
19 de março de 2026 7:44 pmNassif, como posso ajudar?
Tulio
19 de março de 2026 8:17 pmQual o Pix?
roberto quintas
20 de março de 2026 9:12 amIndependente? Servindo de assessoria de imprensa do governo chinês, como o Brasil 247?
Ou defendendo a teocracia islâmica?
Carla Medeiros
20 de março de 2026 11:26 pmOlá Nassif, aqui do Sul, seguimos insistentemente te acompanhando em silêncio e à distância.
Caro guerreiro do pensamento jornalístico.
Pena que muitas(os) da classe média sem rumo, desconsiderando a classe média alta, que estão a milhares de km’s dos ricões e ainda tem a ignorância de pensar “controle C – controle V” igual a eles. Divulgamos sua agudas reflexões, que criticam e fazem pensar as pessoas que querem o bem de outrens.
Parabéns guerreiro por não esconder-se dessas “larápios” ricões e com a honestidade de um jornalista que pensa , responde “olho a olho” o Dóris, que por ironia, tem seus parentinhos riquinhos em nossa terrinha Joinville. Siga firme e com méritos continuamente, como é seu estilo no jornalismo investigativo e que clareiem as mentes obscuras. Abç’s