Jornal GGN – O jornalista e escritor Luiz Maklouf Carvalho, repórter do jornal O Estado de São Paulo, morreu neste sábado (16/05) aos 67 anos, vítima de um câncer de pulmão contra o qual lutava havia dois anos.
Maklouf escreveu livros e reportagens que retrataram alguns dos principais personagens da política brasileira, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao atual ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro.
Maklouf nasceu em 1953, em Belém (PA). Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Pará, e iniciou no jornalismo como revisor do jornal O Liberal. No Pará, ele trabalhou como repórter nos diários A Província do Pará e o Estado do Pará, e editou o jornal Resistência, da Sociedade Paraense dos Direitos Humanos.
Mudou-se para São Paulo em 1983, e trabalhou em veículos como os jornais Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil, as revistas Época e Piauí, além da passagem pelo Grupo Estado, em jornais como o Jornal da Tarde e O Estado de São Paulo.
Como escritor, venceu dois prêmios Jabuti: em 1998, com o livro “Mulheres que foram à Luta Armada”, obra que abordava a experiência das militantes que pegaram em armas contra a ditadura, entre as quais a ex-presidente Dilma Rousseff; e em 2005, com “Já vi esse filme – reportagens (e polêmicas) sobre Lula e/ou PT”, que reuniu textos que mostravam o percurso do partido.
Durante a campanha eleitoral de 2018, Maklouf encontrou a cópia do processo e os áudios do julgamento do então capitão Jair Messias Bolsonaro, que levaram à sua absolvição pelo Superior Tribunal Militar (STM) depois de ele ter sido condenado por 3 a 0 por um Conselho de Justificação do Exército, que concluíra que o então oficial mentira e faltara com a dignidade própria na investigação sobre um plano para colocar bombas em quartéis.
O repórter descobriu que Bolsonaro foi eleito presidente sem que viessem a público as circunstancias em torno do episódio que antecedeu sua entrada para a política. A partir daí, teve origem seu último livro: O cadete e o capitão: A vida de Jair Bolsonaro no quartel, publicado em 2019. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.
Edivaldo Dias de Oliveira
17 de maio de 2020 3:57 pmEra dele que o Lula não gostava e se opôs a participação num debate do Roda Viva?