Lava Jato em Curitiba mira bancos no Brasil e exterior por propinas da Odebrecht

Delatores do grupo Odebrecht citaram ao menos 11 instituições financeiras que ganharam dinheiro por operações envolvendo dinheiro de propinas

Jornal GGN – O portal UOL publicou uma reportagem especial sobre 11 bancos delatados pela Odebrecht na Operação Lava Jato. A matéria denota que as instituições financeiras descumpriram normas internacionais de combate à lavagem de dinheiro e, “pior ainda”, não só não notificaram as autoridades sobre transações suspeitas, como teriam, em alguns casos, conhecimento e participação no esquema de corrupção.

Os 11 bancos citados por seis delatores da Odebrecht em acordo de colaboração premiada são: Banco Paulista e TrendBank, ambos do Brasil, e Pictet e PKB, da Suíça; Banif (Portugal), Bank Winter e Meinl Bank (Áustria), Fim Bank (Malta), Credicorp (Paramá) e OAB (Antígua) e Meinl Bank Antígua.

Segundo a reportagem, em 2010, Fernando Migliaccio, Luiz Eduardo Soares, Olívio Rodrigues Júnior, todos funcionários da Odebrecht, se associaram a 3 ex-administradores do Banco OAB (que acabou fechado) e compararam 51% das operações do banco Meinl Bank Antígua.

A Odebrecht pagava “comissão aos três executivos por pagamento de propina no exterior que passavam pelo Meinl Bank Antígua, subsidiária do Meinl Bank da Áustria.

Os detalores também afirmaram à Lava Jato que a Odebrecht tentou obstruir investigações no Panamá. Eles disseram ainda que alguns dos bancos sabiam que a Odebrecht era a verdadeira dona das contas ou empresas offshore que movimentavam recursos.

Os bancos brasileiros, TrendBank e Banco Paulista, tem presidente investigado por lavagem de dinheiro, no primeiro caso; no segundo, a instituição foi alvo de buscas e apreensões no começo de maio. Os procuradores acusam o Banco Paulista de ter lavado dinheiro para a Odebrecht com contratos de fachada.

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