23 de junho de 2026

Leão XIV: Cardeal americano Robert Francis Prevost é o novo papa

Pontífice saudou o seu antecessor, Papa Francisco, e defendeu uma igreja missionária, que constroi pontes e está aberta a receber todos os que precisam de caridade
Crédito: Reprodução/ G1

O cardeal Robert Francis Prevost foi eleito, nesta quinta-feira (8), o novo papa da Igreja Católica e adotou o nome de Leão XIV. A decisão foi anunciada com a chama branca às 13h08, horário de Brasília. Já às 14h25, o novo pontífice fez sua primeira aparição pública.

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Em seu discurso, Leão XIV deu a benção e lembrou o Papa Francisco, agradecendo-o pelas bênçãos e pelo trabalho na construção de pontes para ligar a humanidade a Deus. 

Agradeceu também os cardeais que votaram nele para esta a nota missão, em que a igreja deve estar “sempre em busca da paz, da justiça e trabalhando com homens e mulheres para proclamar a paz de cristo”. 

Leão XIV agradeceu ainda o Papa Francisco, falecido em 21 de abril, de quem se permitiu dar prosseguimento à benção do antecessor em discurso de Páscoa, em que Francisco afirmou que “o mal não irá prevalecer”. 

O novo para se descreveu como filho de Santo Agostinho e afirmou que os católicos podem “caminhar juntos em direção àquela pátria para qual Deus nos preparou”. 

O novo santo padre saudou a Igreja de Roma, que deve ser “uma igreja missionária, que constroi pontes e sempre aberta a receber todos aqueles que precisam da nossa caridade, a presença, o diálogo e o amor”.

Perfil

Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, Leão XIV é o primeiro para norte-americano da história e, segundo analistas, deve representar um contraponto ao presidente Donald Trump, tendo em vista que o próprio discurso inicial, em que defende a construção de pontes, seria uma crítica a política de muros do chefe de Estado americano.

Mas a trajetória de Prevost foi construída, majoritariamente, no Peru, diocese que saudou ao longo da estreia como pontífice.

Já no Vaticano, foi escolhido pelo Papa Francisco como prefeito do Dicastério para os Bispos, responsável pela nomeação de bispos, e presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina.

Prevost iniciou a vida religiosa aos 22 anos e tem sólida formação em teologia, sendo conhecido pelo amplo conhecimento em lei canônica.

Foi ordenado padre em 1982 e, dois anos depois, deu início à primeira missão no Peru.

No entanto, em 2023, o então cardeal foi acusado por três mulheres de acobertar casos de abuso sexual infantil cometidos por dois padres no Peru. A diocese peruana nega o fato e afirmou que foi o norte-americano que deu sequência aos trâmites exigidos pela legislação da igreja. O caso segue em investigação.

*Em atualização.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Carlos

    8 de maio de 2025 4:50 pm

    Americano e adotou Leão XIV?
    Hummmm…
    Já leram a «RERUM NOVARUM»? Encíclica de Leão XIII?
    Dois parágrafos:

    “Causas do conflito”

    2. Em todo o caso, estamos persuadidos, e todos concordam nisto, de que é necessário, com medidas prontas e eficazes, vir em auxílio dos homens das classes inferiores, atendendo a que eles estão, pela maior parte, numa situação de infortúnio e de miséria imerecida. O século passado destruiu, sem as substituir por coisa alguma, as corporações antigas, que eram para eles uma protecção; os princípios e o sentimento religioso desapareceram das leis e das instituições públicas, e assim, pouco a pouco, os trabalhadores, isolados e sem defesa, têm-se visto, com o decorrer do tempo, entregues à mercê de senhores desumanos e à cobiça duma concorrência desenfreada. A usura voraz veio agravar ainda mais o mal. Condenada muitas vezes pelo julgamento da Igreja, não tem deixado de ser praticada sob outra forma por homens ávidos de ganância, e de insaciável ambição. A tudo isto deve acrescentar-se o monopólio do trabalho e dos papéis de crédito, que se tornaram o quinhão dum pequeno número de ricos e de opulentos, que impõem assim um jugo quase servil à imensa multidão dos proletários.

    A solução socialista

    3. Os Socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para – os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social.”

    Vem mais conservadorismo por aí.
    Talvez não tão obtuso como o fétido conservadorismo de seitas evangélicas, mas sempre uma m* de conservadorismo

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