Lula a ministros: “Quem fizer errado, deixará o governo. Se cometeu algo grave, terá que se colocar diante da Justiça”

Cintia Alves
Cintia Alves é graduada em jornalismo (2012) e pós-graduada em Gestão de Mídias Digitais (2018). Certificada em treinamento executivo para jornalistas (2023) pela Craig Newmark Graduate School of Journalism, da CUNY (The City University of New York). É editora e atua no Jornal GGN desde 2014.
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Na primeira reunião ministerial, Lula diz que não tem vergonha de ter escolhido nomes da política para garantir votos no Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordena a primeira reunião ministerial de seu governo, no Palácio do Planalto. Foto: José Cruz/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordena a primeira reunião ministerial de seu governo, no Palácio do Planalto. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Lula realizou na manhã desta sexta-feira (6) a primeira reunião com ministros de Estado. Na oportunidade, Lula deu um aviso: “quem fizer errado” será demitido do governo, e aqueles que cometerem ilicitudes serão processados.

O alerta ocorreu enquanto Lula discursava sobre a importância de ter escolhido nomes do campo político para compor o primeiro escalão do governo, com o objetivo de garantir apoio no Congresso. O presidente, que foi alvo da Lava Jato, falou que não vai criminalizar a política.

“Eu não tenho vergonha de dizer que vamos montar o governo com gente da política, muito competente. E vamos montar o governo com gente técnica e muito competente. Não faço distinção e não quero criminalizar a política. Todo mundo sabe da nossa responsabilidade. Quem fizer errado, sabe que tem só um jeito: a pessoa será simplesmente, e da forma mais educada possível, convidada a deixar o governo. E se cometeu algo grave, terá que se colocar diante das investigações e da própria Justiça”, disparou Lula.

O presidente ainda acrescentou: “Muito de vocês são resultados de acordos políticos, porque não adianta a gente ter um governo tecnicamente mais formado em Harvard possível, e não ter um voto na Câmara e no Senado”, pontuou.

“Nós dependemos do Congresso”

Lula ainda disse que não quer saber de projetos rejeitados no Congresso por deputados ou senadores que decidiram votar contra porque não foram “recebidos” pelos ministros.

“É preciso que a gente saiba que o Congresso nos ajuda. Nós não mandamos no Congresso, nós dependemos do Congresso. Por isso, cada ministro tem que ter a paciência e a grandeza de atender bem cada senador e cada deputado que o buscar”, pontuou.

Lula ainda falou sobre as prioridades do governo na reunião ministerial. Confira abaixo:

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