10 de junho de 2026

Lula endurece discurso contra o crime de colarinho branco e pressiona Senado por PEC da Segurança

Governo anuncia pacote bilionário contra facções, tráfico e lavagem de dinheiro com foco em integração policial
Lula em foto de Marcelo Camargo - Agência Brasil

▸ Governo lança programa “Brasil Contra o Crime Organizado” com R$ 1,06 bi para 2026 e linha de crédito de R$ 10 bi.

▸ Recursos serão aplicados em combate financeiro, sistema prisional, investigação de homicídios e tráfico de armas.

▸ Lula condiciona criação do Ministério da Segurança à aprovação da PEC da Segurança no Senado.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo federal lançou nesta terça-feira (12), em cerimônia no Palácio do Planalto, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado“. Com um aporte previsto de R$ 1,06 bilhão para 2026 e uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para estados e municípios. Durante o evento, o presidente Lula (PT) subiu o tom contra a criminalidade de colarinho branco e condicionou a criação de um Ministério da Segurança Pública exclusivo à aprovação da PEC da Segurança pelo Senado.

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O novo plano divide-se em quatro eixos prioritários. A maior fatia dos recursos, cerca de R$ 388,9 milhões, será destinada à asfixia financeira das facções, inspirada no modelo de investigação da Operação Carbono Oculto. Outros R$ 330,6 milhões irão para o sistema prisional, com o objetivo de padronizar 138 unidades estaduais sob o rigor do modelo federal. A investigação de homicídios e o combate ao tráfico de armas completam as frentes de investimento.

Eixo de AtuaçãoInvestimento Previsto
Combate financeiro e lavagem de dinheiroR$ 388,9 milhões
Sistema prisional (segurança máxima)R$ 330,6 milhões
Investigação de homicídios (Polícia Científica)R$ 201,0 milhões
Enfrentamento ao tráfico de armasR$ 145,2 milhões

Para estados e municípios, a linha de crédito de R$ 10 bilhões permitirá a modernização tecnológica, incluindo a compra de drones, câmeras corporais, bloqueadores de sinal de celular e sistemas de radiocomunicação. A meta é que, com a integração de dados e o fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), o Estado recupere territórios hoje dominados pela logística financeira das facções.

Crime além das periferias e cobrança aos EUA

Em seu discurso, Lula enfatizou que as organizações criminosas infiltraram-se em diversas esferas da sociedade e não podem ser associadas apenas às favelas. “Muitas vezes a polícia olha para a favela, mas ele está no 15º andar de um apartamento, olhando do apartamento de cobertura a ação da polícia, muitas vezes ele está no meio empresarial, no Poder Judiciário, no Congresso Nacional, no futebol“, afirmou o presidente.

A estratégia também ganha contornos diplomáticos. Lula revelou ter cobrado reciprocidade do presidente norte-americano, Donald Trump, no combate ao crime transnacional. “Eu disse a Trump, se quiser combater de fato o crime internacional, precisa começar a entregar uns nossos que estão em Miami“, declarou, em referência a brasileiros procurados pela Justiça que residem na Flórida.

Pressão sobre o Senado e novo ministério

Apesar do lançamento do programa, a peça central da estratégia do governo continua sendo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto, que busca dar à União maior poder de coordenação sobre as polícias estaduais, está travado no Senado sob a gestão de Davi Alcolumbre (União-AP).

Lula foi direto ao vincular a reforma ministerial ao avanço legislativo: “O dia que o Senado aprovar a PEC da Segurança, nos próximos dias, nós criaremos o Ministério da Segurança Pública nesse país”.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    12 de maio de 2026 1:56 pm

    O crime organizado da extrema direita na Câmara dos Deputados e no Senado devem ser destroçados.

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