8 de junho de 2026

Malu Gaspar e a reunião sigilosa mais pública da história, por Luís Nassif

Falar com 6 pessoas em Brasilia já vira conversa de bar. E Malu diz que ficou sabendo no Rio de Janeiro, o que ninguém em Brasilia sabia.
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É possível que o Ministro Alexandre Moraes tenha procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar do caso Master? É possível. Afinal, o escritório de sua esposa tinha um contrato extravagantemente milionário com o Master.

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Mas é possível, também, que tenha procurado Galipolo para tratar dos efeitos da Lei Magnitsky.

Malu Gaspar garante que foi para tratar do caso Master e diz ter se baseado em conversas com 6 fontes. Por que não 12 fontes, 18 fontes? Daria mais ênfase à história, já que não tem por obrigação nominar nenhuma.

Falando sério, suponha que o tema fosse, de fato, o Banco Master. E suponha que o Ministro Moraes e o presidente Galipolo sejam pessoas racionais. Teriam tido uma conversa que, de tão pública, foi testemunhada, direta ou indiretamente, por 6 fontes da Malu Gaspar? Ou que Moraes, ou Galipolo, saíssem da reunião, chamassem assessores e fossem pelos corredores do BC ou do STF contando o conteúdo da conversa como quem comenta um campeonato do Corinthians?

Se Malu, sozinha, ouviu de 6 fontes, quantas fontes mais souberam da suposta conversa? Ou souberam da reunião entre ambos, sem saber dos temas tratados, e passaram a espalhar a hipótese mais bombástica depois de divulgado o contrato da esposa de Moraes com o Master?

Falar com 6 pessoas em Brasilia já vira conversa de bar. E Malu diz que ficou sabendo no Rio de Janeiro, o que ninguém em Brasilia sabia.

É preciso cautela nessa história. Ainda mais sabendo-se do interesse de setores ligados à Lava Jato de desviar o foco das atenções em um momento crítico para a operação. O que se teme das revelações da Lava Jato?

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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24 Comentários
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  1. Carlos Aguedo Paiva

    23 de dezembro de 2025 1:34 pm

    Seis é o número correto, Nassif. Uma ou duas fontes é como uma “senha fraca”: não dá confiança. Quatorze é over: se a Malu tinha 14 fontes qualquer um poderia ter uma ou duas. Seis é a medida certa: dá aquele ar de “indubitável” ao mesmo tempo que sustena o glamour de ser uma privilegiada: são fontes que só a Malu tem. … A guria é esperta, vamu combiná!

    1. emerson57

      27 de dezembro de 2025 9:27 am

      Eram 7 mas a moça foi avisada que daria muito na cara.
      Ensinaram a ela que na fraseologia popular 7 é conta de mentiroso!

  2. Jicxjo

    23 de dezembro de 2025 1:40 pm

    “Ou souberam da reunião entre ambos, sem saber dos temas tratados, e passaram a espalhar a hipótese mais bombástica depois de divulgado o contrato da esposa de Moraes com o Master?”

    Bingo. A Mônica Bergamo relata hj que a tal reunião “incendiou” a Faria Lima. E que desta é que o caso chegou à imprensa (teria sido através de um conhecido banqueiro que mantém um pé no RJ e outro em SP, que inclusive era um dos grandes distribuidores de títulos do Master?).

    Cheiro de manipulação de mercado no ar, bem como de uma tentativa de colocar uma faca no pescoço de Galípolo. Vingança por conta da liquidação do banco, em conluio com o Centrão? Uma coisa é certa: Malu Gaspar e suas seis pseudofontes não valem mais que uma nota de três reais.

  3. angelaneves

    23 de dezembro de 2025 2:42 pm

    Estava esperando um comentário sensato sobre esse caso e sabia que só você faria isso, alguns sites que se dizem progressista estão atacando o Moraes com matérias dessa jornalista e também do Lauro Jardim dois paus mandado da Globo, e claro que não falta alguns políticos de ocasião exigindo explicações…. E tentar desmoralizar o trabalho que ele vem fazendo em defesa da nossa Democracia….Quem tem a lucrar com isso??????

    1. Paulo Dantas

      23 de dezembro de 2025 7:06 pm

      A cronológia importa aqui , a primeira reunião foi antes ou depois da decretação das medidas contra o Ministro ?

      Outro fato, as testemunhas estavam na reunião ?

      1. Jossimar

        24 de dezembro de 2025 9:29 am

        me parece que a Magnitski veio antes da liquidação do banco master golpista/ladrão. Assim é que dever ser tratado banqueiro que desvia dinheiro de clientes para benefício próprio , LADRÃO.

  4. Jordan Fabrício Martins

    23 de dezembro de 2025 3:00 pm

    Correto, cautela é essencial.
    Sob as reservas próprias da suspeição evidente…!
    Mas vamos aguardar, sem julgamentos definitivos precipitados (ao contrário do que o Ministro AM fez com diversos perfis das redes sociais etc).
    Abs.

  5. Carlos

    23 de dezembro de 2025 4:36 pm

    A bandidagem que comanda gado as redes socais estão se arvorando.
    Não são inocentes, são escrotos que continuam tentando jogar o país na merda.

  6. WRamos

    23 de dezembro de 2025 5:31 pm

    Também é preciso denunciar o anti jornalismo da reportagem. Não era preciso ouvir 6 fontes, bastava uma, mas não se pode publicar sem ouvir o outro lado. Não o fazendo, a jornalista invade o papel do leitor na formação de opinião. Se as respostas de Galípolo e Moraes tivessem sido publicadas junto com a matéria, a reação normal dos leitores seria tratar como falta do que fazer da jornalista. Mas ela não queria leitores avaliando, queria extrapolar seu papel e impor uma visão.

  7. lygia

    23 de dezembro de 2025 5:35 pm

    Concordo, tudo me lembrou muito a epoca da “lava”, cautela muita cautela

  8. ERNESTO

    23 de dezembro de 2025 7:43 pm

    Só conta pra Malu quem sabe de que lado ela joga e do que ela foi capaz de “espalhar” no passado recente, hoje “vazado” na lata de lixo do anti-jornalismo. Por isso “soube de fonte limpa” é um axioma que certamente não se aplica, mesmo que a fofoca tenha algum fundo de verdade. Sendo que vindo de lá, já chega meio carimbado.

  9. EDUARDO SILVA PEREIRA

    23 de dezembro de 2025 8:24 pm

    Não há meio-termo: alguém terá que arcar com as consequências, seja o Ministro ou a jornalista. Um magistrado sob suspeita é um assunto grave demais para ser tratado com base em rumores. Fonte jornalística precisa entregar provas, não apenas narrativas.

  10. Nisdete Aciole

    24 de dezembro de 2025 12:33 am

    Malu tem q provar, eu metia um processo nela por calúnia. A querinha da lava-jato.

  11. ana celia pires curuca

    24 de dezembro de 2025 9:07 am

    Malu fofoqueira, já desmentiu (do jeito idiota dela)… é uma jornalista de péssima reputação e tá ficando pior

  12. Jossimar

    24 de dezembro de 2025 9:26 am

    Nassif, essa figura deplorável ai era a porta voz oficial da lava jato. Ficou com a imagem arranhada com o desenrolar da vaza jato. Agora, assume a mesma técnica daquela época para tentar intimidar o Ministro Moraes e, por tabela , o STF. O ouvi dizer, o primo do irmão do genro de um deputado, etc etc
    Acho que chega, não podemos permitir uma nova lava jato de jeito nenhum.
    Se não provar o que afirmou na reporcagem, deveria ser presa.

  13. Bernardo

    24 de dezembro de 2025 9:30 am

    É isso; o enredo já é sabido e agora vão tentar destruir reputações como fizeram com várias pessoas durante a famigerada OLJ. Aliás essa jornalista não é a que escreveu um livro homenageando o Moro? E sob os auspícios de seus comandantes globais? Tentam a tempestade perfeita para destruir a reputação do Ministro, do STF e , de quebra, criar condições para o próximo pleito. Sem esquecer que deve ter dedo podre de Washington nesse conjunto de factoides criados esses dias.

    1. emerson57

      27 de dezembro de 2025 9:30 am

      Verdade pouca, meu empreguinho primeiro!

  14. Jossimar

    24 de dezembro de 2025 9:31 am

    Nassif, parabéns pela análise. Sensata e baseada em lógica.

  15. fabricio coyote

    24 de dezembro de 2025 5:26 pm

    o mais engraçado é que as notas públicas das autoridades demoraram dois dias para falarem em lei Magnitsky rs rs rs
    via daniela lima. agora observe: de todos os golpistas condenados somente os civis perderam tudo, os milicos mantém o soldo e a patente

  16. Diogo de Oliveira Reis

    25 de dezembro de 2025 7:08 am

    Malu Gasper: jornalista especializada em apurar boatos e divulgá-los em prol dos interesses do grupo Globo e das classes hegemônicas.

  17. Zé Otavio

    26 de dezembro de 2025 6:16 pm

    Caro Nassif: melhor voltar aos “Verdes campos de Pasárgada”.
    Éramos mais puros.
    Abraço saudoso
    Zé Otávio ( Imagem Vazia) .

    1. Luis Nassif

      26 de dezembro de 2025 7:39 pm

      Olha só, o grande compositor de Pouso Alegre. Continua compondo?

  18. Irineu Bagnariolli Junior

    27 de dezembro de 2025 6:31 pm

    Caro Nassif, que saudade!
    Tenho lido seus livros de memórias e me divertido bastante, muito bons!
    Como sempre, você não decepciona!
    Já estava mais do que na hora de estabelecermos críticas contundentes ao espaço cada vez maior que vem ocupando jornalistas que se arvorando em “analistas politicas”, nunca vão além da fofoca, e da espetacularização da notícia e dificilmente com interesses declarados!
    Com todas as divergências que possa ter existido, que saudade de profissionais como Villas Boas Correa e outros…

  19. Antonio Arildo Pereira

    28 de dezembro de 2025 7:43 pm

    Pois é Nassif.
    Agora estão pondo em dúvida até o tal contrato da esposa do ministro….
    “Tem muito método nessa loucura toda”

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