10 de junho de 2026

Manifestantes vão às ruas em diversas capitais para pedir Justiça pela morte do cão Orelha

Centenas de pessoas se reuniram no MASP com apoio de coletivos de proteção animal, artistas e influenciadores digitais
Crédito: Reprodução

Manifestantes em várias cidades brasileiras protestaram por justiça na morte do cão Orelha, vítima de maus-tratos em Florianópolis.
Em Florianópolis, o protesto ocorreu na Avenida Beira-Mar Norte, com moradores, ativistas e pets, encerrando ao meio-dia.
Polícia Civil investiga o caso, analisando imagens e descartando um suspeito; envolvidos são menores e têm identidade protegida.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Manifestações realizadas neste domingo (1º) em Florianópolis e em várias cidades brasileiras pediram justiça e transparência nas investigações sobre a morte do cão Orelha, animal comunitário vítima de maus-tratos no início de janeiro, na região da Praia Brava, área nobre da capital catarinense.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Na capital de Santa Catarina, manifestantes ocuparam a Avenida Beira-Mar Norte, uma das principais vias do Centro, com faixas, cartazes e palavras de ordem. O protesto reuniu moradores, ativistas da causa animal e tutores de pets, que percorreram o local acompanhados de seus animais de estimação. O ato contou com trio elétrico e foi encerrado por volta do meio-dia.

Além de Florianópolis, houve mobilizações em outras cidades catarinenses, como Balneário Camboriú, Blumenau, Criciúma e São José, e também em capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Rio Branco e Belém. O pedido foi unânime: punição aos responsáveis e rigor no combate aos maus-tratos contra animais.

Na cidade de São Paulo, a principal manifestação ocorreu na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP). Centenas de pessoas se reuniram no local com apoio de coletivos de proteção animal, artistas e influenciadores digitais. O protesto incluiu performances artísticas, uso de megafones e distribuição de panfletos informativos sobre direitos dos animais e canais de denúncia.

Em Porto Alegre, o ato foi realizado no Parque da Redenção, convocado por uma organização não governamental de defesa animal. Também houve manifestação em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, onde participantes vestidos de preto se concentraram no Parque dos Macaquinhos com cartazes pedindo punições mais severas para crimes de maus-tratos.

No Norte do país, cerca de 100 pessoas participaram de um protesto em frente ao Palácio Rio Branco, sede do governo do Acre, na capital Rio Branco. Ativistas e representantes de associações de proteção animal exibiram cartazes e cruzes simbólicas em homenagem a animais vítimas de violência.

Cidades do interior paulista, como São José do Rio Preto e Araçatuba, também registraram manifestações organizadas por ONGs e protetores independentes. Os atos ocorreram em praças e em frente a prédios públicos, com pedidos de maior rigor na aplicação da Lei de Crimes Ambientais.

Em Belém, no Pará, o ato em memória do cão Orelha reuniu protetores de animais em frente ao Mercado de São Brás. Os participantes destacaram a necessidade de endurecimento das leis e cobraram ações efetivas das autoridades para evitar novos casos de violência.

O caso Orelha

O cão Orelha morreu após ser brutalmente agredido no dia 4 de janeiro. Ele era um animal comunitário, cuidado por moradores da Praia Brava. O cachorro foi encontrado agonizando e não resistiu aos ferimentos. Laudo pericial apontou que ele foi atingido na cabeça com um objeto contundente.

A Polícia Civil investiga o caso e, inicialmente, apurava a participação de quatro adolescentes. Na sexta-feira (30), um dos suspeitos foi descartado após a conclusão de que não teve envolvimento com o crime. Por se tratar de menores de idade, os nomes e demais informações permanecem sob sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Atualmente, a polícia analisa cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança da região da Praia Brava. Apesar da ausência de registros do momento exato da agressão, imagens de outros episódios ocorridos no mesmo período, também atribuídos a adolescentes, estão sendo usadas para auxiliar nas investigações.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Paulo Dantas

    1 de fevereiro de 2026 5:05 pm

    Sério !?

    A morte do cãozinho foi algo brutal mas o país tem injustiças mais graves.

Recomendados para você

Recomendados