13 de junho de 2026

Matéria da Folha amplia suspeitas sobre promotoras que investigam morte de Marielle

Polícia já tinha documentos sobre o condomínio de Jair Bolsonaro e do miliciano Ronnie Lessa há quase 1 ano

Jornal GGN – Reportagem da Folha de S. Paulo desta terça (5) mostra que o Ministério Público do Rio de Janeiro divulgou informação equivocada a respeito do caso Marielle, para livrar a barra do presidente Jair Bolsonaro.

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Na coletiva de imprensa em que afirmaram que o porteiro do condomínio de Bolsonaro mentiu sobre ter falado com ele para liberar a entrada do miliciano Élcio Queiroz, as promotoras do caso disseram que só tiveram acesso ao controle de entrada e saída em outubro passado.

Folha revelou que o MP apresentou uma versão suspeita, pois a Polícia Civil do Rio de Janeiro detém os registros da portaria ao menos desde novembro de 2018.

O material teria sido analisado até fevereiro de 2019. E, em março de 2019, a Promotoria foi avisada da existência desses documentos.

O que ocorreu é que apenas em outubro passado é que o MP se mexeu, ao procurar o Supremo Tribunal Federal para informar do aparecimento do nome de Bolsonaro na investigação, e perguntar se o processo deveria ser transferido para a Corte.

No dia em que Marielle Franco e Anderson Gomes foram executados, o miliciano Élcio Queiroz entrou no condomínio de Bolsonaro para buscar outro suspeito de participar do crime, Ronnie Lessa. Segundo depoimento de um porteiro, Queiroz pediu para ligar na casa de Bolsonaro para liberar sua entrada.

O presidente nega, mas o sistema de comunicação da portaria – que liga para o celular dos moradores – torna a versão do funcionário plausível.

Procurados, o Ministério Público e a Polícia Civil do Rio não quiseram se manifestar a posse dos documentos sobre o condomínio, que mostram que a menção a Bolsonaro só veio a público 11 meses depois.

Uma das promotoras do caso, Carmen Carvalho, já foi afastada porque fez campanha explícita para Jair Bolsonaro nas redes sociais, o que é proibido por lei.

Redação

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7 Comentários
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  1. Marilia Oliveira

    5 de novembro de 2019 8:39 pm

    gente… o que é isso?

    1. WAGNER CINTRA

      6 de novembro de 2019 3:19 am

      O caos, a falta de vergonha na cara, ativismo político partidário de quem deveria zelar e estar comprometida pela luta da justiça. É hora de enterrar estes zumbis e fechar o caixão!

  2. Ricardo Luis

    6 de novembro de 2019 12:42 am

    Tudo comprometido, MP -Rio e os Bolsonaros

  3. Carlos Elisio

    6 de novembro de 2019 5:36 am

    Cada vez mais comprometida esta equipe do mprj. Que atitudes serão tomadas? Que órgão é responsável por colocar ordem e responsabilidade nestes grupos?

  4. Avelino

    6 de novembro de 2019 7:42 am

    O grupo golpista é um míssil direcionado.
    É para explodir no PT.

  5. Rui Ribeiro

    6 de novembro de 2019 7:54 am

    “Crime de rico a lei encobre
    O Estado esmaga o oprimido
    Não há direito para o pobre
    Ao rico tudo é permitido”.

    Trecho do Hino da Internacional Socialista

    Os Bolsonaros e a Promotora que aliviou a barra deles, obstruindo as investigações, vão ficar impunes.

  6. Jossimar

    6 de novembro de 2019 8:50 am

    Alguém acredita que o Brasil escapará da juristocracia sem uma revolta popular violenta e sangrenta?
    Se a revolução não acontecer dentro de 12 meses ou menos não restará futuro algum para o Brasil e os brasileiros.
    Seremos uma enorme fazenda escravizada e dominada pelo crime organizado.
    A organização criminosa é comandada pelo judiciário e mídia e seus capatazes são as forças armadas e as polícias de todos os tipos.
    O povo está ferrado. Ou reage e corre o risco de morrer pelas balas dos capatazes ou morre de inanição, fome, doenças de todo tipo.
    É melhor morrer lutando por uma causa ou esperando sentado?

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