4 de junho de 2026

Mercado está mais satisfeito com Banco Central do que com Fazenda

Sugerido por Pedro Penido dos Anjos

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Do Estadão

 
Levantamento inédito do ‘Broadcast’ junto a instituições financeiras revela percepção positiva do mercado sobre a gestão do BC em fevereiro
 
SÃO PAULO – Em um período marcado por indicadores e decisões fundamentais de política econômica, o mercado financeiro encerrou fevereiro com uma avaliação mais positiva sobre a gestão do Banco Central do que sobre o desempenho do Ministério da Fazenda. A percepção foi captada pelo Termômetro Fazenda Broad e Termômetro BC Broad, levantamentos inéditos do Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, junto a instituições financeiras.

Questionados sobre a avaliação da gestão do BC em fevereiro, de uma forma geral, os agentes do mercado deram nota média de 6,5, em uma escala de zero a dez. No mesmo quesito, a Fazenda recebeu nota 4,8.

Neste primeiro levantamento, 49 instituições responderam os questionários enviados pelo AE Dados, durante o período de 21 a 28 de fevereiro.

A comunicação do BC com o mercado (6,4) também teve nota mais elevada do que a comunicação da Fazenda (5,3).

A condução da política cambial foi o ponto forte da atuação do Banco Central em fevereiro, conforme o resultado do Termômetro, ao conseguir nota de 6,9. A política monetária praticada pela autoridade registrou nota de 6,6.

No caso da Fazenda, a gestão da política fiscal obteve avaliação média de 4,9.

O mês passado concentrou divulgação de informações e dados decisivos para a formação das expectativas do mercado financeiro. No dia 20 de fevereiro, logo antes do início da coleta da sondagem, o governo anunciou um corte de R$ 44 bilhões no orçamento da União, com compromisso de meta fiscal de R$ 99 bilhões, o equivalente a 1,9% do PIB.

No dia 26, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir o ritmo de alta do ciclo de aperto monetário e elevou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 10,75% ao ano.

Além disso, no dia 27, foi divulgada a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, de 2,3%.

Confira abaixo os resultados do Termômetro, com as perguntas sobre a atuação do BC e da Fazenda e as notas obtidas pela média simples das respostas, arredondadas na primeira casa decimal:

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre a gestão do Ministério da Fazenda, DE FORMA GERAL, neste mês?

4,8

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre a atuação do Ministério da Fazenda na condução da POLÍTICA FISCAL neste mês?

4,9

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre a COMUNICAÇÃO do Ministério da Fazenda neste mês?

5,3

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre a gestão do Banco Central do Brasil, DE FORMA GERAL, neste mês?

6,5

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre o Banco Central do Brasil na condução da POLÍTICA MONETÁRIA neste mês?

6,6

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre o Banco Central do Brasil na condução da POLÍTICA CAMBIAL neste mês?

6,9

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre a COMUNICAÇÃO do Banco Central do Brasil neste mês?

6,4

 

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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4 Comentários
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  1. Ivan de Union

    11 de março de 2014 1:58 pm

    “Confira abaixo os resultados

    “Confira abaixo os resultados do Termômetro, com as perguntas sobre a atuação do BC e da Fazenda e as notas obtidas pela média simples das respostas”:

    Do estadao?  O ESTADAO publicou isso?  Quanta redundancia…  ele ja tem comentarista voador nao identificado em excesso.  Deve ser por isso que nao lhes ocorreu perguntar porque eh que ninguem “do mercado” tem nome…

  2. C.Acácio

    11 de março de 2014 2:51 pm

    As notas são ,


    As notas são , ridiculamente , paralelas a curva de expectativas traçada pelos “analistas” do mercado. Enquanto o BC mantiver a trajetória de alta na curva dos juros , sua avaliação continuará subindo. Na Fazenda , que , felizmente , não promoveu , ainda , os cortes no orçamento exigidos pelo mercado , a pressão aumenta sob todas as formas , inclusive , com pedidos de demissão do ministro  … e a avaliação despenca …

  3. Doney

    11 de março de 2014 10:57 pm

    Justiça seja feita

    É justo que receba uma notinha melhor quem tem regiamente recompensado estas notas aumentando os juros, não é mesmo???

    KKKKKK (se deleitam os rentistas).

  4. Clever Mendes de Oliveira

    12 de março de 2014 4:10 am

    E se o mercado acertou antes e o BCB não for independente do MF

     

    Pedro Penido dos Anjos,

    A sintonia perfeita não existe, mas que avaliação iriamos fazer do mercado se daqui a dez anos se venha a saber que Banco Central do Brasil e o Ministério da Fazenda andou de mãos dadas durante o governo de Dilma Rousseff.

    Bem, eu particularmente acredito nesta sintonia, ainda que ela não possa ser total. De todo modo há elogio recente ao Banco Central do Brasil que pelo menos, aos olhos do mercado, coloca-o realmente na dianteira. Trata-se de reportagem que saiu no blog Beyond Brics. Com o título “EM central bankers: guiders, reactors and Mavericks” a matéria de Jonathan Wheatley, publicada na terça-feira, 03/02/2014 às 03:49 pm faz uma classificação dos presidentes dos Bancos Centrais nos principais Bancos Centrais dos países emergentes do mundo. A matéria “EM central bankers: guiders, reactors and Mavericks” pode ser visto no seguinte endereço:

    http://blogs.ft.com/beyond-brics/2014/02/03/em-central-bankers-guiders-reactors-and-mavericks/

    E na reportagem o presidente do Banco Central do Brasil Alexandre Tombini é classificado como presidente guia que antecipou a subida do juro. É de se observar que o blog Beyond Brics se encontra no site do Financial Times um jornal que junto com a revista The Economist têm sido bastantes críticos do governo brasileiro, em crítica que é mais direcionada ao Ministério da Fazenda, mas que ao fim e ao cabo não poupa ninguém do governo de Dilma Rousseff.

    A razão de o nosso Banco Central ter sido tomado como Banco Guia foi o aumento do juro antes da tempestade que obrigou a todos a tomar medida semelhante. É claro que o aumento de juro é sempre bem-vindo pelo mercado (Financeiro). O que eu considero que é preciso avaliar é até que ponto o Ministério da Fazenda atuou para que o Banco Central pudesse elevar o juro acima do esperado sem que houvesse reação muito forte contra a medida.

    Digo isto porque a razão para o Banco Central ter podido subir o juro em 0,5%, no início de janeiro de 214, quando a previsão até antes de ser conhecida a inflação de dezembro de 2013 era que o aumento seria só de 0,25%, não precisando fazer um novo aumento no início de fevereiro, quando a maioria dos Bancos Centrais dos países emergentes atuaram em conjunto puxando a taxa de juro para cima, foi o fato de a inflação em 2013 ter sido maior do que a inflação de 2012.

    Ora o aumento da inflação em 2013 superior ao aumento em 2012 foi bastante decorrente dos aumentos de combustíveis dado pelo governo. Pode ter sido erro de cálculo do Ministério da Fazenda ter possibilitado que a inflação em 2013 fosse maior do que a em 2012.

    Se foi erro de cálculo que ocorreu não há tanta sintonia e o Ministério da Fazenda se mostrou bastante incompetente. No entanto, se o Ministério da Fazenda avaliou que uma inflação maior em 2013 permitiria uma atuação mais fácil do Banco Central para enfrentar o início da redução do Quantitative Easing 3 nos Estados Unidos, e calibrou no aumento e no timing do aumento de modo a se obter uma inflação em 2013 superior à inflação em 2012, deve-se não só reverenciar o ministério da Fazendo como também reconhecer que ele e o Banco Central do Brasil andam muito mais de mãos dadas do que se parece.

    Cabe observar que salvo uma menção no twitter de Cristiano Romero, e uma curta chamada em página interna no Valor Econômico de 04/02/2014, não houve muita repercussão da matéria “EM central bankers: guiders, reactors and Mavericks” que saíra em 03/02/2014 no blog Beyond Brics. Fica-se com a impressão que se tratava de notícia ruim e notícia ruim a gente esconde como já dizia o genial Rubens Ricupero, embora não se saiba para quem exatamente a notícia seria ruim. De todo modo, sem informação nossa avaliação do Banco Central do Brasil não tem muita qualidade. O Mercado dispõe da informação, a questão é saber se eles possuem a capacidade de fazer a inferência adequada.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 11/03/2014

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