10 de junho de 2026

Ministro Juscelino Filho é indiciado pela PF por suspeita de corrupção

Investigação aponta desvios milionários de verbas federais e favorecimento a empresas ligadas ao ministro das Comunicações
Investigação aponta desvios milionários de verbas federais e favorecimento a empresas ligadas ao ministro das Comunicações.
Foto: Divulgação/ Twitter do Ministro

A Polícia Federal investigou desvios de verbas federais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), resultando no indiciamento do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, por supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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O relatório da investigação foi encaminhado ao gabinete do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, nesta última terça-feira (11), que deverá remetê-lo à Procuradoria-Geral da República para avaliação de denúncia ou solicitação de novas diligências. A Operação Benesse, iniciada em setembro de 2023, inicialmente mirou a irmã do ministro, Luanna Rezende, prefeita afastada de Vitorino Freire (MA).

Apesar da negativa do ministro Luis Roberto Barroso quanto às buscas contra Juscelino Filho, conforme relatado pelo Estadão, suspeita-se que o ministro direcionou R$ 5 milhões do orçamento secreto para a prefeitura administrada por sua irmã, visando asfaltar uma estrada em frente à sua propriedade. Esses recursos teriam sido destinados durante seu mandato como deputado federal pelo União Brasil.

Além disso, quatro empresas ligadas a amigos, ex-assessores e uma cunhada do ministro teriam sido beneficiadas com mais de R$ 36 milhões em contratos com a prefeitura de Vitorino Freire, cuja distribuição de verbas do orçamento secreto teria sido operada a partir da Codevasf.

Uma auditoria interna da Codevasf realizada em maio deste ano revelou irregularidades em obras em Vitorino Freire associadas a Juscelino Filho. Pagamentos indevidos à empresa contratada para essas obras foram identificados após análise de dois contratos no valor total de R$ 8,988 milhões, incluindo a estrada ligada ao ministro e outras vias da cidade maranhense.

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Dolores Guerra

Dolores Guerra é formada em Letras pela USP, foi professora de idiomas e tradutora-intérprete entre Brasil e México por 10 anos, e atualmente transita de carreira, estudando Jornalismo em São Paulo. Colabora com veículos especializados em geopolítica, e é estagiária do Jornal GGN desde março de 2014.

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1 Comentário
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  1. AMBAR

    12 de junho de 2024 3:36 pm

    Duro é ter que nomear um salafrário em troca de apoio sabendo que ele vai prevaricar e só depois da rapina poder se livrar dele.

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